Diminuir a fonteAumentar a fonte 29/10/2010
Espinheiros também pode constituir-se governante
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. O espinheiro, porém, respondeu às árvores: Se de boa fé me ungis por vosso rei, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e devore os cedros do Líbano.” (Jz 9:14,15)

Que história complicada! Gideão morrera. Gideão fora constituído por Deus como líder em Israel para derrotar os midianitas, inimigos e opressores de Israel. Depois da vitória Gideão recusara ser constituído rei sobre Israel, contudo cometera um gravíssimo erro. Ele trocou o reino pelos despojos da guerra constituído em ouro e, com este ouro fez para si um éfode. Segundo a Wikipédia o “éfode era uma antiga vestimenta feita de linho fino, carmesim, estofo azul, ouro e púrpura que continha os nomes das doze tribos de Israel e era utilizada pelo sumo sacerdote ao apresentar-se a Deus no Lugar Santo do templo”. Ocorre que Gideão era da tribo de Manassés e só podiam usar manto sacerdotal alguém da tribo dos levitas. Assim Gideão fez tudo que não podia ser feito, recusou reinar sobre Israel e constituiu para si uma nova religião. O resultado foi terrível para Israel: “e todo o Israel se prostituiu ali após ele; e foi um laço para Gideão e para sua casa” (Jz 8:27).

Situações como estas são comuns nos dias de hoje. Muitos, só porque fazem alguma proeza em prol do reino de Deus já se acham no direito de constituir para si uma nova igreja desvinculada de qualquer denominação histórica. O resultado é que a base teológica desta nova igreja é fraca, porquanto deixa de lado pressupostos importantíssimos, para se firmar em alguns aspectos que considera adequado. A consequência é os membros destas igrejas estão sujeitos a toda sorte de ventos e doutrinas “pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro” (Ef 4:14). A intenção pode ser boa, o fim é terrível.

Gideão não só criou uma nova religião em Israel como também teve muitas mulheres, sendo pai de setenta crianças. Dentre seus filhos se destacou um, Abimeleque, filho de uma concubina, mulher que vivia maritalmente com Gideão, sem estar com ele casada. Abimeleque se propôs a ser rei sobre Israel por sua própria conta e risco, se contrapondo a todos os seus irmãos. Abimeleque não tinha nenhum escrúpulo, para alcançar seu intento arregimentou para si homens ociosos e levianos (Jz 9:4), vindo a matar todos os seus irmãos. Logo em seguida foi constituído rei sobre Israel (Jz 9:6).

Nós estamos em meio a uma eleição presidencial onde um dos candidatos surgem praticamente do nada, sem ter sido colocado em prova em nenhuma outra eleição. A candidata do Partido dos Trabalhadores foi imposta pelo presidente da República, tendo sigo negado a população uma parte de sua vida, porquanto todas as fichas que relatam suas atividades no período militar como guerrilheira foi trancafiada em um cofre. Os escândalos estão se multiplicando, alguns deles diretamente ligado a elas, demonstrando que alguns de seus escolhidos para ocupar cargos públicos não primam pela honestidade de propósitos. Tal como Abimeleque, ela se acha em condição de pleitear o maior cargo da república e o faz na presunção que os meios justificam os fins.

Houve um que ousou contradizer a Abimeleque. Este foi Jotão, que escapara de ser morto pelos homens de seu irmão. Jotão comparou Abimeleque a um espinheiro que se propunha reinar sobre todas as árvores porquanto todas as outras árvores se recusaram a deixar o conforto de sua vida para assumir tão importante responsabilidade em Israel. A medida de justiça de Abimeleque, dissera Jotão, era a do mais arraigado autoritarismo, ou haveriam de agir de boa fé para com o rei ou seriam liquidados por ele como fizera com os demais filhos de Gideão.

O resultado é que Abimeleque se fez rei e Jotão teve de se exilar para proteger sua vida (Jz 9:21). O resultado é que o governo de Abimeleque foi assaltado por um espírito maligno enviado da parte do Senhor (Jz 9:23) e a violência assolou Israel (Jz 9:24, 25). O que se seguiu foi uma sequencia de batalhas, com baixas de ambos os lados até o dia em que Abimeleque cercou a cidade de Tebez. Naquele dia uma mulher lançou uma pedra do alto da torre, que bateu na cabeça de Abimeleque, quebrando-lhe o crânio e este, vendo a morte se aproximar, pediu a um de seus soldados que o matasse para que ninguém viesse a comentar que Abimeleque fora vencido por uma mulher. Assim morreu o autoproclamado rei de Israel (Jz 9:53,54).

Aécio Neves, verbalizando seu avô, diz com insistência que presidência não se pleiteia, chega-se nela por destino. Realmente estamos diante de um momento crítico ao termos de decidir sobre quem será o próximo presidente. Pela plataforma de governo e pelas características de suas atitudes, temos de discernir o que vai no coração dos candidatos. Como só vemos a aparência das coisas, somente Deus vê o coração, podemos cometer o mesmo erro de Samuel, que ao achegar-se na casa de Jessé, achou por bem escolher por rei aquele que melhor aparência tinha (I Sm 16:7). O resultado poderá ser trágico se Deus não intervir. Ocorre que, no caso de Abimeleque, o Senhor achou por bem deixá-lo ser rei para que o próprio povo conhecesse a natureza das coisas.

Esta eleição faz lembrar o que se passou em Dourados.MS. Um homem público encantou a cidade. Conhecido por sua amabilidade em dar ao povo o que este queria, transporte de ambulância de graça, cestas básicas e “outras formas de assistência social”, foi eleito vencendo em praticamente todas as urnas do município. Diziam dele que finalmente o povo chegara ao governo. O resultado foi trágico para a cidade, porquanto depois de duas operações da polícia federal, foram preso o prefeito, sua esposa, o vice prefeito e mais quase a totalidade dos vereadores da cidade e muitos secretários municipais. O mal que este homem causou a cidade repercutirá nos próximos anos, pois mesmo que surja alguém justo e correto, até restaurar a imagem da cidade, será preciso de muito suor e trabalho.

Na época do plano cruzado também foi eleito uma leva de governadores no rastro do sucesso do governo de então. Em São Paulo disputou as eleições Antônio Ermírio de Morais e Oreste Quércia. Venceu Quércia e a história é de todos conhecida. A verdade é que perdemos a oportunidade de conhecer o que seria o governo na mão de um homem probo.

O certo é que nenhuma eleição há, por si só, um antídoto para uma má escolha, o que existe é conviver com as consequências das escolhas feitas, sejam elas boas ou más. Há um ditado que cada povo tem o governo que merece, isto não é verdade, o povo tem o governo que escolheu, se não discerniu o seu caráter, depois tem de conviver com suas próprias escolhas. A história de Abimeleque é um retrato de um povo que se deixa levar pelo calor do momento, sem ponderar as consequencias.

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