Diminuir a fonteAumentar a fonte 18/11/2012
43 O mistério do dar e receber ainda mais para dar
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

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Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para tornar abundante em vós toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda suficiência, superabundeis em toda boa obra, conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça; para que em tudo enriqueçais para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus. (II Co 9.7-11)

Ser à semelhança de Cristo é nosso supremo alvo, porquanto está escrito: “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). Esta semelhança deve ser aplicada em todos os aspectos da vida, contudo faremos foco no que diz respeito à nossa vocação, talentos, dons e recursos. Em relação a vocação que temos, o Senhor Jesus declarou-nos: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda” (Jo 15.16). No que diz respeito aos nossos talentos, está escrito:

e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles e granjeou outros cinco talentos. Da mesma sorte, o que recebera dois granjeou também outros dois. Mas o que recebera um foi, e cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu senhor. ... Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos. Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver, até o que tem ser-lhe-á tirado. (Mt 25:15-18, 28,29)

Não só de talentos fomos dotados, como também de dons, porquanto está escrito: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens” (Ef 4.8). Acrescenta-se à toda*s estas riquezas que nos são concedidas, quais sejam: vocação talentos e dons, os recursos que dispomos, sejam eles intelectuais, emocionais, financeiros, patrimoniais ou de serviços prestados. Para que possamos aplicar no reino de Deus o que Senhor nos potencializa para a Sua glória, precisamos os dispor a este serviço pessoal e voluntariamente, tal como fez o Senhor: “Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10.7), em agindo deste modo estamos nos alinhando ao próprio Senhor, conforme está escrito: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10).

No quesito de seus bens e talentos, o Senhor se propôs a ser pobre para nos faz ricos, o mesmo nos cabe fazer. Quando assumimos esta atitude, inequivocamente o Senhor manifesta Seu bendito poder, porquanto nossa oferta se transforma em sementes bem plantadas no reino de Deus, quanto maior e melhor for nosso plantio, mais extensa e multiplicada será nossa colheita. Procuremos entender este princípio, o Senhor “Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é” (Dt 32.4), porquanto todo aquele que pede, recebe (Mt 7.8), todavia como apraz a Deus atender a este pleito de oração por meio do corpo de Cristo, que é a igreja, quaisquer um de seus membros poderá estar acrescendo à sua colheita a resposta da oração de seu amado irmão. O Senhor assim age para conosco que ofertamos porque conhece nosso coração, sabendo que agiremos com generosidade ao resultado de nossa colheita extraordinária de bênçãos. Porquanto está escrito: “Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre” (II Co 9.9).

Assim, ao ofertarmos em amor para nosso semelhante, estamos inegavelmente trabalhando por aquela comida que permanece para a vida eterna, sendo esta comida é dada pelo próprio Filho de Deus a nós, porquanto somos selados pelo Espírito Santo (Jo 6.27). Assim como aquele jovem que entregou ao Senhor cinco pães e dois peixes (Jo 6.9), o Senhor pode tomar de nossas ofertas e multiplicá-la sobejamente de tal modo que toda uma multidão poderá ser alimentada por ela e, mesmo a sobra deste milagre ser-nos-á benção tão grande que ficaremos maravilhados com a abundância trazida pelo Senhor (Jo 6.13). A razão do Senhor agir assim para conosco é que, tendo em vista o mundo caído em que vivemos, bem como o propósito divino de nos fazer amar uns aos outros, é que o Senhor reconhece diante de Si dois públicos alvos, aquele que semeia e o outro que precisa do pão para comer. Do mesmo modo como Abel dependia de Caim, porquanto o alimento antes do dilúvio era vegetais, não carne (Gn 1.29), em função de ser Caim agricultor, não Abel (Gn 4.2), também nossos irmãos mais pobres dependem dos que são enriquecidos pelo Senhor para ter toda suficiência. Em função deste desígnio do Senhor, cabe aos mais ricos cuidar dos mais pobres, sendo esta sua missão primordial para se assemelhar ao Senhor (II Co 8.9). Quando agimos em conformidade com o plano de Deus, manifestando nossa generosidade, em tudo somos enriquecidos “para toda a beneficência, a qual faz que por nós se dêem graças a Deus” (II Co 9.11). Ou seja, todo aquele que oferta baseado no princípio da generosidade arregimenta intercessores para si, formado por aqueles que, satisfeitos pela dádiva recebida, levantam diante de Deus ações de graças pela felicidade de terem suas necessidades devidamente supridas.

O que o Senhor nos propõe como estilo de vida é que sejamos capazes de tomar de nossos bens, que nos foi concedidos pelo Senhor e generosamente darmos aos nossos irmãos. Ao agirmos dentro do princípio da generosidade, estamos recebendo do Senhor e dando ao nosso irmão, voltamos a receber do Senhor e continuamos dando ao nosso irmão, quanto maior for a frequência com que fazemos esta benevolência, mais amplo é o cumprimento do que está escrito sobre nossas vidas: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando vos darão; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6.38), o que implica ser impossível superarmos a Deus na arte de dar.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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