Diminuir a fonteAumentar a fonte 09/06/2011
Na unidade do Espírito Santo
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Bem-aventurados os ...” (Mt 5:3a)

Convém ler a Bíblia com o freio de mão puxado porquanto somos tão apressados na leitura que deixamos nossa mente vaguear pelos descaminhos do preconceito, perdemos de vista o propósito de Deus para conosco. Ao ler C.S. Lewis, em seu livro “Peso de Glória” notei o quanto somos contidos e temerosos de sermos felizes como se proibido fosse. Ficou incutido em nós que ser feliz é um ato egoístico em razão das mazelas, pobrezas e injustiças que permeiam este mundo. Por causa do sofrimento dos outros temos de infringir em nós atos de penitência; diante do mal somos obrigados a viver enclausurados em nossas próprias masmorras; precisamos construir nossos monastérios, permanecendo reclusos e, pior, agravando nosso corpo com açoites para enfatizar o quanto somos miseráveis. No entanto não existe ser mais feliz em todo o universo que o próprio Filho de Deus. E o que faz a felicidade de alguém senão aquilo que ele próprio dá? Disse o rei Salomão:

“Pedra preciosa é o presente aos olhos dos que o recebem; para onde quer que se volte, servirá de proveito” (Pv 17:8)

Alguém que recebeu um presente tudo quanto deseja é compartilhar com outro de sua intimidade, ele não consegue guardar o presente para si mesmo. O Senhor Jesus recebeu de Seu Pai bens preciossíssimos:

 Tem da parte do Pai a vida em si mesmo (Jo 5:26)
 Tem do Pai a incumbência de realizar as mesmas obras do Pai (Jo 5:36)
 Tem o poder do Pai para fazer tudo quanto o Pai faz (Jo 5:19)
 Tem poder sobre toda a carne (Jo 17:2)
 Recebeu do Pai os escolhidos para a glória eterna (Jo 17:24)
 Recebeu do Pai toda a glória (Jo 17:22)
 Recebeu do Pai todo o poder (Mt 28:18)
 Recebeu do Pai todo o juízo (Jo 5:22)

Tudo quanto o Senhor Jesus recebeu do Pai veio por meio do Espírito Santo porquanto o Espírito procede do Pai para o Filho. Como a glória do Filho é agradar ao Pai e, por ter tudo quanto o Pai tem, O Espírito Santo também procede do Filho para o Pai, como está escrito:

“Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim.” (Jo 15.26)

Voltemo-nos para a eternidade passada, quando nada havia sido criado. O Filho estava no seio do Pai, pleno do Espírito Santo (Jo 1:18). Ele recebera tudo do Pai e Seu maior desejo era compartilhar com o Pai o que do próprio Pai havia recebido em comunhão plena, abundante e perfeita por intermédio do Espírito Santo. Então aprouve ao Pai mostrar Sua bendita glória ao Filho criando os céus e a terra (Gn 1:1), culminando com o ápice de Sua própria criação, o homem, fazendo-os macho e fêmea (Gn 1:26), tornando-os um casal (Gn 2:24) e, ao mesmo tempo, uma só carne.

O Filho, observando o que o Pai criara, nutrido do mais profundo amor, quis compartilhar com o objeto da criação do Pai tudo quanto Ele próprio possuía. E, “se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” (Rm 8.17).

E como o Senhor Jesus fez para termos tudo quanto Ele próprio tem? Como o Pai fez para compartilhar tudo quanto tinha com o Filho? Porventura não foi pelo Espírito Santo que procede do Pai? O que fez o Senhor conosco? Não nos enviou o mesmo Consolador, outro igual a Ele, que dEle próprio e do Pai procedia? O que declarou-nos o Senhor?

“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.” (Jo 17.22)

O Senhor Jesus deu-nos da Sua glória. E o que se constituía a Sua bendita Glória? Não fora a plenitude do Espírito Santo que procede do Pai? Ao nos fazer templo do Espírito Santo nos tornamos um em relação a Cristo Jesus. E em relação ao nosso irmão na fé também, visto que ambos temos um mesmo Espírito Santo. Por certo que já nos constituímos em uma única unidade, quer queiramos ou não, porquanto fazemos parte de um único corpo, o corpo de Cristo.

Esta unidade em Cristo Jesus nos aponta, necessariamente, a uma outra realidade, a necessidade de termos um mesmo sentimento (I Pd 3:8, Fl 2:5), razão porque nossa oração deve ser:

"Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus" (Rm 15.5)

Nós só seremos capazes de nutrirmos uns pelos os outros o mesmo sentimento quando formos capazes de nos conhecer intimamente, tal como o Filho conhece ao Pai. Nós teremos um mesmo sentimento quando todos nós podermos compartilhar a mesma alegria da salvação, porquanto a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10). Portanto não permitamos que a tristeza possa nos separar tendo tantas alegrias para compartilhar. Sejamos corajosos em assumir a obra que o Senhor realizou em nós para andarmos no gozo do Espírito, mesmo em meio a muitas tribulações conforme está escrito:

“E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo” (I Ts 1.6)


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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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