Diminuir a fonteAumentar a fonte 06/11/2012
33 A luta da carne e Espírito na oferta
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

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Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que, primeiro, fossem ter convosco e preparassem de antemão a vossa bênção já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção e não como avareza. (II Co 9.5)

Não podemos perder de vista que Paulo move os cristãos de Corinto para ofertar aos de Jerusalém movidos voluntariamente no seu amor para com o reino de Deus. Paulo teve todo o cuidado para que este mover do Espírito fosse fundado na generosidade, razão porque instruiu precisamente os delegados a eles enviados de como proceder na coleta da oferta. Paulo compreendia a natureza humana e sabia que esta atitude corre no extremo entre dois opostos, a liberalidade e a avareza. Geralmente temos conosco que a avareza só se manifesta na retenção de riquezas para si, contudo Paulo salienta que seu espectro é ainda mais profundo. A avareza pode se fazer presente no próprio ato da oferta em si, basta que a pessoa se sinta constrangida a dar para não se ver cobrada pelos outros, não por sua generosidade. Neste caso sua oferta certamente será acompanhada de murmuração pelo sacrifício que está fazendo, maculando completamente sua intenção.

Nós precisamos entender bem o âmago do problema porque senão ficaremos em um mato sem cachorro. De um lado temos líderes levantando coletas para os necessitados, por outro temos os ofertantes se comprometendo com certas quantias financeiras em atendimento o apelo. O objetivo final a ser alcançado é o levantamento das ofertas no montante estipulado inicialmente, no meio do caminho o coração do homem que tende a se esquecer rapidamente de sua própria transformação, voltando a decidir em conformidade com seu antigo jeito de ser. O Senhor Jesus, comentando acerca desta disposição do coração, disse: “ninguém, tendo bebido o velho, quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho” (Lc 5.39). Nós aprendemos desde nossa meninice a reagir as demandas do mundo de um jeito próprio, não aprendido da palavra de Deus. Paulo disse que este jeito velho de fazer as coisas é produto do velho homem “... que se corrompe pelas concupiscências do engano” (Ef 4.22b). Como o velho homem nos engana, nós facilmente podemos confundir as bases por meio do qual nossas decisões são tomadas. Paulo compreendia esta realidade espiritual, razão de seu cuidado em não induzir o cristão a decidir-se em conformidade com seu velho homem, mas pela generosidade que nasce do fruto do Espírito dentro dele, razão porque Paulo declarou: “... zelamos o que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens” (II Co 8.21b).

Se não compreendermos o drama do coração, jamais conseguiremos entender porque o pedido de oferta na igreja é objeto de controvérsia e murmuração. Nosso problema não decorre do fato de termos na igreja dois tipos de gente, salvos e perdidos, mas que entre os salvos temos em cada um dos membros da igreja dois tipos de atitude, a que procede do velho e do novo homem. Digamos que um cristão, nascido de novo, resolva ofertar. Ele ouve o apelo, se levanta, apresenta sua oferta e volta a sentar-se. Qualquer que olhe a atitude deste homem poderá dizer: quão preciosa é sua oferta! Agora, Deus não olha a aparência, mas o coração. Para Deus a importância da oferta depositada por aquele homem é diretamente proporcional à sua alegria de ter ofertado, porquanto está escrito: “... Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (At 20.35). Se para o pregador o que importa é o cristão chegar à arca do tesouro, para Deus o que está em tela é a disposição do coração. O pregador, por sua vez age em cooperação com Deus, portanto ele obrigatoriamente precisa ter este entendimento, tanto é verdade que em praticamente todos os pedidos de oferta é logo reafirmado: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria” (II Co 9.7). O pregador, ao mover a igreja a ofertar vive então um terrível dilema: se apertar a exigência o cristão responde murmurando depois, se não fazer ênfase na necessidade de ofertar, o cristão se acomoda na dureza de seu coração. Achar o devido tom exige todo discernimento do Espírito, como se percebe no cuidado que Paulo teve em não só levantar o pedido de oferta, como em todo seu zelo na coleta desta mesma oferta.

Por outro lado temos o drama do ofertante. Ele luta contra seu próprio coração no ato da oferta. Se ele der mais do que pode, pode vir a padecer necessidade, no rearranjo de suas prioridades financeiras. Se ele não tem consciência do que fez, facilmente há de reclamar por ter dado muito mais do que podia arcar, transformando o ato de oferta em murmuração, denotando sua avareza. Uma das formas como Paulo lidou com este drama foi mover o ofertante a recolher um pouco de cada vez por um longo período de tempo, de tal modo que sua oferta não viesse a se constituir em um fardo para o ofertante. Só que, na cultura do povo hebreu, temos uma máxima entre eles, instrução esta retransmitida à igreja, que não podemos ficar devendo coisa alguma aos outros senão o amor (Rm 13.8). Este estilo de vida é altamente conflitante com o que desenvolvemos nos dias atuais, visto termos a tendência de comprar tudo a prazo, não baseado na poupança. O resultado desta atitude é que dificilmente vamos conseguir ofertar alguma coisa sem comprometer nosso orçamento. É notório nas pesquisas mercadológica que os brasileiros vivem com renda altamente comprometida. Neste quadro, fazer oferta à medida que os recursos vão sendo recebidos, proporcional à renda que possui se torna uma estratégia importante para que o ato seja uma manifestação de alegria, não de tristeza.

Obviamente temos aqueles cristãos cuja pratica da oferta está tão arraigada neles que este conflito praticamente deixa de existir. Eles já conseguiram compreender na prática a colocar o reino de Deus em primeiro lugar (Mt 6.33). Estes são os que ofertam muito acima de suas possibilidades sem que isso lhe seja motivo de murmuração diante de Deus ou dos homens (II Co 8.3). Os que respondem prontamente à oferta, reconhecendo a luta da carne contra o Espírito, contudo dispostos a priorizar o reino de Deus, por certo são amplamente recompensados pelo Senhor. A estes Paulo chama sua oferta como benção movidas diante do Senhor e a benção tem a característica de recompensar ambos os lados mutuamente, tanto o beneficiado pela oferta como o ofertante. Exemplo foi Pedro, que tendo emprestado o barco para o Senhor fazer uso dele, logo que o recebeu de volta veio a pescar tamanha quantidade de peixe que seu barco quase afundou (Lc 5.6), isto porque ninguém pode estender suas mãos para o reino de Deus sem que seja abundantemente abençoado pelo Senhor.

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