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Quem sou
Testemunho pessoal dado aos Gideões Internacional
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

Irmãos em Cristo Jesus.

A paz de Deus nosso Pai esteja convosco em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Sinto-me feliz em poder estar aqui convosco testemunhando da graça que recebi da parte de Deus, a saber: a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Fico feliz não por mim mesmo, mas porque o nome do Senhor Jesus é exaltado nas maravilhas que Ele próprio realiza. Sim, porque o Senhor tem realizado maravilhas em minha vida e algumas destas quero compartilhar convosco.

Recuando ao tempo, em minha infância, vejo o quanto nela fui abençoado. De lar católico, tive uma infância sem traumas. Podia me considerar o mais feliz dos garotos, seja jogando, brincando ou estudando. Podia sentir o amor de meus familiares.

Lembro-me que um dos meus prazeres era contemplar o céu e ficar imaginando como seria Deus. Os filmes que contavam a história de Jesus na semana santa causavam-me admiração por Cristo homem.

Ia com freqüência à missa e regozijei-me quando chegou à oportunidade de fazer a primeira comunhão. Queria preencher todos os requisitos que a igreja propunha para agradar a Deus. Com a freira aprendi que, para conhecer a vontade de Deus, eu devia ler a Bíblia e que a Bíblia não continha erros, que se erros houvessem, eles estariam em minha própria pessoa.

Assim foi minha infância: feliz, cheia de sonhos. Não consigo lembrar-me de nada que pudesse dizer: “eu gostaria de ter tido outra infância, nunca esta”.

Assim foi, até que ...

Em Tiago 1:14,15, e gostaria que os irmãos abrissem suas Bíblias neste versículos, temos:

“Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”

Em Marcos 7:21a Cristo conclui:

“Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos ...”

E foi por causa da natureza do meu coração que minha vida começou a tornar-se um martírio. No começo guardei um ressentimento contra um bispo por haver pedido que uma mãe saísse da igreja, porque o choro de sua criança estava perturbando o bispo a fazer sua homilia. Lembro-me que eu pensava comigo acerca das palavras do Senhor Jesus:

“Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim as crianças, e não as impeçais, porque de tais é o reino de Deus.” (Mc 10:14)

Por conta destas palavras àquele pedido me deixou revoltado. Mal sabia eu o que podia fazer a ira armazenada no coração. Depois fiquei revoltado com um japonês que não permitia as crianças recolherem o ofertório.

Estes ressentimentos guardados no meu coração deram luz ao pecado e ele foi ocupando todos os espaços disponíveis no meu coração. Dos ressentimentos contra estes homens, passei a ressentir-me contra meus amigos, minha irmã e, por fim, meu pai. Eu já não amava mais ninguém.

Até então eu era uma pessoa extrovertida, neste período tornei-me introvertido e perdido num mundo de fantasias e sonhos. Creio que foi por isto, na psicologia chama-se sublimação, recalque, que meus familiares e amigos quase não notaram o estado lamentável que estava meu interior.

“... e o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tg 1:15)

E foi o que aconteceu. Ressentido como estava, contra tudo e contra todos (a exceção de Deus, porque temia o seu nome e sabia que, afinal de contas, Ele era o único a quem eu não podia imputar culpa. Dou graças a Deus porque pensava assim), revoltei-me contra mim mesmo.

Sim, meus irmãos, o pecado passou a exigir minha própria vida e, na angustia mental que me encontrava, o suicídio era um pensamento dos mais acariciantes. Este tipo de pensamento não surgiu de uma hora para outra, mas fui envolvido pela minha própria concupiscência, por estes terríveis e incontroláveis desejos que desestabilizam a gente. O período que conto a vocês abrange sete anos de vida, sete anos de tormentos.

Na minha infância eu procurava estar perto de Deus. Neste período me afastei e o Senhor foi me buscar. Creio que, em minha angústia, Ele me transportava, me dava alento. O desejo que o Senhor implantou em minha mente de viver era maior que o do pecado em gerar a morte. Neste período o Senhor me apresentou alguns versículos que me conduziam. Dizia o salmista:

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Sl 23:4)

Sim, nas sombras da morte um verso me chamou atenção:

“Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio; de outra forma não se sujeitarão.” (Sl 32:9)

Este versículo procurava me tirar do mundo dos sonhos e fantasia, de minha insensatez, chamando-me a agir com bom senso e sabedoria. Um outro verso me consolava:

“Mas tu, Senhor, és um escudo ao redor de mim, a minha glória, e aquele que exulta a minha cabeça.” (Sl 3:3)

A este verso eu acrescentei a frase: “e com o Senhor jamais vacilarei”. Este verso me dava coragem e esperança.

Bem, meus irmãos, até o momento lhes falei apenas do lado negativo, o problema do pecado em meu coração. Mas como o Senhor nosso Deus atuou em tudo isto?

Outrora sentia a presença de Deus Pai e tinha temor pelo Seu nome. No entanto isto não evitou que eu me enredasse pelas teias do pecado porque não conhecia a Cristo como meu Salvador.

Durante este período atribulado Deus havia dado os versículos que já citei. Estes versos eram para mim um paliativo, mas para o Senhor uma rota que eu devia seguir.

Não me lembro a data que, pela primeira vez, recebi a Bíblia fornecida por sua organização, os Gideões. O caso é que a recebi com desconfiança e a guardei, afinal era uma Bíblia fornecida por evangélicos. No ano seguinte eu recebi outra Bíblia e a guardei. Desta feita percebi que seria normal, em todo o começo de ano letivo, receber estas Bíblias. Comecei a gostar de seu formato diminuto.

No terceiro ano, ao recebê-la, resolvi escrever meu nome onde está escrito: “Ofertado a ...”. Achei interessante a página “onde encontro auxílio quando”, se bem que não pensava em procurar este tipo de auxílio quando em dificuldade, pois não achava que pudesse ter efeito prático.

E creio que foi desta vez que a última página me chamou atenção. Havia uma oração intitulada: “Minha decisão para receber a Cristo como meu Salvador”.

O curioso não foi tanto à oração em si, mas o fato dela dizer que eu necessitava de um Salvador e que este Salvador era Jesus Cristo. Eu fiz então o propósito de somente assinar esta oração no dia que entendesse porque eu tinha que aceitar Jesus como meu Salvador. Pela forma como esta oração era apresentada compreendi que eu era responsável por minha decisão, compromisso o qual eu não entendia e não queria assumir sem antes saber quais eram suas implicações.

Depois disto recebi outras Bíblias de sua organização, tanto em Dourados - MS, quanto em Ribeirão Preto - SP e Campo Grande - MS. Todas no início do ano letivo. Mantive sempre meu propósito de só assinar a oração quando a compreendesse.

Aos 9 anos sentia o desejo de conhecer as Sagradas Escrituras. Por falta de psicologia educacional e despreparo no manejo da palavra de quem poderia me ajudar, fiquei sem incentivo e orientação para aprender.

Aos 14 anos foi quando fui despertado pela idéia fornecida pela oração do pecador que encontrei na Bíblia dos Gideões, fazendo da pergunta do porque ter um Salvador o ponto de partida de minhas pesquisas na palavra de Deus.

Mas foi somente aos 17 anos que recebi, da parte de Deus, uma ajuda mais objetiva. Fiz um intercâmbio cultural, através do qual pude morar um período nos EUA. Entrando em uma livraria encontrei um livro que atraiu minha atenção: “Como Estudar a Bíblia por Você Mesmo”, de Tim La Haye. Comprei este livro.

Aos 18 anos entrei em meu quarto, em Campo Grande - MT, e li no livro de Tim a seguinte instrução:

“Leia primeiro a I Epístola de João porque, devido seu conteúdo único e da necessidade de cada um crer, é recomendada a leitura dos 5 capítulos todos os dias por uma semana, fazendo as anotações em seu diário. Tente não duplicar as anotações. Este livro tem tantas sugestões espirituais importantes que não será difícil. Se ainda sentir dúvida de sua salvação, leia por mais 7 dias e então siga adiante.”

Agora tinha a idéia da necessidade da salvação e a pergunta que guiava minha leitura. Lendo a primeira epístola de João, duas passagens me chamaram atenção:

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (I Jo 1:8-10)

“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.” (I Jo 2:15-17)

Em I Jo 2:15-17 percebi que alguma coisa estava errado no mundo que exigia minha separação dele. De uma certa forma já conhecia uma delas: os governantes eram inconstantes em seus caminhos.

Mas foi nos versos de I Jo 1:8-10 que minha justiça própria caiu por terra.

Naquele dia, por algum tempo, lutei com estes versículos. Quanto mais procurava afirmar comigo mesmo que não tinha pecado, pelo menos não tão grave que necessitasse de um Salvador, mais eu concluía que estava mentindo para mim mesmo.

E entre a minha palavra e a palavra de Deus, aceitei o veredicto da palavra de Deus e, contra os meus sentimentos, clamei a Cristo para que Ele perdoasse os meus pecados e fosse o meu Salvador e Senhor pessoal.

E contra os meus sentimentos O aceitei pela fé. Abri minha Bíblia dada por vocês, os Gideões, e assinei, datando para que não houvesse dúvida que, pela fé, naquele dia tinha aceitado Cristo como meu Salvador. Foi no dia 20 de outubro de 1979.

Mas como eu era inconstante na leitura da palavra de Deus. Envolvido pelo vestibular, férias, início das aulas na faculdade, minha decisão ficou, aparentemente, sem efeito. Digo aparentemente porque, e hoje percebo isto, não naquela época, que havia uma oração poderosa me sustentando. Eis a oração:

“Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós. Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Mas agora vou para ti; e isto falo no mundo, para que eles tenham a minha alegria completa em si mesmos.” (Jo 17:11-13)

Sim, hoje, quando olho para trás, vejo como é poderosa esta oração. Foi em Niterói - RJ, quando procurava fazer a faculdade de Ciências Econômicas da melhor maneira possível, obtendo boas notas, passei por uma terrível experiência, exigindo a intervensão de meu pai. Nestes dias negros o Senhor me lembrou de nosso concerto e fez com que outra parte desta oração poderosa se fizesse verdade:

“Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” (Jo 17:17)

Em outubro de 1979 me converti. Até o ano de 1978 estava envolvido com idéias e filosofias que nada tinham com a palavra de Deus. Eu lia muito. Primeiro romances, depois livros filosóficos e, por fim, procurei praticar Yoga, Karatê, investigar se havia fundamento nos propalados poderes da mente, do inconsciente, parapsicologia, hipnotismo e coisas desta natureza. Em todas elas, hoje noto, o Senhor não permitiu que me aprofundasse realmente, mas ela levou a tornar meus sonhos e minha imaginação num campo fértil para este tipo de percepções, deixando-me a mercê de minhas fantasias.

No início do ano de 1979 fiz o propósito de parar de ler completamente e concentrar-me somente nos estudos. Era o Senhor iniciando um processo de reversão e purificação. Em outubro deste mesmo ano me converti, entregando minha vida a Jesus Cristo.

E, por diversas experiências que tive em Niterói - RJ, um ano depois, em 1980, foi que compreendi a inutilidade de tudo que era objeto de minhas pesquisas metas-físicas. De Niterói - RJ o Senhor me trouxe de volta para Dourados - MS. Nesta cidade, enquanto eu terminava a faculdade de Administração de Empresas, comecei a aprender as coisas concernentes ao reino de Deus. O canal humano utilizado foi a literatura evangélica, que eu adquiria numa livraria em Campo Grande - MS.

Por meio do meu trabalho o Senhor me fez usar de suas promessas durantes os meses finais de 1982. Clamei pela paz do Senhor, prometida em Jo 14:27,28 e pude experimentar sua sensação:

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. Ouvistes que eu vos disse: Vou, e voltarei a vós. Se me amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o Pai; porque o Pai é maior do que eu.” (Jo 14:27,28)

No início de 1983 pude, não só sentir a paz que excede a todo entendimento, que me acompanha até hoje, como também a alegria da salvação, alegria esta que, quando inundava meu ser, me fazia gritar e saltitar, tal a alegria que me contagiava.

Procurando o Seminário Teológico Batista em Dourados - MS, após o término da faculdade de Administração de Empresas, conheci a igreja Batista e fui batizado no dia 5 de outubro de 1983, na Terceira Igreja Batista de Dourados - MS, pelo pastor Luiz Roberto dos Santos.

De sorte, irmãos, que hoje estou convosco, porque Deus foi misericordioso para comigo E este meu testemunho é para a glória do Senhor nosso Deus em Cristo Jesus. Amém.

Quero agradecer aqui pela atenção que me dispensaram em minha integração à igreja Batista, na ordem dos irmãos que conheci: Irmão professor Ivan Araújo Brandão; irmão professor José Pereira Lins, Pastor Nelson Alves dos Santos, Irmã missionária Ester Vargas e o Pastor Luiz Roberto dos Santos, os quais muito sou grato. E aos demais irmãos que aqui não citei, mas que também não foram menos importantes nesta integração. Que as bênçãos do Senhor esteja com todos eles.

No mais irmãos meus, agradeço a sua paciência em ouvir meu testemunho.

A graça seja com todos os irmãos em Cristo Jesus. Amém.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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