Diminuir a fonteAumentar a fonte 26/10/2010
Eleição presidencial: tempo de julgar a igreja
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Pois o mistério da iniqüidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça.” (II Ts 2:7-12)

“Quando os justos triunfam há grande, glória; mas quando os ímpios sobem, escondem-se os homens.” (Pv 28:12)

Está chegando a hora de escolhermos o próximo presidente da República. Esta deveria ser mais uma eleição entre tantas que tivemos, onde o que estaria em escolha seria diferentes plataformas de governo. Entre uma plataforma e outra, a diferença poderia ser ou não significativa, mas nada que trouxesse risco à democracia, nada que possa impedir de termos uma “vida tranqüila e sossegada” (I Tm 2:2). Assim deveria ser esta eleição presidencial.

O problema desta eleição presidencial que a torna distinta de todas as outras é que saiu da esferas dos homens e colocou o Deus dos céus no centro da escolha. Permita-me explicar com base em um exemplo bíblico. Nabucodonosor fora rei da Babilônia. Com o tempo seu neto Belsazar assumiu o governo. Este neto  determinou em dado tempo a realizar uma festa entre seus pares. Tudo ia bem, nada de excepcional parecia acontecer naquela festa senão o usual daquele tempo até que o rei Belsazar cometeu a tolice de trazer Deus para dentro da festa. Como Belsazar fez isto? Ele trouxe para dentro da festa “os vasos de ouro que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas” (Dn 5:3). A partir daquele momento a festa deixou de ser um evento entre os homens e se tornou uma disputa nas esferas celestiais. O ato de Belsazar resultou na terrível sentença divina: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM. O significado desta sentença foi dada por Daniel: “Contou Deus o teu reino e acabou. Pesado foste na balança, e foste achado em falta. Dividido está o teu reino, e entregue aos medos e persas.” (Dn 5:26-28). Naquela mesma noite o reino de Belsazar foi entregue ao rei Dario, o medo.

Esta eleição também Deus foi trazido para o centro das decisões. Como isso se deu? No momento em que a candidata do PT, Dilma, defendeu a descriminação do aborto, isto é, ato jurídico de isentar de crime ou de excluir a criminalidade ou injuricidade de quem pratica o aborto, declarar que quem aborta não comete um crime, mas tem pleno direito de tirar a vida do feto. Não foi exatamente por se declarar favorável que Dilma trouxe Deus para o centro das eleições, mas foi por ser dúbia em suas declarações, ora se dizendo pessoalmente contrária ao aborto, ora declarando que como Presidente do Brasil, seria favorável a declarar que não é crime abortar. Também não foi por ser contraditória que Dilma trouxe Deus para o centro das eleições, mas por querer convencer a igreja cristã que ela era contra o aborto, ainda que enquanto presidente defenda o aborto. Neste momento Dilma trouxe Deus para o centro das eleições.

Agora, o problema de Deus estar no centro da escolha não é que a decisão a priori é que Deus vai executar em Dilma o que fez com Belsazar. Deus não vai escrever com uma mão invisível no céu dizendo: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM. Deus não vai executar juízo sobre Dilma e seu governo. O que está em escolha não é se Dilma será ou não presidente da República, mas qual a verdadeira condição do coração da igreja cristã.

Ocorre que o Partido dos Trabalhadores tem por método o uso da mentira para conseguir seus propósitos. Leiamos o que diz um articulista:

“O PT estabeleceu um método de atuação política nos últimos anos que, por ter dado certo do ponto de vista de resultados, passou a ser um parâmetro a balizar os seus concorrentes, o que lhe dá vantagens claras. O partido, apesar de todas as encrencas em que se meteu, é a legenda preferida de 25% dos eleitores, e o PMDB vem em segundo com menos de 10%.
É claro que a presença de Lula no governo dá ao partido essa preferência, que pode desaparecer com o fim do mandato do presidente mais popular da História recente do país. Mas é essa popularidade que dá também ao governo a possibilidade de nivelar por baixo a atividade política, utilizando a mentira como arma eleitoral.
Um exemplo típico é o debate sobre privatizações, que havia dado certo na eleição de 2006 e hoje continua dando resultados, embora mais modestos, já que o PSDB perdeu o medo de assumir as vantagens da privatização para o desenvolvimento do país, embora ainda timidamente.
Logo depois da eleição de 2006, o marqueteiro João Santana, o mesmo que comanda a campanha de Dilma hoje, deu uma entrevista a Fernando Rodrigues, da "Folha", revelando que a discussão sobre as privatizações fora utilizada como uma maneira de reavivar "emoções políticas" no imaginário do brasileiro comum.” (Merval Pereira. Globo online de 24/10/2010).

Outro articulista declarou:

“Para tanto, nem a mentira descarada lhe é um terreno vedado. Ao contrário: um dos pilares da campanha petista, hoje, é a falácia de que a disputa se dá entre privatistas e antiprivatistas. Sem limites, atribui a seus adversários intenções que eles claramente não têm.” (Reinaldo de Azevedo, seu blog em 24/10/2010).

A mentira, para o Partido dos Trabalhadores, é um método para conseguir seus objetivos. Ao trazer Deus para centro do palco por meio da questão do aborto, o Partido dos Trabalhadores procurou obter firme apoio das igrejas cristãs para sua candidata. Fez isso por meio de uma carta aberta ao povo de Deus. Nela a candidata declara que pessoalmente é contra o aborto. Em outras entrevistas manteve sua tese: pessoalmente o é, como presidente é a favor do aborto. O que então está em jogo nestas eleições?

O que está em jogo nestas eleições presidenciais é se a igreja cristã vai ou não aceitar a mentira como método para se atingir uma finalidade qualquer. E não é na fala da candidata Dilma que esta questão será ou não decidida. Esta questão está sendo decidida diariamente em cada culto, em cada estudo bíblico. Se a igreja cristã ainda tiver amor pela verdade irá rejeitar a candidata que adota a mentira por método, agora, se a igreja cristã perdeu o amor à verdade, então Dilma será eleita. Quem diz isso é a segunda carta de Paulo aos Tessalonicenses.

Paulo foi enfático: o mistério da iniquidade está em pleno vigor. Ele só será bem sucedido se a igreja optar por não mais ter amor à verdade para serem salvos, neste caso a operação do erro é uma necessidade para julgar a igreja. Ela vai crer na mentira por ter prazer na iniquidade cumprindo a palavra que diz:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas” (II Tm 4:3,4)

Se a igreja estiver vivendo este tempo, que não mais suporta a sã doutrina, então qualquer candidato poderá ganhar, visto que para esta igreja pouco importa se um deles tem a mentira por método. Antes até vão encontrar mais identidade com aqueles que mentem. O juízo sobre o reino do anticristo só virá depois do arrebatamento da igreja, mas o juízo sobre a igreja já está em curso:

“Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus? E se o justo dificilmente se salva, onde comparecerá o ímpio pecador? Portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem.” (I Pd 4:17-19)

Nestas eleições presidenciais Deus foi trazido para o centro do palco e não são os candidatos que estão sendo julgados, mas a igreja. Se ela ama ou não a verdade para ser salva é o que ficará evidente.

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