Diminuir a fonteAumentar a fonte 03/11/2012
30 Fazendo coleta de ofertas com integridade
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos, porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós, para com os macedônios, que a Acaia está pronta desde o ano passado, e o vosso zelo tem estimulado muitos. (II Co 9.1,2)

Os cristãos de Coríntios foram chamados a contribuir liberalmente para com os necessitados da igreja de Jerusalém. Paulo dera-lhes alguns parâmetros pelos quais podiam se guiar: o exemplo dos macedônicos, que mesmo passando por graves tribulações e profunda pobreza, deram generosamente (II Co 8.2). O outro parâmetro era o próprio testemunho dos coríntios, que superabundavam sobremaneira na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência, e em seu amor para com seus líderes (II Co 8.7). Paulo demonstrava aos coríntios que o mesmo Deus que operava no âmbito espiritual também lhes daria prosperidade material para que pudessem suprir as necessidades do povo de Deus, cuidando do bem estar uns dos outros. Nós facilmente tendemos a perder esta verdade de vista, porquanto temos a tendência inata de buscar nosso próprio bem estar pessoal, podendo facilmente nos incorrer em tornar como deus o nosso ventre (Fl 3.19), nos fazendo assim, inimigos da cruz de Cristo (Fl 3.18). O que caracterizam estes inimigos do evangelho é que só buscam as coisas terrenas, preocupados que estão em ajuntar para si tesouros nesta terra (Mt 6.19), deixando que cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufoquem a palavra, tornando-a infrutífera (Mt 13.22). O que Paulo salienta é ser absolutamente incoerente o acumulo de riquezas materiais sem a clara manifestação da generosidade para com nossos irmãos que padecem necessidades.

É preciso salientar o tato por meio do qual Paulo tratou do assunto da oferta. Em lugar algum quis impor sua autoridade apostólica sobre seus irmãos porquanto o que ele procurava mover era corações voluntários como acontecera na Macedônia (II Co 8.3). Era com esta ênfase que Paulo destacara seu ensino ao expor-lhe com desprendimento acerca da oferta, como ele mesmo afirmara: “Não digo isso como quem manda, mas para provar, pela diligência dos outros, a sinceridade da vossa caridade” (II Co 8.8). O desafio proposto por Paulo era muito grande, visto que os cristãos de coríntios não conheciam pessoalmente os de Jerusalém, sendo estimulado unicamente pelo amor ao corpo de Cristo e pela confiança na integridade do ministério do apóstolo Paulo (II Co 8.21), que fazia questão também de escolher líderes com a mesma fidelidade e zelo manifesto no comportamento do apóstolo (II Co 8.19). Aqueles cristãos ofertavam por voluntariedade e amor altruístico, sem esperar nada em troca, unicamente pela honra de servir ao Senhor (II Co 8.24). O foco principal do apóstolo era mover o amor autêntico no coração da igreja de Corinto e, por conta deste objetivo, todo cuidado era pouco no levantamento da oferta, porquanto facilmente se pode trocar a finalidade, fazendo o crente entender que está fazendo troca com Deus, dando tão somente porque espera aumentar sua própria prosperidade.

É interessante notar que Paulo não arrecadava recursos com o objetivo de abençoar o próprio doador, antes tinha uma finalidade maior e altruística. Hoje temos tido especialistas em mover o povo a levantar ofertas, prova disso é que em tempo algum se faz menção a quem será abençoado pelos recursos levantados. Não ouvimos absolutamente nada acerca de famílias sofrendo carestias, de campos missionários padecendo necessidades. O que existe é uma vaga alusão ao custo de manutenção do templo por meio do qual todos que ofertam se tornam diretos beneficiários. As ofertas de hoje segue basicamente o seguinte roteiro – se alguém trouxer sua semente nesta terra fértil (isto é, criando-nos condições de investir ainda mais no seu bem estar), então será ainda mais abençoado em suas finanças pessoais. Como se observa, é um círculo vicioso, o começo e o fim do pedido beneficia quem estende sua mão. De modo diametralmente oposto, Paulo levantava ofertas sem jamais perder de vista sua finalidade. Ele constituíra sete delegados para acompanhar em todo o processo administrativo de coleta e distribuição dos recursos. Acompanharam-no “Sópatro, de Beréia, e, dos de Tessalônica, Aristarco e Segundo, e Gaio, de Derbe, e Timóteo, e, dos da Ásia, Tíquico e Trófimo” (At 20.4). As ofertas foram cuidadosamente coletadas em todas as igrejas que o apóstolo exercia seu ministério, sendo tema recorrente em muitas de suas epístolas. Paulo demonstrara, através de sua administração neste quesito, que o pano de fundo perpassando todo levantamento de oferta era o de assegurar a unidade do corpo de Cristo. Judeus e gregos precisavam demonstrar-se ligados a uma mesma fé e amor uns pelos outros. Há de se lembrar que coletar ofertas e levar até seu destino trazia consigo perigos terríveis, pois as estradas romanas não eram tão seguras ao ponto de evitar o risco de serem assaltados. Podemos ter a descrição destes perigos na parábola contada pelo Senhor: “Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto” (Lc 10.30).

Paulo se propôs a enfrentar todos os perigos porque sabia quão difícil era a situação dos cristãos de Jerusalém. Segundo relatos Nicodemos, por exemplo, outrora eminente no sinédrio e possuidor de não pouca riqueza, depois de firmar-se como discípulo de Cristo, foi despojado de todos seus bens, fazendo estatísticas com os pobres cristãos de Jerusalém. Os cristãos daquela cidade eram duramente perseguidos pelos saduceus, que tinham o controle do governo romano naquela localidade. Aliás, o diaconato surgiu como forma da igreja lidar com o crescente número de discípulos que, ao contrário de hoje, assumindo a fé, perdiam sua fonte de renda e, muitas vezes, seu patrimônio (At 6.1). É decorrente deste triste quadro que Paulo se viu na necessidade não só de levantar ofertas, como também levar esmolas àquela comunidade (At 24.17). Os judeus viam as esmolas como ato ao mesmo tempo religioso e piedoso. Hoje pouca ênfase se dá a esta prática, contudo os profetas entendiam que dar esmolas era como um direito moral dos pobres que também se revertia em favor divino para o doador, como está escrito: “É liberal, dá aos necessitados; a sua justiça permanece para sempre, e a sua força se exaltará em glória” (Sl 112.9). É nesta ótica que Paulo instruiu à igreja de Éfeso, dizendo-lhes: “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35).

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