Diminuir a fonteAumentar a fonte 29/11/2007
Salmo 119:017-024
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

OS BEM-AVENTURADOS SÃO SERVOS E PEREGRINOS NA TERRA

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Acróstico (ג): g – Gimel (sign. castelo – numeral 3)

Faze bem ao teu servo, para que eu viva; assim observarei a tua palavra. Desvenda os meus olhos, para que eu veja as maravilhas da tua lei.

Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos. A minha alma se consome de anelos por tuas ordenanças em todo o tempo.

Tu repreendeste os soberbos, os malditos, que se desviam dos teus mandamentos. Tira de sobre mim o opróbrio e o desprezo, pois tenho guardado os teus testemunhos.

Príncipes sentaram-se e falavam contra mim, mas o teu servo meditava nos teus estatutos. Os teus testemunhos são o meu prazer e os meus conselheiros.

“Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto” (Dt 8:18)“Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.” (Jo 17:16)

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O MUNDO

“Tu repreendeste os soberbos, os malditos, que se desviam dos teus mandamentos.” (Sl 119:21)

Nós vivemos num mundo hostil, posto que caído, contaminado pelo pecado, pois o mundo jaz no Maligno (I Jo 5:19), o deus deste século (II Co 4:4). Todo sistema de coisas inerente a este mundo está em contraposição com a palavra de Deus. Como o primeiro mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas, o amor ao mundo nos constitui inimigos de Deus (Tg 4:4).

O mundo, nesta acepção, não diz respeito ao ambiente físico, pois tudo quanto foi criado, Deus o fez (Gn 1:1). Não há nada de mal em si mesmo na criação porquanto tudo quanto Deus fez O achou muito bom (Gn 1:31). Também não diz respeito a humanidade, porquanto esta é objeto do amor de Deus e razão pelo qual o Senhor Jesus entregou Sua própria vida na cruz (Jo 3:16).

O mundo que não pode ser amado é o sistema constituído à revelia de Deus que está sob o poder do Maligno ( Jo 5:19). Por meio deste sistema os homens se entregam ao pecado por medo da morte (Hb 2:15). Nestas condições rejeitam a Jesus porque sabem ser suas obras más por natureza (Jo 3:20). Este sistema é inerente ao ser humano porque decorre da condição adquirida no nascimento natural (Jo 1:14), que vem desde quando da queda no jardim do Éden (Rm 5:12) e que se manifesta nas mais variadas formas de pecados (Rm 1:29-32) e obras da carne (Gl 5:19-21).

O POVO DE DEUS

“Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.” (Sl 119:19)

O Senhor “nos tirou do poder das trevas, e nos transportou para o reino do seu Filho amado” (Cl 1:13), assim fomos convertidos das trevas à luz, e do poder de Satanás a Deus ( At 26:18). Permanecendo ainda neste mundo, contudo não somos deste mundo como Cristo não o é (Jo 17:16), por isso confessamos que somos estrangeiros e peregrinos na terra (Hb 11:13). Deste modo não amamos o mundo, nem o que há nele (I Jo 2:15), pois “o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre” (I Jo 2:17).

Reputando tudo por perda para por amor de Cristo (Fl 3:7) prosseguimos esquecendo as coisas que para trás ficam, avançando para “o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fl 3:14). Assim perseverando, nos fortalecemos no Senhor e na força de Seu poder revestidos de toda armadura de Deus (Ef 6:10,11) sabendo que somos contristados por várias provações para que a prova de nossa fé “mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo” (I Pd 1:6,7).

Assim fazendo peregrinamos nesta terra, servindo ao Senhor sendo guardados pelo poder de Deus mediante a fé “para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo” (I Pd 1:5) porque fomos regenerados “para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós” (I Pd 1:3,4).

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