Diminuir a fonteAumentar a fonte 27/11/2012
00 Tratando os textos no seu contexto
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Talvez alguém pode me perguntar: em que diferencia a exposição que me propus a fazer com as anotações que eu extraíra da exposição do pastor Silas Malafaia em II Coríntios, capítulos 8 e 9? Antes de responder a esta questão, vamos entender como surgiram os capítulos e versículos na Bíblia. Em 1220 Estevão Langton, futuro arcebispo de Canterbury, da Inglaterra, empreendeu a divisão da Bíblia em capítulos. Esta divisão perdurou até o ano de 1528, quando o dominicano italiano Santos Pagnino produziu a primeira Bíblia com versículos. Mais tarde, no ano de 1551, Robert Stephanus, um editor protestante completou o trabalho com alguns ajustes no Novo Testamento, publicando toda a Bíblia em capítulos e versículos em 1955. . Se por um lado a divisão da Bíblia em capítulos e versículos contribuiu para sua compreensão, por outro, produziu o particionamento dos textos, criando a impressão que certos versículos são autônomos em si mesmo. A leitura descontextualizada pode facilmente transformar a Bíblia a semelhança das caixinhas de promessas, só se lê o que é importante, o que se destaca, o que traz promessas e consolo, deixando de lado outra série de versos que nos exortam, nos admoestam e mesmo, tirando as vezes completamente o entendimento do texto, dissociando-os de seu contexto.

Voltando a apresentação do pastor Silas Malafaia, ao apresentar a prosperidade à luz da Bíblia, ele estava, na verdade, fazendo uma exposição temática acerca do ato de ofertar com base em II Coríntios, capítulos 8 e 9. Ele foi destacando dentro do texto diversas definições para o termo “oferta”, demonstrando as leis espirituais inerentes ao ato de ofertar e provando quais os resultados alcançados pelos ofertantes. Cada versículo bíblico mencionado se constituía em um texto de prova, se ele fazia determinada afirmação acerca da compreensão daquele versículo e eu, lendo o mesmo versículo, entendesse que a afirmação está em conformidade com o que está escrito, então teria de me render às evidências que aquele verso diz exatamente o que dele se afirma. Façamos uma ilustração para entendermos esta modalidade de ensino. Digamos que alguém lhe proponha que você conheça como se estrutura um carneiro para lhe dar de presente depois. Então ele se dirige a uma sala ao lado, fora do seu campo de visão e, com um cutelo, vai retalhando o cordeiro em diferentes pedaços: as patas, a cabeça, o corpo e assim por diante. Então ele traz tudo para você, aqueles pedaços de carne cortados e sangrando e começa a lhe dizer como é um cordeiro. Ao final ele me entrega todas as partes e me diz: coloque tudo no lugar e brinque com o cordeiro. Obviamente o cordeiro ficou irreconhecível e simplesmente é impossível trazê-lo de volta a vida. O mesmo acontece quando estudamos a Bíblia de forma temática, sem levar em conta os contextos onde cada texto está inserido, ao final podemos ter algo completamente diferente da proposição original do autor das escrituras.

A primeira leitura que eu fiz de II Coríntios, capítulos 8 e 9 foi temática, como fora induzido a ler, pela apresentação destacadas dos versículos que destacavam a importância da oferta. Obviamente alcancei o mesmo resultado que me fora apresentado, inclusive aumentando os textos de prova. Tudo que os que pregam acerca da busca incessante das riquezas materiais destacavam fica comprovado com base em II Coríntios 8 e 9, aparentemente eu tinha de me render as evidências. O que mudou é que quando fazemos um comentário dos versículos em seu contexto, nos tornamos obrigado a dar entendimento ao texto, contudo ajustando-o ao seu entorno. Neste caso estamos como o marinheiro no mar que sai de um porto para chegar em outro porto. Enquanto ele segue seu rumo mar adentro, ele precisa diariamente ajustar sua rota com o aparelho chamado sextante. Este aparelho mede a abertura angular da vertical de um astro e o horizonte para fins de posicionamento global navegação estimada. Este aparelho internamente tem um mecanismo formado por um espelho móvel e outro fixo cujo objetivo é as imagens entre o horizonte visual e o objeto observado, neste caso a estrela. Se esta medição não for realizada, o marinheiro poderá desviar sua rota em milhas de distância, não mais chegando ao porto desejado. Assim, todo aquele que se propõe ao estudo temático precisa estar verificando constantemente o ensino geral da Bíblia sobre este mesmo assunto e outros que se justapõe a ele para que não produza um desvio de rota. Vamos destacar quatro textos para exemplificar a necessidade de estarmos atentos a diversos ensinos que se justapõe, para que não inferirmos conclusões descontextualizadas.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. (Mt 6.11)

Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. (Tg 4.2,3)

Porque nenhum de nós vive para si e nenhum morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. (Rm 14.7,8)

E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. (I Jo 5.14)

O Senhor nos ensinou a orar, pedindo a Deus o pão de cada dia (Mt 6.11), todavia este pedido não pode objetivar nossa própria satisfação pessoal (Tg 4.2,3) porquanto nós pertencemos ao Senhor (Rm 14.7,8), razão porque precisamos ajustar nosso pleito à perfeita vontade de Deus para nossa vida (I Jo 5.14). Se fizermos a leitura isolada do texto que nos autoriza a pedir a Deus, a conclusão que chegamos é que estamos autorizado a pedir qualquer coisa que seja, mesmo aumento de riquezas, ainda que seja para nossa própria satisfação. Agora, se estamos atento a toda palavra de Deus, então precisamos ponderar seriamente nossas conclusões.

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