Diminuir a fonteAumentar a fonte 08/11/2012
34 O que realmente é colheita abundante?
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. (II Co 9.6)

Estamos agora no âmago do ensino de Paulo, para muitos, uma casca de banana no meio do caminho ou uma alavanca, ou vamos nos escorregar neste verso ou iremos para o pináculo da glória. Qualquer deslize descemos ribanceira abaixo, por outro lado se soubermos entender o texto a luz de todo o contexto, estaremos no mais extraordinário e glorioso ministério dado por Deus a um homem. Este texto nos coloca em terra santa, daquele tipo que precisamos tirar os sapatos de nossos pés, como fez Moisés na sarça ardente. Não é um texto para pregador que tem ventre por Deus, porquanto ele vai fatalmente se enveredar por caminhos tortuosos, é para aquele de cujo o qual Paulo escreveu: “o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (I Co 2.15). Para entendermos este texto temos de, primeiro, nos despir de nós mesmo e, principalmente, não nos deixarmos influenciar pelo povo para o qual ministrando a palavra, querendo nos alinhar ao seu próprio desejo. Precisamos permanecer fiel a palavra, pois está escrito: “Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens” (Tt 3.8).

Vamos primeiro entender como o texto é compreendido pelos pregadores da atualidade. Há uma lógica no texto elementar, quem planta pouco, vai colher pouco, quem muito planta, muito colherá. É só imaginar a diferença entre um hectare de soja plantado, mil hectares ou vinte mil hectares. Qualquer que plantar vinte mil será necessariamente muito mais rico daquele que planta um hectare. A diferença é perceptível, o primeiro tem um fusca o outro uma BMW, não há como comparar os dois extremos. Por conclusão lógica, o pregador encerra seu apelo dizendo: se você tiver ousadia para ofertar R$ 10,00, receberá cem vezes mais, agora se você ofertar R$ 100.000,00 multiplique por você mesmo, se sua calculadora tem número suficiente para conter o valor. Só um tolo não faria as contas do ganho e não começaria a multiplicar seus bens, se tem um carro, agora dois, se uma casa, agora um edifício, se sua roupa não tinha nenhuma marca, agora é adquirida nas melhores lojas. Dá até para ver em seus olhos a registradora fazendo aquele barulhinho característico das moedas sonantes.

Qualquer que olhe para o texto terá que concordar com a lógica retilínea dele. Não há como fugir dela. Ademais o numero de novos ricos entre os cristãos é tão grande que tudo faz reforçar ser exatamente isso que o texto diz: quem mais dá, mais recebe. De e receberá cem vezes mais. Para reforçar o conceito desta pregação, vamos em busca de um reforço. Está escrito: “... receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna. (Mt 19.29). Em outro lugar encontramos: “E outra caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta” (Mt 13.8). Não há como fugir da lógica, semeou muito, a colheita é abundante, você viverá uma vida glamourosa. Alguns pregadores, para reforçar esta linha de aplicação do texto ostenta as roupas das melhores marcas, relógios de ouro, caneta Mont Blanc, carro dos mais glamourosos e tudo sob a justificativa da muita colheita proposta neste texto. Obviamente outro que aplique o mesmo texto sem resultado igual não tem como asseverar do erro desta aplicação porque a lógica retilínea está lá, o próprio texto parece afirmar, quem muito plantou, muito colheu.

Aliás, o fundamento dos que buscam riquezas materiais crescente consiste exatamente nisso, quanto mais você ofertar na casa de Deus, maior é sua riqueza material. Obviamente pode não ser tão claro assim, há de se dizer que riqueza material não é tudo, é preciso colocar na mesma conta a saúde, o bem estar pessoal, a paz no seio familiar e assim por diante. Há todo um arranjo de bênçãos que, no âmago de toda ela está sua própria satisfação pessoal. Não são poucos os textos do Antigo Testamento que atestam essa dimensão da benção. Podemos ler: “A bênção do SENHOR é que enriquece, e ele não acrescenta dores” (Pv 10.22). Nada mais claro, o abençoado do Senhor é um homem rico, isto é inegável. A bem da verdade, depois que se imbica para uma interpretação do texto podemos ter uma série de outros versículos que afirme a mesma coisa que queremos acreditar, sejam eles contextualizados ou não. O que se percebe é que a interpretação da abundante colheita tem consigo um rol tão grande de versículos, sua maior parte no Antigo Testamento, que qualquer contestação desta verdade é demolida pelo número das evidências.

Os cristãos com algum grau de discernimento olham para as sucessivas afirmações de prosperidades e se sentem submersos em águas profundas, na verdade passam por um processo de solapamento de sua fé até se render as evidências factuais dos textos apresentados em detrimento ao que sentem no íntimo. Passam a duvidar de si mesmo por falta de entendimento e manuseio da Bíblia e, no mínimo, se calam pela incapacidade de traduzir seu sentimento em entendimento das escrituras. Outros vão para o lado oposto, negando enfaticamente o que está escrito. Declaram que colheita com abundância não significa colheita em bens materiais, mas bênçãos espirituais não nominadas. Assim, estes tentam espiritualizar a aplicação do texto, esquecendo que o texto diz o que realmente diz: se você ofertar dinheiro, receberá dinheiro, se ofertar pouco dinheiro, virá pouco dinheiro, se ofertar muito dinheiro, terá muito dinheiro. Simples assim, trocando todas as outras palavras por aquilo que parece ser no âmago, não há’ como fugir da interpretação – dinheiro gera dinheiro. Mesmo entre os ricos, eles dizem o adágio: dinheiro atrai dinheiro, neste caso, dar dinheiro atrai ainda mais dinheiro. De forma nua e crua acaba sendo este o entendimento do texto.

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