Diminuir a fonteAumentar a fonte 13/10/2010
O aborto e as eleições presidenciais
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Estes são Arão e Moisés, aos quais o Senhor disse: Tirai os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos. Foram eles os que falaram a Faraó, rei do Egito, a fim de tirarem do Egito os filhos de Israel; este Moisés e este Arão.” (Ex 6:26-27)

Arão e Moisés são dois personagens marcantes do Antigo Testamento. Na verdade a história toda podia ter um único registro, o de Moisés. Arão seria apenas o irmão mencionado numa lista genealógica, sem qualquer significado para a história de Israel. Bastava tão somente que Moisés ouvisse Deus e executasse Suas ordens sem a ajuda de Arão, mas não foi o que aconteceu.

Moisés nascera em um dos momentos mais terríveis da história, quando o então Faraó urdira um plano para exterminar Israel da face da terra. Para colocar em curso este plano maligno Faraó determinara a morte de toda criança judia que nascesse homem. As parteiras de Faraó deveriam cumprir sua ordem homicida. É interessante notar que, depois de milhares de anos, está posto na pauta das eleições presidenciais o mesmo tema: a possibilidade do governo petista patrocinar mediante o aborto a mortandade do feto por qualquer motivo que seja. A candidata Dilma chegou a comparar o aborto a uma extração de dente com a seguinte declaração:

“Não é uma questão se eu sou contra ou a favor; é o que eu acho que tem que ser feito. Não acredito que mulher alguma queira abortar. Não acho que ninguém quer arrancar um dente, e ninguém tampouco quer tirar a vida de dentro de si”.

Mesmo considerado o feto como vida intra-uterina, ainda assim a candidata entende que a mulher tem o direito de abortar. E esta declaração foi dada em 14 de maio, após a candidata ter assistido a missa dos excluídos, no encerramento do 16º Congresso Eucarístico Nacional, promovido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Brasília.
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A política que o PT quer patrocinar através de sua candidata a presidência da República não difere em nada a de Faraó no antigo Egito. O que não sabemos é a razão desta política homicida nos dias atuais, A intenção de Faraó era clara, impedir Israel se fortalecer enquanto nação, obrigando-os a permanecer no cativeiro. Graças a Deus muitas parteiras não compartilhavam da intenção homicida de Faraó, antes e é preciso escrever com letras garrafais, TEMIAM A DEUS (Ex 1:17). A defesa ao aborto, portanto, pode não ter sua intenção explicitada, mas uma coisa é certa, quem o faz não TEME A DEUS. O salmista colocaria a questão toda nestes termos:

“Por causa do seu orgulho, o ímpio não o busca; todos os seus pensamentos são: Não há Deus” (Sl 10:4).

O mais incauto diria o seguinte: isto não é verdade, pois eles apregoam que crêem em Deus. Perguntado a candidata Dilma se ela cria em Deus, ela respondera: ““Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há? Eu me equilibro nela”. Depois dissera que ninguém pode julgar sua fé. Nem precisa, posto que crer ou não em Deus não diz nada em si mesmo, pois Tiago já fora incisivo nesta questão: “Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem” (Tg 2:19). Uma das características principais dos demônios é que eles não temem a Deus, razão porque continuam em sua maligna intenção de matar, roubar e destruir (Jo 10:10).

Os homens hão de responder por seus atos, assim como aconteceu com Faraó, que viu seu exército ser dizimado pelas águas do Mar, diante de Pi-Hairote e Baal-Zefon (Ex 14:2), todavia a palavra de Deus permanecerá, tal como foi preservada a vida de Moisés, instrumento nas mãos de Deus para derrotar aquele que se levantara contra Deus em sua insana perseguição ao povo de Deus.

Moisés fora chamado por Deus para libertar Israel do julgo de Faraó, todavia sentiu-se pequeno diante da missão, ao que ouviu do Senhor que Arão, seu irmão lhe faria companhia: “Não é Arão, o levita, teu irmão? eu sei que ele pode falar bem. Eis que ele também te sai ao encontro, e vendo-te, se alegrará em seu coração” (Ex 4:14). Muitos de nós temos por expectativa que as pessoas se comportem como super homem, sejam habilitadas a superarem todas as tribulações sozinhas.

Não há nada pior que a solidão. Israel, enquanto povo, se sentia abandonado no Egito, aflitos pela amargura de sua servidão, vendo a morte de seus tenros filhos pela mão despota de Faraó, contando apenas com a misericórdia de uma ou outra parteira que temia a Deus, não cumprindo as ordens malignas advindas do trono. Todavia Deus era por eles: “Com efeito tenho visto a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheço os seus sofrimentos; e desci para o livrar da mão dos egípcios...” (Ex 4:7). Neste contexto Moisés fora chamado para ser a mão libertadora de Deus.

Moisés também se sentira só para tão grandiosa tarefa, ao que Deus chamou a Arão. Ninguém vive para si mesmo, não estamos só neste mundo, não só nossos atos são pesados por Deus, como Ele próprio se coloca ao nosso lado como um companheiro fiel. Podemos olhar para o trono maligno e pensar conosco mesmo: quem somos nós para afrontar o poder e nos fazer ouvidos? O Senhor, contudo, levanta um aqui, outro ali, formando uma grande corrente do bem, em prol da vida. Moisés teve seu Arão, nós temos uns aos outros para fazer prevalecer a vontade de Deus porque, acima de tudo, nós temos o TEMOR A DEUS, que é o princípio da sabedoria.

Moisés prevaleceu diante da morte, não se sabe quantas vidas estão se perdendo por causa do aborto, uma coisa é certa, ainda que os atos homicidas sejam escondido aos olhos de todo, a voz do Senhor continua ecoando: “Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra” (Ex 4:10). Políticas públicas não justificam o aborto assim como um homicida não pode se gabar do instrumento de execução para se safar da condenação. Matar com faca ou com revolver é o de menos, importa o fato em si, não o instrumento de morte. Ahh!. Arão também era homem, este também prevaleceu diante da morte.

Estas eleições nos faz lembrar da festa promovida por Belsazar, neto do grande rei Nabucodonosor. A festa era uma orgia só, tudo ia bem até que o rei decidiu trazer para dentro da festa os vasos sagrados do templo de Jerusalém. Foi quando riscou-se a sentença divina por uma mão invisível:

“MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM. Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido está o teu reino, e entregue aos medos e persas.” (Dn 5:25b-28)

Em uma hora como esta, a sentença de juízo já saiu do trono de Deus, aos que temem ao Senhor devem fazer como procederam os fieis de Israel diante de Moisés em certa oportunidade, após Moisés afirmar: “Mas, se o Senhor criar alguma coisa nova, e a terra abrir a boca e os tragar com tudo o que é deles, e vivos descerem ao Seol, então compreendereis que estes homens têm desprezado o Senhor.” (Nm 16:30), ao que o povo fugiu dizendo: “E todo o Israel, que estava ao seu redor, fugiu ao clamor deles, dizendo: não suceda que a terra nos trague também a nós.” (Nm 16:34). Nestas eleições os vasos sagrados (as vidas humanas intra-uterinas) foram trazidas para as urnas, cabe a cada um de nós decidirmos de que lado vamos ficar.

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