Diminuir a fonteAumentar a fonte 04/11/2012
31 Reconhecendo suas próprias possibilidades
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nessa parte; para que (como já disse) possais estar prontos, a fim de, se acaso os macedônios vierem comigo e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos, vós) deste firme fundamento de glória. (II Co 9.3,4)

Paulo escreveu aos coríntios que eles eram para o seu ministério como cartas vivas, escrita pelo Espírito de Deus e lida por todos os homens (II Co 3.2,3). Hoje se percebe no seio da igreja certa repulsa do cristão ter sua vida escrutinada por outra pessoa. O adágio popular é de que cada um precisa cuidar de sua própria vida, razão porque não vemos mais a figura da disciplina na igreja com tanta frequência. O que se busca hoje é manter o povo congregando, sem fazer conta de suas responsabilidades, razão porque se dá tanta ênfase nas bênçãos, não no discipulado. Precisamos, contudo, compreender que somos chamados por Deus para sermos Suas testemunhas vivas e factuais, tendo sido revestidos com poder para esta finalidade (At 1.8). Em todos os aspectos de nossa existência precisamos refletir a imagem de Cristo para que possamos “”... andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1.10). Dentre as áreas que precisamos desenvolver em nós está a generosidade manifesta pela percepção que somos corpo de Cristo, se um sofre, todos sofremos também, se alguém se alegra, é nossa alegria (I Co 15.26). Para o apóstolo Paulo a carência da igreja de Jerusalém era oportunidade impar para a igreja de Corinto manifestar seu sincero amor (II Co 8.8) e Paulo não queria ser decepcionado de modo algum pela escolha daqueles amados irmãos em Cristo.

Desde a Macedônia Paulo constituíra delegados que o acompanhassem por todas as igrejas, confirmando-as na fé e levantando ofertas para os crentes pobres de Jerusalém. O que seria se Paulo chegasse em Corinto e não houvesse oferta? Por certo ele seria envergonhado junto aos líderes de outras igrejas. Agora, por que Paulo fez todos os preparativos, enviando líderes com antecedência, para evitar esta afronta para si? Por que era tão importante recolher as ofertas? Em um tempo como o de hoje, em que se fala tanto em dízimos e ofertas, tônica esta que perpassa todos os cultos, indistintamente, quando milhares de reais são arrecadados diariamente em nome do reino de Deus, que similaridade tem o comportamento dos líderes de hoje com o apóstolo Paulo? Seriam os objetivos convergentes?

Quando notamos da preocupação de Paulo para que a oferta fosse voluntária, neste aspecto não há diferença alguma entre a atitude dos pastores, todos afirmam, indistintamente, que a oferta é um ato voluntário, ninguém está obrigado a fazê-lo. Afora o fato daqueles que ficam fiscalizando o nome dos ofertantes para saber quem não tem esta prática, demonstrando que a voluntariedade não é levada tão a sério, pois se ofertar passa a ser visto como grau de espiritualidade, exigindo que todos se arrolem como ofertantes, caso contrario não serão bem vistos. A preocupação de Paulo antecipar a oferta não tinha relação com a quantidade arrecadada, antes seu propósito era que ninguém, decididamente, ofertasse de modo a agravar sua situação financeira. Primeiro ele fizera questão de salientar que cada um devia dar segundo o que tinha (II Co 8.12), depois ele haveria de afirmar que a oferta devia ser antecipada para que, mesmo dando um pouco cada tempo, este pouco não viesse a se tornar fardo, levando a pessoa a murmurar pelas dificuldades que tais atos acarretou para si, reclamação esta que facilmente tornaria o ato de ofertar em resmungo de avareza (II Co 9.5).

Paulo, ao adotar esta atitude, não está prometendo que o ato da oferta vai produzir melhora considerável na situação financeira de quem o faz. Ele tem consciência que muitos vão continuar recebendo o mesmo que antes, executando o mesmo trabalho segundo sua vocação e que, como se diz o adágio popular, dinheiro não dá em árvore, quem faz a oferta precisa estar consciente que pode padecer necessidades por mudanças de suas prioridades. Paulo sabia desta verdade por experiência própria, porquanto ele escrevera aos Filipenses, os quais também ofertaram mesmo vivendo em grave crise e profunda pobreza:

Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece. (Fl 4.11-13)

Alguém pode argumentar: mas e os reinterados testemunhos de reversão da crise financeira, com o advento de grande prosperidade? Na igreja brasileira este fato é possível por várias razões. Primeiro porque tudo que é pedido em fé é concedido, mesmo riquezas e honras; segundo porque vivemos em um tempo cujos mecanismos geradores de riquezas estão sendo disponibilizados pelo Estado, tais como oportunidades de mercado, de capacitação, de financiamentos, de empréstimos, dentre outros. Quem tem vocação para aproveitar estas oportunidades tem grande chance de ser bem sucedido, como de resto o próprio mundo tem dado provas ao aproveitarem as mesmas oportunidades. Ademais, se há tantos quantos prosperam, outra quantia imensa de irmãos prosseguem em sua trajetória retilínea, cuja oração é similar a de Agur:

Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção acostumada; (Pv 30.7,8)

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