Diminuir a fonteAumentar a fonte 25/11/2012
00 Não podemos desconsiderar nossos pressentimentos
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Eu sairá da barca que faz o trajeto Niterói – Rio de Janeiro e entrara no circular para dirigir-me até as belíssimas praias da cidade maravilhosa. O ônibus, como sempre, estava lotado, tive de fazer o percurso de pé, segurando firmemente a barra, ao alto. O tempo estava nublado, temperatura amena, todavia as janelas do ônibus estavam fechadas. Aquele ônibus tinha duas fileiras de janelas, uma maior, próximo ao alcance do banco do passageiro, outra menor, mais acima, à mão de quem deslocava no ônibus de pé. Vi quando um passageiro estendeu sua mão para abrir a janela. Pressenti que algo daria errado, mas não sabia o que. O passageiro abriu a janela, uma golfada de ar frio entrou no ônibus, era tarde demais, eu não dera atenção ao meu pressentimento, o vento veio sobre mim, com ele o vírus da gripe. Enquanto tentava readaptar meu corpo ao incomodo da troca de temperatura no ambiente, pensava comigo: - gripei, não há mais nada a fazer, o que me resta é ser vigilante sempre que pressentir troca de temperaturas entre dois ambientes. Desde então, seja entrando no carro estacionado no sol, seja me dirigindo a uma agência bancária, em qualquer lugar que haja mudança de temperatura, antes de trocar de ambiente procuro mandar um rápido comando ao meu corpo avisando-o para que se prepare. Creio ser esta uma das razões porque pouquíssimas vezes me vejo gripado, com meu corpo preparado para a troca de temperatura, ele acha seu próprio jeito de se ajustar.

Pouca atenção se tem dado ao pressentimento. Vivemos na era da racionalidade, tudo precisa de uma explicação e, quando somos bombardeados por informações que contrariam nossos pressentimentos, começamos a duvidar de nós mesmo. Tenho tido esta sensação culto após culto nestes últimos anos. Às vezes a crise entre meus pressentimentos e o que ouço é tão grande que dá vontade simplesmente ficar em casa, mas não consigo, pois sou irresistivelmente atraído para a igreja com o propósito de adorar a Deus. E, se penso em fraquejar, não indo ao culto, uma palavra da parte do Senhor me vem a mente, fortalecendo minha convicção que preciso adorar a Deus com meus irmãos. Está escrito:

E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos à caridade e às boas obras, não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia. (Hb 10.24,25)

O ensino das escrituras é claro como cristal, preciso estar no templo, adorando a Deus com meus irmãos e essa obrigação fica ainda maior quanto mais eu perceber que a vinda do Senhor está próxima. Se é certo que vou estar presente no culto, também sei que sistematicamente estarei exposto a um ensino perturbador, cujo pressentimento me faz crer ser contraditório à minha fé, contudo por estar presente em quase todos os púlpitos, em praticamente todas as denominações, na maioria das igrejas, só me restava crer que meus pressentimentos estejam errados neste particular. Eu não poderia estar certo em contradição a maioria esmagadora dos pastores que tentam me convencer do contrário. Culto após culto, seja no momento da consagração dos dízimos e ofertas, mesmo em grande parte das pregações e estudos bíblicos eles estão a ensinar que ser pobre é maldição, Deus chamou-nos para nos fazer ricos, precisamos ascender socialmente. É-me ensinado que oferta é semente, quanto mais eu der, maior será a colheita, mais próspero serei, ofertar se tornou a chave para o meu bem estar e o de minha família. Todavia uma pergunta não quer calar: se realmente é bíblico este ensino, porque meus pressentimentos dizem o contrário?

Creio que esta aflição é compartilhada por milhares de cristãos fieis, cujo amor ao Senhor é renovado manhã após manhã. Estes também vem a casa do Senhor consciente que hão de ser alimentados pela palavra de Deus. Nenhum deles querem duvidar da ministração do seu pastor, mas dão-lhe o desconto de sua humanidade, entendem que é do homem o errar, portanto, alguns de seus ensinos talvez não estejam centrados na Bíblia como deviam. Então, para dirimir seus conflitos internos, se lembram de um critério dado pelo apóstolo Paulo, cuja aplicação, entendem, deve ser feita sobre o que procede do púlpito. Por este critério, pensam consigo que é preciso filtrar certos ensinos de outros, os que contrariem seus pressentimentos devem ser deixado de lado, amando seu pastor ainda assim, aproveitando do púlpito tão somente o que entendem ser a pura doutrina do Senhor. Eis o critério:

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Fl 4.8)

Nós podemos e devemos fazer um filtro sobre os ensinamentos que precedem do púlpito, mesmo porque não houve, no Novo Testamento, depois de Jesus Cristo, alguém semelhante ao apóstolo Paulo. Ele escreveu treze cartas com revelações profundas do evangelho de Cristo. Ele disse de si mesmo:

se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima, em pouco, vos escrevi, pelo que, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, (Ef 3.2-4)

Se havia um pregador de quem podíamos confiar, este era o apóstolo Paulo. Sua compreensão dos mistérios de Cristo é inegável e reconhecida por todo o cristianismo. Ocorre que este mesmo apóstolo que dava testemunho de sua integridade na palavra, escreveu-nos uma nota de advertência acerca de si mesmo. Disse Paulo:

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. (Gl 1.6-9)

O apóstolo Paulo, ao conclamar a igreja a vigiar seus próprios ensinos, nada mais faz do que demonstrar que aquilo que ele pregava não provinha dele mesmo, senão do Senhor, conforme ele mesmo atesta:

Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens, porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo. (Gl 1.11,12)

Se a revelação do evangelho pregado por Paulo não procedia dele, o que se cobrava de sua pregação era a fidelidade para com o que da parte de Deus Paulo fora instruído. Esta é a principal razão porque Paulo ensinava que suas próprias palavras precisavam passar pelo crivo da palavra de Deus. Aliás, Paulo encontrou nos bereianos a características que ele esperava de todo cristão, a de fazer escrutínio do conteúdo ministrado no púlpito com a palavra de Deus, porquanto lemos:

E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. (At 17.10,11)

A nobreza dos bereianos estava no apego deles à palavra do Senhor, sendo este também o procedimento esperando de nós, até pelo próprio Senhor, porquanto Ele próprio viu esta qualidade entre os da igreja de Éfeso ao afirmar:

Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos; (Ap 2.2)

Este zelo pela palavra de Deus pode ser a explicação para nossos pressentimentos, porquanto o Espírito Santo jamais nos deixaria confundidos quanto a verdade, pelo contrario ela é preservada em nós, mesmo quando nossa mente não consegue entender, todavia nossos pressentimentos nos sinalizam, mesmo porque está escrito:

E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis. (I Jo 2.27)

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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