Diminuir a fonteAumentar a fonte 02/11/2012
29 Administrando conflitos
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Com eles, enviamos também outro nosso irmão, o qual, muitas vezes e em muitas coisas, já experimentamos ser diligente e agora muito mais diligente ainda pela muita confiança que em vós tem. Quanto a Tito, é meu companheiro e cooperador para convosco; quanto a nossos irmãos, são embaixadores das igrejas e glória de Cristo. Portanto, mostrai para com eles, perante a face das igrejas, a prova da vossa caridade e da nossa glória acerca de vós. (II Co 8.22-24)

O povo de Deus tem se tornado o que provérbios chama de simples ou simplório, isto é, crédulo, ingênuo e, às vezes, mesmo tolo. O crédulo é aquele que crê com facilidade em qualquer pessoa ou coisa; que ou o que é destituído de malícia (Houaiss). Temos a tendência de aceitar um testemunho dado por alguém sem verificar sua procedência. Se está no púlpito pregando ou ensinando ou testemunho, já está avalizado para ser um homem de Deus. Esta atitude decididamente jamais foi prescrita nas escrituras. Observe o que disse o Senhor Jesus à igreja de Éfeso: “Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos” (Ap 2.2). Não são pouco os homens que se apresentam com suas histórias mirabolantes, contudo seu testemunho é como pau oco, destituído da verdade. Tais indivíduos precisam ser rechaçados, não podem circular livremente na igreja cristã. O apóstolo João foi incisivo a este respeito: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis” (II Jo 1.10). Paulo alertou a igreja acerca dos falsos mestres, dizendo-lhes: “Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si” (At 20.29,30). Não é qualquer que se apresente com uma Bíblia, tenha excelente articulação em seu discurso, que pode ser recebido para trabalhar na seara do Senhor, antes ele precisa ser experimentado e provado na sua voluntariedade, no seu zelo e no seu amor para com Deus, com a igreja e com os perdidos.

O apóstolo Paulo tivera o cuidado de selecionar a equipe enviada aos crentes de Corinto com gente experimentada. Ele demonstrava conhecer a natureza humana com muita propriedade. Há um evento em que o comentarista observou este comportamento em relação ao Senhor. Jesus fizera inúmeros sinais, milagres e prodígios em Jerusalém, durante a festa da páscoa. Muitos dos judeus, diante da manifestação poderosa de Deus, creram em Jesus, contudo é dito: “... o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem” (Jo 2.24,25). Quando nós exercemos liderança confiados tão somente no que a pessoa diz, podemos incorrer o risco de não levar em conta o seu coração. Todos podem se apresentar com aparência de bondade, contudo seus verdadeiros motivos precisam ser conhecidos e isso só é possível concedendo-lhes tarefa e avaliando seu comportamento no curso delas. Dentre aqueles enviados à Corinto havia um que não era conhecido da igreja de Corinto, Paulo tivera o cuidado de demonstrar que este fora posto a prova, como dele testemunhou: “em muitas coisas, já experimentamos ser diligente” (II Co 8.22b).

Paulo demonstra também outra habilidade importante, ser proativo em relação aos possíveis conflitos inerente as atividades desenvolvidas. Nós temos a tendência de empreender uma tarefa sem pensar muito nas implicações que ela acarreta. Um exemplo simples deste tipo de comportamento é uma convocação simples da liderança em menos de vinte e quatro horas. No domingo marcamos uma reunião inesperada para segunda feira, sem levar em conta que os líderes já tinham compromissos assumidos para esta data. A consequência de convocações inesperadas é a sucessão de pequenos conflitos entre aqueles que dependem destas lideranças, seja no âmbito profissional, social ou familiar. Geralmente o líder maior pensa que todos seus liderados estão à sua disposição em tempo integral, não levando em conta suas necessidades pessoais. Se alguém falta a uma atividade se pergunta logo: por que você não veio? Nenhuma pergunta é feita sobre a sua real necessidade de ter faltado e como se poderia contribuir para ajudá-lo em seus problemas pessoais. Se obervamos, Paulo envia uma equipe à igreja e tem consciência que este encontro produzirá uma série de arranjos necessários, como a hospitalidade devida, o acompanhamento deles enquanto permanecerem na localidade, toda a logística que implica sua estadia e a interação humana entre eles e a igreja local. Em todos estes aspectos Paulo se antecipa dando palavras precisas de instrução sobre qual comportamento seria esperado da igreja de Corinto. Paulo escrevera: “zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens” (II Co 8.21).

Àquela igreja Paulo conclama para que estes demonstrem o amor suprido do devido cuidado para com a equipe e que em nada possam macular a alegria de Paulo acerca da disposição daquela igreja em estar plenamente integrada com seu ministério (II Co 8.24). Ao enviar uma equipe adiante dele, Paulo também queria assegurar que possíveis conflitos seriam debelados antes dele próprio chegar. O problema maior era que a igreja tendia a descuidar-se da arrecadação aos pobres para cuidar de sua própria vida, se fechando à generosidade. A palavra de Deus já instruir acerca da necessidade de sermos solidários, está escrito: “Pois nunca cessará o pobre do meio da terra; pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado e para o teu pobre na tua terra” (Dt 15.11). Como quando Paulo chegasse aos coríntios haveria de estar acompanhado por outros cristãos, queria se precaver de não vir a chegar na igreja sem que o alvo da oferta tivesse sido alcançado, causando constrangimento entre ambos os grupos. Esta preocupação de Paulo demonstra a seriedade dos compromissos assumidos com o reino de Deus, seja pelos que ofertam, sejam por aqueles que tem a responsabilidade de administrar os recursos coletados.

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