Diminuir a fonteAumentar a fonte 19/05/2010
A solidão insurge-se contra a sabedoria
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Aquele que vive isolado busca seu próprio desejo; insurge-se contra a verdadeira sabedoria.” (Pv 18:1)

Não há mais verdades absolutas, diz o mundo carente de referenciais. Cada um tem o pleno direito de ter sua própria opinião, a pintura moderna reflete este conceito, todos olham, cada qual com sua própria interpretação, ninguém chega a um acordo. Há até aquela proverbial frase: mulher, futebol, religião e política não se discutem. O resultado é uma sociedade individualista baseado numa única ótica: o negócio é levar vantagem. Este estilo de vida se traduz numa só resultante: a solidão, a expressão máxima da perda de comunicação entre os homens. As pessoas estão cercadas por pessoas, contudo cada vez mais distante um do outro, enterrados e atolados em seu próprio mundo.

O pior é que este estilo de vida está penetrando também no meio cristão. É comum ouvir alguém dizer que pode exercer sua fé no recôndito de seu lar, nada de participar de cultos ou atividades na igreja, a si mesmo se basta, no máximo acrescenta ao rol de seu relacionamento, sua família. Por falar em família, os pais não mais se comunicam com seus filhos, o esposo com a esposa e vice versa. A falta da comunicação se tornou um câncer altamente contagioso. Alguém disse que a solidão está na essência do lago de fogo e enxofre, isto porque lá haverá trevas espessas, palpáveis, como aconteceu no Egito (Ex 10:22,23), ou seja, alguém poderá estar nariz com nariz diante do outro, e ainda assim não o ver.

Uma coisa é certa, faz muito sentido a humanidade caminhar para a expressão absoluta da solidão. Nos dias atuais, como desde a queda, se há algo que o homem rejeita é o sacrificar-se. O ego se entronizou no coração e exige o “vinde a mim”, nada para os outros. Paulo, consciente do quanto o homem natural cuida de si mesmo, colocou como medida do amor exatamente aquilo que o indivíduo sente por si mesmo, dizendo: “nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a nutre e preza” (Ef 5:29), reforçando assim o modo como ele deve amar sua esposa, ou seja, do mesmo modo como ama a si mesmo.

Precisamos compreender que a solidão reflete o âmago da queda, a busca incessante de si mesmo em detrimento ao relacionamento com Deus. Maria e José seguiram com Jesus para Jerusalém, foram ao templo, ofereceram suas ofertas, voltaram para casa. Tiveram de andar um dia para perceber que Jesus não estava com eles, gastaram mais dois dias para encontrá-lo, fato este que demonstra o quão facilmente tendemos a nos afastar de Deus, ficando absortos com nossos próprios pensamentos. Marta estava tão ansiosa pelas tarefas de casa que cometeu a desfaçatez de deixar seu hospede de lado, ao ponto de ser repreendida por Jesus. Este demonstrou a Marta que Maria escolhera a melhor parte, estar com Ele próprio. Aliás, a essência da vida eterna é conhecer a Deus e a Seu Filho Jesus Cristo (Jo 17:3), o que é um antídoto à solidão.

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