Diminuir a fonteAumentar a fonte 24/10/2010
O antídoto ao divórcio
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Então se aproximaram dele alguns fariseus e, para o experimentarem, lhe perguntaram:

É lícito ao homem repudiar sua mulher?

Ele, porém, respondeu-lhes:

Que vos ordenou Moisés?

Replicaram eles:

Moisés permitiu escrever carta de divórcio, e repudiar a mulher.

Disse-lhes Jesus:

Pela dureza dos vossos corações ele vos deixou escrito esse mandamento. Mas desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, [e unir-se-á à sua mulher,] e serão os dois uma só carne; assim já não são mais dois, mas uma só carne. Porquanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem.” (Mc 10:2-9)

Vivemos uma época em que os casamentos já são feitos sob a perspectiva da separação. A idéia básica é a de juntar os trapos, se der certo continua, se errado, separa-se, ninguém está obrigado a conviver com o outro sem “amor”. Inclusive as leis que tratam do divórcio estão sendo aperfeiçoadas para tornar o processo cada vez mais célere, antes precisava primeiro desquitar-se para então divorciar, hoje nem isso.

Dentre todas as causas para a separação, talvez a mais comum e corriqueira seja aquela designada por incompatibilidade de gênio. O casal simplesmente não consegue mais manter conversa civilizada um para com o outro, de duas palavras, três são agressivas, este acréscimo fica por conta da postura adotada no curso do diálogo.

É interessante notar que o divórcio não é uma modalidade jurídica da modernidade. Mesmo na lei de Moisés já se encontrava prescrição para o divórcio e na época de Jesus a questão era motivo de debate entre os religiosos não no sentido de promover o relacionamento conjugal, mas o de encontrar mais um motivo para justificar a separação.

Há de se observar que Jesus colocou no âmago do problema a disposição do coração. Ele declarou que o divórcio só constava na lei de Moisés por causa da dureza do coração dos homens. A simples menção da condição do coração já representa, por si mesmo, em uma grave repreensão para todos aqueles que fazem uso deste artifício para terminar um casamento.

Coração duro é coração petrificado, que perdeu completamente a sensibilidade. O problema é que um coração do conjugue endurecido para com seu conjugue não é estanque, isto é, não afeta unicamente o casal, um coração endurecido não faz distinção entre o conjugue e os filhos, ou os familiares, ou os parentes, ou os amigos, ou os desconhecidos. Um coração endurecido vai manifestar o seu sintoma em algum momento em outras dimensões dos relacionamentos. Se o conjugue é ferido por um coração endurecido, alguém mais também vai sofrer, basta ver o que acontece no relacionamento entre as famílias do casal. Uma separação causa uma grande ferida, cujo sangue derramado leva consigo “inocentes” a eles ligados.

O propósito divino para o casal se constitui em um grande desafio. Deus projetou o casamento como uma oportunidade para que o homem e a sua esposa experimente em seu relacionamento íntimo o mesmo relacionamento existente entre o Pai e Seu Filho amado. Aliás, o apóstolo Paulo já se referira ao casamento como um grande mistério por ser comparável ao relacionamento de Cristo para com Sua igreja (Ef 5:32). Sobre este relacionamento o Senhor já declarara que a meta seria:

“para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17:21)

Paulo demonstra que o desafio do casamento é o mesmo dado à igreja, que o casal, assim como os irmãos entre si, sejam capazes de demonstrar ao mundo o verdadeiro significado do amor. Cada casal tem a oportunidade de provar que Deus existe e que demonstrou Seu grande amor para conosco ao enviar Seu próprio Filho unigênito Jesus na terra. Por conseqüência todo divórcio tem por probabilidade afastar as pessoas de Deus, porquanto mostram que o amor é uma utopia. Se o divórcio mata o amor é de se perguntar quem se beneficia com o crime, por certo não são os homens, porquanto estes acabam por se afastar um pouco mais de Deus. O único verdadeiramente beneficiado é o diabo, visto que ele tem por objetivo mentir, matar, roubar e destruir (Jo 10:10, 8:44).

Como no âmago do divórcio se encontram corações endurecidos, seria muito simples apresentar um antídoto. Bastaria tão somente demonstrar por meio do evangelho que a promessa dada a todos quanto recebem a Jesus como Senhor e Salvador é um novo coração, conforme está escrito: “vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne”: (Ez 36:26). Todavia como o divórcio não é exclusividade tão somente dos incrédulos, mas tem grassado o arraial dos santos, a conversão por si só não é um antídoto. Ademais, nos dias que vivemos se cumpre a palavra do Senhor, no qual diz: “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24:12).

Sabemos que na base do divórcio estão corações endurecidos. Sabemos que nem a conversão em Cristo Jesus, nem a vivência cristã, por si, se constituem em um antídoto para o divórcio. Então o que fazer?

Talvez parte da solução seja redefinir o que seja “amor”. Geralmente o que entendemos por amor traduz a significação do amor enquanto romântico. Nesta acepção amor é o “sentimento máximo de afeto, atração ou desejo, que predispõe alguém a desejar o bem de uma outra pessoa; inclinação ou apego profundo a algum valor ou a alguma coisa que proporcione prazer, entusiasmo ou paixão, forte inclinação, de caráter sexual, por pessoa de outro sexo” (http:// w w w .renascebrasil.com.br / f_amor2.htm). Resumindo: amor é sentimento. Se sentimento é, deixe a poeta falar:

Mar de sentimentos

Sou sol
Como sol
Sou lua
Como lua
Sou sol
O sol
Aquece
Ilumina
Enlouquece
Como lua
Sou crescente
Sou minguante
Sou cheia
Cheia é a lua
Que é nova
E renova emoções
Sou mar
Um mar de sentimentos
Puros, verdadeiros, intensos
Sou sol, como sol, sou lua
Sou lua, como lua, sou sol
Um verdadeiro mar de sentimentos
Disseram-me que sou
Apaixonada
Apaixonante
Uma linda flor sensivel
Um Sol,
Uma Lua de quato fases,
Um mar de sentimentos...
Será que sou?
Mas sei que sou
Sol ..
E como sol
Sou lua
Que cresce
Ilumina
E enlouquece...

Maribel
26.09.2010

Ter o amor por acepção de sentimento seu fim só pode ser este, estado caótico da loucura, pois assim como as ondas bravias do mar batem sem cessar nas rochas frias das encostas, os sentimentos por si só não tem o poder de manter a integridade de caráter dos amantes. Amor definitivamente não é sentimento, é muito mais que isso. Deixemos Paulo descrever o amor:

“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba” (I Co 13:4-8a)

O verdadeiro amor é forjado no sofrimento, é cultivado no vivo interesse pelo outro, é nutrido pela esperança, este amor jamais acaba, porquanto acima de tudo, o amor é atitude, tal como expresso pelo próprio Senhor:

“O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.” (Jo 15:12,13)

O amor é atitude porque dá a si mesmo pelo outro. Salomão já dizia que não existe nada mais maravilhoso que o caminho do homem com uma virgem, chegando a comparar com o caminho da águia no ar, da cobra na penha e do navio no meio do mar (Pv 30:19), isto é, não deixa rastro, é totalmente incompreensível, inexplicável, misterioso. Não sabemos os caminhos que leva um conjugue ao outro, mas em se encontrando, então temos espaço para o amor que atrai um ao outro, mas depois se constrói no dia a dia com atitudes. Uma coisa é certa, é muito simples chegar ao divórcio, basta deixar de amar, isto é, endurecer o coração, porque quem toma a atitude de não amar se imuniza ao sofrimento e o único jeito de se tornar imune ao sofrimento é endurecendo o coração – neste caso nada mais resta senão o divórcio, porquanto seria talvez o único modo de atender a exortação do apóstolo Paulo: “vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede não vos consumais uns aos outros” (Gl 5:15). Agora o casal que se propuser experimentar o plano de Deus não fará caso do sofrimento, pois permite que seu coração seja sensível ao amor.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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