Diminuir a fonteAumentar a fonte 30/06/2007
01 - Um passeio pelo livro Apocalipse
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

Em algum momento, neste dia, nós dormiremos. Depois de algumas horas de sono um novo dia há de iniciar e, geralmente, tudo permanecerá como sempre foi, poucas coisas mudam da noite para o dia. Não foi este o caso de um dos Faraós do Egito, por volta de 3.660 anos atrás. Ele dormira preocupado com o futuro do seu reinado e naquela noite sonhou, despertando assustado com o que vira: sete vacas magras que comiam sete vacas gordas. Tirou a imagem de sua mente e voltou a dormir, mas sonhou de novo, acordando ainda mais atemorizado com a nova cena: sete espigas miúdas devoravam sete espigas grandes e cheias. (Gn 40:4,5).

Perplexo com estes sonhos o Faraó logo convocou sábios com habilidades sobrenaturais. Ele pediu-lhes a interpretação dos sonhos que tivera. Ninguém lhe dizia coisa alguma que fizesse sentido. Diante do impasse seu copeiro lhe fez conhecer que José, um israelita encarcerado por falso testemunho, era interprete de sonhos.

Sendo trazido a presença de Faraó, José revelou ao rei por inspiração divina, que haveria sete anos de fartura no Egito, figurado pelas vagas gordas e espigas cheias e, depois disso, sete anos de escassez como expresso pela visão das vacas magas e espigas mirradas. José aconselhou ao rei preparar seu país nos anos de fartura para a privação que haveria de vir (Gn 41:1-40).

O sonho do Faraó é emblemático. Primeiro porque revela a soberania divina sobre a história humana, depois por demonstrar a transitoriedade das coisas terrenas. Assim como Deus determinou que o dilúvio não mais haveria de destruir toda a carne, como fez nos dias de Noé (Gn 9:11), também estabeleceu o dia em que o fogo haverá de executar juízo sobre os homens ímpios (II Pd 3:7). Anos de prosperidade primeiro e, depois, de destruição, em conformidade com os insondáveis desígnios divinos, preparando os céus e a terra para uma nova era sob o governo eterno de Jesus Cristo (Ap 2:26,27).

Sintomaticamente vivemos esta contradição: grotões de prosperidade e miserabilidade dividem o mesmo espaço geográfico. Os EUA e a China lideram o crescimento econômico mundial. Por outro lado o noticiário deste boom econômico divide espaço com fatos que têm causado angústia a muitos. Conflitos e guerras entre nações; instabilidades econômicas e desemprego; fome e pestes; famílias desestruturadas; crime organizado e violência generalizada; mudanças climáticas, enchentes, desertificação, terremotos e erupções vulcânicas, tudo faz a terra parecer fragilizada.

É o caso do efeito estufa. No ano de 2005 a Amazônia sofreu sua segunda maior estiagem já registrada, o que confirma as influências do aquecimento global nas catástrofes naturais, que já custou ao mundo, só no ano de 2004, US$ 105 bilhões. Todos estes sintomas de anomalia trazem gravíssimas preocupações sobre o que está acontecendo com a humanidade.

E é na Bíblia e, em especial, no livro do Apocalipse, escrito pelo apóstolo João, que nós temos conhecimento da glória que é reservada à saga humana. Mesmo porque é na palavra profética que este quadro de fragilidade do planeta é afirmado de modo absoluto e exato:

“E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados.” (Lc 21:25,26).

Tendo em vista os sinais que anunciam a proximidade da volta do Senhor Jesus, convidamos você a fazer um passeio conosco pelas Escrituras, tendo o livro do Apocalipse como base, para conhecer a cronologia dos eventos futuros bem como suas implicações para o tempo presente, procurando despertar-nos mutuamente com o fim de nos prepararmos para este evento glorioso.

Passemos antes no cenáculo, junto com os discípulos. Naquela noite, anterior a crucificação, o Senhor nos fez uma promessa gloriosa, Ele disse que, ao terminar Sua obra no céu, voltaria para nos buscar, então estaríamos para sempre com Ele (Jo 14:3) e o mundo como hoje é conhecido terá, então, chegado ao seu fim. Será o início de uma nova era marcada pela paz, justiça e prosperidade, cumprindo a bem-aventurança dada ao limpo de coração: ver a Deus (Mt 5:8) e viver de contínuo em Sua presença (Ap 21:3).

02 - Apocalipse, um livro auto-explicável

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