Diminuir a fonteAumentar a fonte 12/06/2011
O que faríamos com o fruto da árvore da vida?
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado. E o SENHOR Deus fez brotar da terra toda árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, ...” (Gn 2:8,9a)

Começaria este texto dizendo: Meu Deus, como posso ser tão tolo! Tenho vergonha de mim mesmo.

Para você entender o que digo, façamos um exercício e uma pequena viagem. Digamos que agora, neste instante podemos adentrar no jardim do Éden; digamos que podemos estar agora diante da árvore da vida; digamos que podemos ter o seu precioso fruto em nossas mãos – o que faríamos com o fruto?

Sabemos que o fruto da árvore da vida é comestível, porquanto é fruto. Sabemos que comer deste fruto nos possibilita usufruirmos daquilo que ele é, a vida eterna, porquanto é a árvore da vida. O que faríamos com o fruto, pois estamos com ele em nossas mãos?

Estar no jardim do Éden não é uma suposição fantasiosa, nós já estamos lá, isto porque estamos em Cristo Jesus assentados nos lugares celestiais (Ef 2.6). Se estamos assentados nos lugares celestiais em Cristo Jesus já estamos diante do trono de Deus, porquanto o Senhor Jesus está assentado a destra de Deus (At 7:56). Se estamos diante do trono de Deus, então podemos ter acesso ao rio “cujas correntes alegram a cidade de Deus” (Sl 46:4), cidade esta que também é um santuário e na qual Deus está no meio dela (Sl 46:4,5). Se há um rio, então, à margem direita deste rio está “a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações” (Ap 22:2). Portanto nós podemos nos dirigir à árvore da vida e colher de seu fruto. Se o temos em nossas mãos, o que faríamos com o fruto da árvore da vida?

Ademais, o próprio Senhor Jesus declarou ao inimigo de nossas almas, a Satanás, de forma muito incisiva: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4.4) e em outro lugar disse a multidão que o seguia: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará, porque a este o Pai, Deus, o selou.” (Jo 6.27). Assim, se temos o fruto em nossas mãos, o que faríamos com o fruto da árvore da vida?

Eu tinha comigo que, em estando nesta posição tão privilegiada faria a coisa mais natural do mundo: comeria do fruto da árvore da vida. Meu Deus, como posso ser tão tolo! Tenho vergonha de mim mesmo. Por que não pensei nisso antes? É tão evidente! Flui em todas as escrituras! Está diante de nossos olhos, como podemos não perceber o que devemos fazer com o fruto? Tive de ler “As crônicas de Nárnia” de C. S. Lewis para perceber a gravidade de meu erro e quão grande é minha tolice. Lewis escreveu, em dado lugar:

"Entre pelos portões de ouro ou não,
Apanhe o meu fruto para outro ou não.
Aquele que roubar ou escalar os meus muros,
Encontrará desespero, junto com o desejo do seu coração."

Nós, de fato temos a opção de apanhar do fruto e fazer dele o que nossa consciência designar. Temos duas opções, pegar o fruto para nós mesmo ou para o outro. Diante da opção ficou evidente qual seria nossa escolha e qual deveria ser a escolha que devemos fazer. Ela emerge como raios de luz, ela desnuda nosso ser, ela expõe nossa insensatez. É tão simples, como não percebemos ainda? Está escrito: “Porque nenhum de nós vive para si e nenhum morre para si.” (Rm 14.7). Jamais poderíamos pegar do fruto da árvore da vida para nós mesmos comermos, jamais. Só o de assim o pensarmos demonstra o quanto egocentrista nós somos. Estamos diante de Deus, estamos diante da árvore da vida, estamos diante do fruto que nos abre toda a eternidade e tudo quanto pensamos é em nós mesmo??? Quão miseráveis nós somos! Quão solitários! Quão desprovidos de amor!

Na sequencia da estória, nas Crônicas de Nárnia, Digory encontra-se com a feiticeira: leia por si mesmo o que ela lhe disse:

Sei a missão que o trouxe aqui – continuou a feiticeira. – Era eu que estava perto de vocês na noite passada, ouvindo tudo. Você colheu o fruto do jardim. Está no seu bolso. E vai levá-lo, sem provar dele, para o Leão: para que ele coma o fruto; para que ele use o fruto. Simplório! Sabe que fruto é este? É a maçã da eterna juventude. Sei por ter provado, e também já sei que jamais ficarei velha ou morrerei. Coma a maçã, rapaz, coma a maçã... e viveremos os dois eternamente e seremos reis deste mundo... ou do seu próprio mundo, se resolver voltar para lá.
...
Não está vendo, bobo, que uma mordida nessa maçã pode curar a sua mãe? Está no seu bolso. Aqui estamos por nossa conta. O Leão está muito longe. Use seu poder mágico e volte para o seu mundo. Daqui a um minuto poderá estar ao lado de sua mãe, dando-lhe a maçã. Cinco minutos depois, ela ganhará novas cores no rosto. Dirá para você que a dor passou. Depois dirá que se sente mais forte. E adormecerá. Pense nisso. Horas de sono natural, sem dor, sem drogas. No dia seguinte todos falarão no milagre da cura. Tudo ficará perfeito outra vez. Terá novamente um lar feliz. E você poderá ser como os outros rapazes.

Impressionante a estratagema da feiticeira. Ela oferece dois motivos para Digory comer do fruto: ou para que ele próprio tenha a vida eterna ou para que ele possa curar sua mãe. Fica implícito que a única coisa que ele não pode fazer é dar do fruto ao Leão para este comer. Para reforçar este argumento, ela prossegue acusando o Leão de um ser desprovido de amor:

Que fez o Leão por você? Tem de ser escravo dele? O que ele poderá fazer quando você estiver no seu mundo? E o que irá pensar sua mãe se souber que teve nas mãos o poder que a salvaria? E o que daria vida ao coração partido de seu pai? Vai preferir, então, executar missões para um animal selvagem em um mundo estranho, um mundo com o qual nada tem a ver?

Que fez o Leão por nós? Meu Deus! Ele nos resgatou, nos redimiu, nos regenerou e nos reconciliou com Deus. E onde estamos? Assentados nos lugares celestiais em Cristo Jesus, isto é, diante do trono de Deus. O que temos em nossas mãos? O fruto da árvore da vida, porquanto nos foi dado acesso ao rio que jorra do trono de Deus, podemos nos deliciar de tudo quanto está nele e em seu entorno, portanto em nossas mãos está o fruto da árvore da vida. O que devemos fazer dele? Deixemos Davi nos ajudar a responder a esta pergunta:

“Então, aqueles três romperam pelo arraial dos filisteus e tiraram água do poço de Belém que estava à porta; e tomaram dela e a trouxeram a Davi, porém Davi não a quis beber, mas a derramou perante o SENHOR. E disse: Nunca meu Deus permita que faça tal! Beberia eu o sangue destes varões com as suas vidas? Pois, com perigo das suas vidas, a trouxeram. E ele não a quis beber. Isto fizeram aqueles três valentes”. (I Cr 11.18,19)

Deixemos os anciãos nos ajudar a responder a esta pergunta:

“os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, adoravam o que vive para todo o sempre e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Ap 4.10,11)

A água foi derramada diante de Deus. As coroas foram lançadas diante de Deus. O fruto deve ser trazido ao Leão da tribo de Judá, só Ele é digno de comer deste fruto. Ah Deus, que vergonha! Tem misericórdia de mim, Senhor! Ensina-me a amar a ti de todo meu coração, de toda minha alma e de todo meu entendimento. Em nome de Jesus, amém!


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