Diminuir a fonteAumentar a fonte 01/12/2007
Salmo 119:025-032
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

A REGENERAÇÃO: O INÍCIO DA JORNADA DO PEREGRINO

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Acróstico (ד): d – Daleth (sign. porta – numeral 4)

A minha alma apega-se ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra.

Meus caminhos te descrevi, e tu me ouviste; ensina-me os teus estatutos. Faze-me entender o caminho dos teus preceitos; assim meditarei nas tuas maravilhas.

A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra.

Desvia de mim o caminho da falsidade, e ensina-me benignamente a tua lei. Escolhi o caminho da fidelidade; diante de mim pus as tuas ordenanças.

Apego-me aos teus testemunhos, ó Senhor; não seja eu envergonhado. Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o meu coração.

“Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma bênção.” (Gn 12:1,2)“Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.” (Fl 4:6,7)

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A MORTE ESPIRITUAL E O PECADO

“A minha alma apega-se ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra.” (Sl 119:25)

Todos são convidados a serem peregrinos na terra, porquanto nasceram num mundo caído, onde reina o pecado, sendo este é o convite que foi feito pelo Senhor Jesus:

“Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida” (Jo 5:24).

O convite se justifica porque enquanto viventes, o homem está morto em seus delitos e pecados (Ef 2:1), sem Cristo, não tendo esperança e sem Deus no mundo (Ef 2:12). O pecado tem duas condicionantes, a primeira diz respeito ao pecado enquanto natureza corrompida do homem. Neste sentido o apóstolo Paulo declara que em nossa carne não habita bem algum (Rm 7:18) porque somos carnais, vendidos ao pecado (Rm 7:14). Basicamente podemos diagnosticar o pecado enquanto raiz pelo fruto que ele gera, a morte (Rm 6:23). Foi nestes termos que o apóstolo Paulo pode declarar que todos pecaram porquanto todos os seres humanos morrem, indistintamente (Rm 5:12).

A natureza humana, enquanto corrompida pelo pecado, gera aquilo que lhe é característico, nas mais variadas formas de pecados (Rm 1:29-32) e obras da carne (Gl 5:19-21). Como conseqüência o homem natural se encontra em rebelião contra Deus, quer o faça de modo consciente ou inconsciente, como é o mais usual. Como resultante o ser humano tem um coração enganoso e totalmente perverso (Jr 17:9). A perversão aqui não diz respeito necessariamente a dissolução dos costumes, mas ao egocentrismo reinante no indivíduo, quando suas atitudes são feitas com base na sua carne e nos seus pensamentos (Ef 1:3) que se ajusta ao chamado curso deste mundo, o sistema iníquo coordenado pelo “das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência” (Ef 1:2).

O ARREPENDIMENTO E A CONFISSÃO

“Meus caminhos te descrevi ... A minha alma se consome de tristeza ... Desvia de mim o caminho da falsidade ...” (Sl 119:26,29,29)

Quando se reconhece a condição da pecaminosidade humana à luz da palavra de Deus, se descobre que sua alma está apegada ao pó (Sl 119:25), isto é, que seu fim é a morte (Rm 6:23). O indivíduo se sente, então, envergonhado por causa da culpa que o pecado lhe impõe (Sl 119:31), fazendo sua alma consumir-se de tristeza (Sl 119:28). Este é o primeiro fruto da conversão a Deus. Toda verdadeira conversão precede do arrependimento genuíno, porquanto o ser sucumbi diante do veredicto da palavra de Deus mediado pela atuação do Espírito Santo (Jo 16:8).

Ato seguinte o homem se sente na necessidade de confessar seus pecados a Deus, sua condição de miserabilidade neste mundo, a inevitabilidade do juízo que está por vir, a morte. Reconhece ao mesmo tempo a morte vicária do Senhor Jesus como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29). Compreende que o Senhor morreu por seus pecados e ressuscitou para o justificar perante Deus (Rm 4:25). Confessa então que Jesus é o Senhor (Rm 10:8), rendendo-se a Deus.

A SANTIFICAÇÃO E A VIDA ABUNDANTE

“Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando dilatares o meu coração.” (Sl 119:32)

Então seu clamor é para que Deus o vivifique segundo Sua palavra (Sl 119:25), procurando compreender o caminho dos preceitos do Senhor (Sl 119:27). O seu novo nascimento implantou-lhe uma nova natureza recebendo um novo coração, por isso poderá sentir a presença de Deus; um novo espírito, se tornando adorador; um coração de carne em lugar do de pedra, em condição agora de amar seus semelhante (Ez 36:26).

 Ao escolher o caminho da fidelidade ao Senhor (Sl 119:30), desviando-se do caminho da falsidade (Sl 119:29), tem o seu coração dilatado (Sl 119:32) por ser fortalecido segundo a palavra de Deus (Sl 119:28). Deste modo está apto a percorrer os caminhos dos mandamentos do Senhor (Sl 119:32) por apegar-se aos testemunhos de Deus (Sl 119:31). Isso se torna possível porque a lei de Deus foi-lhe implantada no seu coração, podendo agora compreender a palavra de Deus e o Espírito Santo se tornou companhia inseparável, podendo agora ser ajudado em suas fraquezas (Ez 36:27).

Agora, como Filho de Deus é conduzido pelos caminhos santos do Senhor, tendo Deus mesmo como o Senhor sobre todas as suas circunstâncias (Ez 36:28). Agora todas as coisas contribuem conjuntamente para o seu bem (Rm 8:28), não vindo sobre nós tentação que não esteja na medida de nossas forças para resistir a ela (I Co 10:13). Por meio da cada prova que passamos nossa fé é aperfeiçoada (I Pd 1:7), de nosso interior rios de água viva flui (Jo 7:38) porquanto manifestamos por todo lugar o cheiro do conhecimento do Senhor (II Co 2:14) por sermos testemunhas vivas de Cristo (At 1:8)

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