Diminuir a fonteAumentar a fonte 23/10/2010
O futuro do Brasil está debaixo de nossos joelhos
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui.” (Jo 18:36)

As eleições caminham para o acirramento dos ânimos, ninguém quer perder, cada um acha na sua razão para vencer. Está em jogo o futuro do país porquanto o presidente tem a responsabilidade de instituir e executar políticas públicas em prol do bem comum. A decisão se dará nas urnas, após todos os votos terem sido digitados e a apuração realizada. Então, sob o princípio que o governo é do povo e para o povo, será sagrado um vencedor.

Hoje se busca prognóstico de quem seria o próximo presidente. Os institutos de pesquisas multiplicam seus números sob a sombra do fragoroso erro dos prognósticos do primeiro turno. Já não se sabe mais se os índices refletem a realidade ou estão sendo de algum modo maculado para induzir a opinião pública. Boatos e verdades correm soltos nos meios de comunicação confundindo ainda mais o eleitor pela dificuldade de discernir a verdade verdadeira de tudo quanto se fala ou noticia.

O eleitor é, acima de tudo, o cidadão, aquele para o qual toda política pública deve convergir. O cidadão assume inúmeras faces, ora ele é o contribuinte, ora o usuário do sistema SUS, ora o aluno das instituições de ensino, ora o morador aguardando benfeitorias para a sua rua, ora o comunitário a ser consultado acerca das políticas públicas, ora o membro das organizações que atendem as necessidades de outros cidadãos. Cada faceta do cidadão gera um componente distinto, move grupos de interesses próprios, muitas vezes contraditórios entre si, exigindo do governante o uso do poder discricionário para atender as demandas, deixando muitas de lado pela impossibilidade de contar com recursos necessários a todas elas. Neste cenário surge os conflitos, as demandas, os anseios, as frustrações, a disputa política.

Dentre todas as facetas que o cidadão possui, a uma que é singular, razão porque demanda análise especial. O cidadão é também um ser religioso e, por conta de seus valores e princípios, tem especial interesse pelas eleições, portanto, pela definição do próximo presidente da República. Dentre os religiosos se encontram os cristãos, em meio a eles os cristãos evangélicos. Por evangélico se entende todo aquele que se apresenta em conformidade com os princípios do evangelho, provenientes dos diversos movimentos do século XVI, conhecido por “Reforma Protestante”.

A Reforma Protestante, em que pese as suas diversas ramificações, foi conhecida por alguns pilares de sustentação do seu movimento, entre eles: somente a Escritura, sendo a Bíblia única autoridade para todos os assuntos de fé e prática; somente a Graça, sendo a salvação pela graça por meio da fé, não de obras para que ninguém se glorie; somente a Fé, a base sustentadora da salvação por meio da graça, resultando na justificação como justiça imputada a nós como a única possível da perfeita justiça de Deus; somente a Cristo, sendo a salvação encontrada unicamente nele e em nenhum outro mais; somente a Glória de Deus, porquanto a salvação foi proporcionada por Ele para a Sua glória (Wikipédia).

É nestes pilares: só a Bíblia, só a Graça, só a Fé, só a Cristo e só a Deus que o cristão evangélico, enquanto o cidadão, deve tratar das questões de Estado. Antes de sair em defesa deste ou daquele candidato, a primeira pergunta que o cristão evangélico deve fazer para si mesmo é acerca do direcionamento das Escrituras acerca deste assunto. Por quais princípios divinos o cidadão, em sua postura de cristão evangélico, deve se pautar nas eleições presidenciais?

No Novo Testamento encontramos a figura do homem que almeja o episcopado, acerca dele o apóstolo Paulo declara que está a desejar excelente obra (I Tm 3:1). Por ilação entendemos que podemos almejar outras carreiras, dentre elas o exercício do cargo público. Apesar de não encontramos nenhuma orientação acerca de quais qualidades deve possuir um homem público, em princípio muitas das características necessárias ao episcopado deveria se aplicar também a quem deseja um cargo público. Se fossemos considerar uma coisa aplicada a outra, antes de mais nada teríamos de verificar se estamos tratando de alguém que pleiteia o cargo público enquanto cristão evangélico, visto que não podemos doutrinar quem não pertence a este grupo de pessoas. Ambos os candidatos não preenchem estes requisitos, portanto não podemos esperar que eles ajam como cristãos evangélicos. Assim, não temos como nortear nossa decisão com base no testemunho público de fé dado pelos candidatos a presidente da República.

Por outro lado temos orientação para que nos sujeitemos aos governantes e autoridades constituídas, que sejamos a eles obedientes e preparados para toda boa obra (Tt 3:1). Aqui é preciso discernimento, pois está escrito que as autoridades são constituídas e ordenadas por Deus (Rm 13:1), sendo elas ministras de Deus para o nosso bem (Rm 13:4). Portanto, ao Deus constituir autoridades, as colocas à nosso favor, não em detrimento de nossas necessidades. Autoridades são constituídas para servir, não para serem servidas, logo está descartado aceitar que elas locupletem em benefício próprio, que sejam corruptas ou que usem a máquina pública para apadrinhamento. Antes as autoridades precisam seguir o exemplo do Filho do Homem que declarou não ter vindo para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos (Mt 20:28).

Ademais, quando Israel pediu a Deus um rei, o Senhor logo declarou qual seria seu “modus operandi”: “Este será o modo de agir do rei que houver de reinar sobre vós: tomará os vossos filhos, e os porá sobre os seus carros, e para serem seus cavaleiros, e para correrem adiante dos seus carros” (I Sm 8:11). Prova desta verdade é que 120 anos depois do primeiro rei constituído, o filho do rei Salomão elevou a carga tributária em níveis superiores ao do seu pai e dividiu, com seu ato insano, a Israel (I Rs 12:16). Portanto a tendência dos governantes é considerarem primeiro os seus interesses, depois o do povo, com resultados funestos para a nação, razão porque a alternância de poder é necessária.

Agora, acima de tudo, o cidadão, enquanto cristão evangélico, deve se posicionar em eleições presidenciais como intercessor porque se nossa obrigação é orar pelas autoridades constituídas, muito mais agora cujo voto demanda o futuro da nação que só a Deus pertence, os cristãos devem interceder para que o Senhor faça a escolha que realmente nos permita ter uma “vida tranqüila e sossegada, em toda piedade e honestidade” (I Tm 2:2).

A oração intercessória não é um pedido ocasional, mas proveniente de uma atitude fervorosa diante de Deus, feita com “súplicas, orações, intercessões, e ações de graças” (I Tm 2:1). Nestes últimos dias vemos líderes cristãos evangélicos se levantando de um lado e de outro dizendo que este ou aquele candidato é o melhor, o mais indicado, o abençoado de Deus, contudo nenhum deles, nem por um minuto, considerou a necessidade de levantar a nação cristã evangélica a interceder diante de Deus. Considerar que seu discernimento é de todo suficiente para determinar quem melhor corresponde à vontade de Deus é muita pretensão, porquanto se por um lado queremos um governante que trabalhe para nosso bem, por outro há forças espirituais malignas, posto que este mundo jaz no Maligno (I Jo 5:19), para induzir o próximo presidente a agir em detrimento dos interesses do cidadão.

Nós devemos nos lembrar do exemplo dado pelo Senhor Jesus. Ele estava sendo julgado e sentenciado à cruz em um processo judicial feito a revelia da lei, sem o direito a defesa. Ele foi preso e interrogado na calada da noite, foi sentenciado mesmo não achando nele crime algum, apenas para aplacar a ira da multidão que clamava: crucifica-o (Mc 15:13). O rei chegou diante do Senhor exigindo que explicasse as razões de Sua prisão, procurando encontrar razões para reverter a situação e impedir que o Senhor fosse crucificado, ao que Jesus declarou que nada faria para se proteger, porquanto o Seu reino não é deste mundo (Jo 18:36).

Os cidadãos, enquanto cristãos evangélicos, são, acima de tudo, cidadãos do reino de Deus. Eles não precisam fazer concessões a este mundo apenas para garantir um pouco mais de tranqüilidade e vida sossegada. Acima de tudo os cristãos evangélicos devem estar cônscio que Deus é o Senhor da história, que o Senhor está atento às nossas orações, que o Senhor quer nos dar o melhor desta terra. Contudo se não nos posicionarmos diante de Deus para clamar por nossa terra, pode ser que o Senhor apenas diga a Satanás: “Notaste porventura o meu servo cristão evangélico, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal? ... Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão” (Jó 1:,8,12 - adaptado), Neste caso podemos ter um próximo presidente que pode vir a não nos dar dias tranqüilos, mas tenha por objetivo provar nossa fé. De um modo ou de outro o Senhor será glorificado, de nossa postura depende o futuro.

Clique e comente este texto

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Clique para o Plano de salvação por pergunta

Clique para o Estudo para novo convertido - 01/10

Clique para o Estudo para batismo 01/10

Clique para o texto Ministração para libertação interior e perdão

Clique e de seu testemunho de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador pessoal