Diminuir a fonteAumentar a fonte 19/11/2012
44 A generosidade é expressão do evangelho de Cristo
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

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Porque a administração desse serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também redunda em muitas graças, que se dão a Deus, visto como, na prova desta administração, glorificam a Deus pela submissão que confessais quanto ao evangelho de Cristo, e pela liberalidade de vossos dons para com eles e para com todos, e pela sua oração por vós, tendo de vós saudades, por causa da excelente graça de Deus que em vós há. (II Co 9.12-14)

A generosidade é a terceira maior expressão do evangelho de Cristo, a primeira resulta do cântico novo que transborda em adoração diante de Deus (Sl 98.1) e a segunda são as almas alcançadas e resgatadas das potestades das trevas para o reino do Filho do amor de Deus (Cl 1.13). É neste triple que se solidifica o evangelho de Cristo na terra. Nós precisamos entender o que verdadeiramente representa nossa salvação e o impacto que ela representa em nosso estilo de vida. Primeiro, fomos alcançados pelo Senhor, resultando em nós uma obra grandiosa conforme está escrito: “... haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (I Co 6.11). Por meio desta atuação da cruz de Cristo e do Espírito Santo em nós, fomos contemplados com, no mínimo, sete bênçãos (Ez 36:26-28): 1) recebemos um novo coração, por isso podemos sentir a presença de Deus; 2) recebemos um novo espírito, por isso podemos adorar a Deus; 3) recebemos um coração de carne no lugar do de pedra, por isso podemos amar nossos irmãos; 4) recebemos o Espírito Santo para habitar dentro de nosso coração, por isso podemos ser ajudados em nossas fraquezas; 5) recebemos a palavra de Deus escrita em linguagem espiritual dentro de nós, por isso podemos ler e compreender a Bíblia; 6) nos tornamos filhos(as) de Deus, com todos os direitos e responsabilidades decorrentes; e 7) Deus se torna o nosso Deus, Senhor de todas as nossas circunstâncias. Quem quer que compreenda toda a extensão do novo nascimento não tem como não se tornar adorador, dando evidências para todo o sempre das “abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus” (Ef 2.7).

Diante da extensão de tudo quanto o Senhor fez por nós, o apóstolo Pedro sintetizou nossa responsabilidade nos seguintes termos: “sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pd 2.9). Assim, enquanto corpo de Cristo temos que levar o evangelho, cumprindo o ide do Senhor (Mt 28.19), sendo este um trabalho de equipe, porquanto temos aquele que prega (Rm 10.14), aquele que envia, portanto sustenta quem prega (Rm 10.15) e o que intercede por todos (Mt 9.38). Há de se observar que a abrangência do ministério é muito mais extensa do que esta simplificação, porquanto a função do corpo de líderes da igreja (apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) visa “o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” (Ef 4.12).

E é na edificação do corpo de Cristo que entra o serviço da generosidade, ainda que ela seja extensiva também para os que estão de fora. É preciso fazer esta distinção por estar escrito: “se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” (I Tm 5.8). Esta exortação muitas vezes se torna necessária para despertar os que dormem (Ef 5.14), porquanto todo aquele que compreende seu papel no corpo de Cristo não tem como deixar de sentir a necessidade de seu irmão, pois está escrito: “se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele” (I Co 12.26). Obviamente nem todos conseguem perceber a dimensão desta identidade e correlação existencial entre um membro e outro do corpo de Cristo por lhe faltar a faculdade de discernir o corpo de Cristo (I Co 11.29), razão porque muitos estão “fracos e doentes e muitos que dormem” (I Co 11.30). Entenda, somos corpo de Cristo por termos sido redimidos e porque compartilhamos todos do mesmo Espírito Santo, portanto não discernir o corpo é deixar de ter a percepção que o meu irmão, que compartilha o mesmo ambiente de culto em que eu estou presente, tem exatamente o mesmo Espírito Santo que eu, visto sermos ambos templos santo no Senhor (Ef 2.21). Como não podemos entristecer o Espírito Santo (Ef 4.30), fazer ouvidos moucos as necessidades de nossos irmãos equivale a permitir que nosso coração se endureça novamente, perdendo a capacidade de amar com o amor de Deus. Assim a negação da generosidade consiste no obscurecimento do nosso evangelho, pois ela representa um comportamento intrínseco a quem somos em Cristo, razão porque a generosidade consiste na confissão do evangelho que nós abraçamos.

Se por um lado está escrito: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Ef 4.28), por outro podemos reconstituir este versículo nos seguintes termos: “Aquele que era avarento, não seja mais, antes seja generoso para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”, pois a generosidade é o antídoto da avareza. Assim, todo aquele que coloca a si mesmo, conjuntamente com seus talentos, dons, patrimônio e renda à disposição do Senhor se torna coparticipante do serviço que atende as necessidades dos santos. Paulo salienta que este serviço nos traz a benção adicional de sermos motivos de ações de graças e intercessão por parte de todos os que são beneficiados por nossas ofertas. Eles veem na liberalidade com que dispomos dos dons que Deus nos concedeu como prova suprema de nosso amor por eles. Para todos os que são alcançados por nossas ofertas, este serviço prestado a Deus é visto como manifestação excelente da graça de Deus em nós (II Co 9.14). Foi este o testemunho que a rainha de Sabá teve de Salomão: “E o rei Salomão deu à rainha de Sabá tudo quanto lhe pediu o seu desejo, além do que lhe deu, segundo a generosidade do rei Salomão; então, voltou e partiu para a sua terra, ela e os seus servos” (I Rs 10.13). Levando em conta que Salomão é judeu e a rainha de Sabá gentílica, podemos ver na relação entre ambos o amor de Jesus Cristo por Sua igreja, porquanto o Senhor, em “seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou por sua glória e virtude” (II Pd 1.3) e o fez generosamente para que nós também possamos compartilhar uns com os outros as mesmas bençãos.

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