Diminuir a fonteAumentar a fonte 26/11/2012
00 Sendo inoculado pela palavra de Deus
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Particularmente tenho de levar a sério meus pressentimentos quando eles estão em conflito com minha razão. Eles me fazem lembrar a primeira lição que recebi acerca da Bíblia. Eu estava me preparando para fazer a primeira comunhão, uma freira me instruía, quando, em dado momento, ela me disse: - Cezar, se você quiser conhecer a vontade de Deus, leia a Bíblia e, se você ler a Bíblia e encontrar um erro, o erro está em você, a Bíblia não tem erro. Desde este dia em diante eu sabia da inerrância e infabilidade da Bíblia e de minha necessidade de curvar-me às suas instruções. Esta é a razão porque continuei indo ao culto, ouvindo semana após semana acerca do acumulo de riqueza material como plano de Deus para nossa vida, afinal, os pregadores apresentavam dezenas de textos de provas para assegurar que seu ensino era fundamentado na Bíblia, ainda que estivesse claramente em contradição com o que está escrito:

Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão. (I Tm 6.9-11)

Se o acumulo de riquezas materiais se assentava em textos bíblicos, no mínimo eu era obrigado a considerar seu fundamento, ainda que meus pressentimentos me sinalizavam algo errado para com estes ensinos. Eu não sabia explicar os textos, não me sentia seguro em aceitar as interpretações apresentadas, me parecia que, de algum modo, os textos estavam descontextualizados. Este era meu pressentimento.

Quem dera fosse tão somente eu que tivesse de lidar com este conflito interior, todavia muitos irmãos e irmãs travam as mesmas batalhas culto após culto. Como ajustar a busca incessante pelo acumulo de riquezas materiais às nossas impressões interiores? Este ajuste é possível? Estamos certos sem conseguir fazer prova na palavra de Deus? Ou temos que nos render às evidencias dos textos de prova? Em minha jornada muitas vezes eu tentei pesar seriamente cada texto apresentado, mesmo sabendo que a maior parte das evidências estavam sedimentadas no Antigo Testamento. Muitos dos textos caiam por si mesmo, bastava ler um versículo anterior ou posterior para perceber sua descontextualização, outros, contudo, não eram tão simples assim, tudo parecia reforçar que a busca incessante de riquezas materiais tem fundamento bíblico. De todos eles, o mais esmagador de todos é exatamente aquele que compara a oferta a uma semente, posto que as evidências de sua interpretação parece apontar exatamente ao que os pregadores da busca incessante de riquezas materiais querem nos fazer crer. O texto diz:

E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. (II Co 9.6)

Não resta dúvida, por toda e qualquer hermenêutica usada, que o texto diz o que diz: muita semente, muita colheita, isto é verdadeiro na agricultura, também o é na oferta. Não há como deixar de concluir outra coisa senão da promessa de colheita abundante, portanto, tudo parece nos fazer crer que a busca incessante de riquezas materiais tem realmente fundamento bíblico. Será? Alto lá!

Como a dúvida persistia, não podendo simplesmente fazer mal juízo dos pregadores busca incessante de riquezas materiais, o conflito interior perdurava indefinidamente. Em um destes momentos, sentado em meu lugar de estudo, pensei comigo: por que não dar uma olhada no que o pastor Silas Malafaia está falando por estes dias? Quem sabe eu possa ter algum esclarecimento que me ajude a debelar minhas dúvidas. Abri seu site e o primeiro vídeo que encontrei foi o intitulado “Uma Vida de Prosperidade”, postado em 02 de junho de 2012.

Na abertura do programa o pastor Silas declarou que iria se pronunciar acerca da prosperidade a luz da Bíblia. Solicitou então que se tomasse um caderno e caneta para anotar a exposição da palavra, fazendo-a passar pelos critérios da dúvida, crítica e determinação, ou seja, examinando na Bíblia se o que está sendo exposto está realmente em conformidade com a palavra de Deus. Para ele a má compreensão da prosperidade decorre da dificuldade em se entender o que é ser liberal com os recursos financeiros. Seguindo sua sugestão tomei do caderno e caneta e fui anotando tudo quanto o pastor Silas foi expondo. A base de seu ensino era II Coríntios, capítulos 8 e 9. Quando o pastor Silas leu o primeiro texto, percebi que teria de ler estes dois capítulos com muita atenção porque certas verdades contidas nele tinha me passado despercebido. Na sequencia de sua exposição fiquei balançado e, por um instante, pensei que eu teria que me dobrar à busca incessante das riquezas materiais, porquanto seus textos de provas pareciam ser demolidores.

Diante de tudo quanto ouvi, tomei duas providências, a primeira foi anotar detalhadamente todos os textos bíblicos apresentados com a síntese de seu conteúdo. Esperei por uma ou duas semanas, então abri a Bíblia e fiz a leitura ponderada de II Coríntios, capítulos 8 e 9, fazendo o mapeamento cognitivo do texto. Ao final eu chegara as mesmas conclusões expostas pelo pastor Silas Malafaia, com inclusões de novos versículos que ele não mencionara. Ou seja, depois de examinar por mim mesmo o texto, eu não só encontrara as mesmas afirmações que ele fizera, como também acrescente a esta lista outras tantas. Tudo parecia me obrigar a me dobrar acerca da busca incessante das riquezas materiais, não tinha mais o que argumentar. Pensei comigo então: - se tudo é verdade, qual deve ser minha atitude? Ensinar primeiro e experimentar depois ou colocar em prova o que está escrito, colher seus resultados, então ensinar?

Os adeptos da busca incessante de riquezas materiais por certo escolheriam a segunda alternativa, primeiro viva, depois ensine. Sem saber o que fazer, deixei correr o tempo até que senti que devia escrever uma exposição de II Coríntios, capítulos 8 e 9. Ao iniciar a exposição entendia comigo que, de algum modo, tudo quanto viesse a escrever estaria em conformidade com a busca incessante de riquezas materiais, eu somente estaria me rendendo as evidências bíblicas acerca do assunto. Não foi o que aconteceu, ao expor sistematicamente o texto me deparei com uma das mais profundas revelações que jamais tive das escrituras. O resultado foi não somente compreender a falácia da busca incesssante de riquezas materiais, como também ser definitivamente inoculada contra ela por entender realmente do que se trata II Coríntios, capítulos 8 e 9. Este não é um texto que ensina a busca incessante de riquezas materiais, mas nos exorta a termos um coração cheio de compaixão, movendo as ofertas fundadas na generosidade por compreender realmente porque Jesus, sendo pobre, se fez rico para nos enriquecer, alinhando-nos ao Seu grandioso e gracioso ministério. Este é um texto que nos convida a cuidar uns dos outros, promovendo a unidade do corpo de Cristo em toda sua amplitude. II Coríntios, capítulos 8 e 9 é solo sagrado, precisamos descalçar nossos sapatos para passear por sobre estes textos preciosos como Moisés fez na sarça que ardia no deserto.

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