Diminuir a fonteAumentar a fonte 23/09/2012
Para sermos aceitos precisamos de oração
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Orai por nós, porque confiamos que temos boa consciência, como aqueles que em tudo querem portar-se honestamente. E rogo-vos, com instância, que assim o façais para que eu mais depressa vos seja restituído. (Hb 13.18,19)

Houve um dia em que o Senhor chegou em sua cidade, se fazendo presente na sinagoga de Israel. Em dado momento lhe foi conferido uma oportunidade, levantando-se para ler o profeta Isaías. Leu a passagem que se encontra em Isaías 61.1,2:

O Espírito do Senhor JEOVÁ está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do SENHOR (Is 61.1,2a)

Após a leitura todos os olhos foram postos em Jesus, esperando para ver o que Ele haveria de falar. A primeira coisa que disse fora surpreendente: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Lc 4.21). Tal como nos dias do Senhor, houve uma época que havia expectativa nas igrejas de surgir um homem de Deus com uma mensagem distinta daquela que está sendo continuamente pregada no púlpito. Não que a mensagem pregada não seja edificante, nem do Senhor, mas porque havia a percepção que Deus age fora dos caminhos normais, capacitando Seus servos para obras específicas, para momentos importantes da igreja. Podemos dizer que alguns são chamados com mensagens fora do script, surpreendendo os ouvintes, não porque sua mensagem é nova, mas porque este ponto ficou esquecido nas escrituras e precisa ser trazido a tona.

Hoje se desenvolveu uma concepção nos pastores e líderes que tudo quanto sabem correspondem a totalidade das escrituras, qualquer que pretenda falar diferente não lhe é dado oportunidade. Tal como os feudos da idade média, as igrejas são comprimidas dentro de certas verdades, com as portas fechadas para outras, mesmo que sejam relevantes, apenas porque está fora do interesse de seus líderes.

O que se percebe é o estabelecimento de uma conversa de surdos. Alguém chega a um dado lugar, quem ali está pretende que esta pessoa reforce os comportamentos existentes, se assim não for, este é simplesmente descartado como não tendo nada a comunicar. Em lugares assim Paulo nada teria a ensinar, visto que ele tinha a consciência que sua ida a determinada igreja tinha o papel de trazer algo distinto da parte do Senhor, aquilo que estava associado à sua própria experiência com Deus fruto das revelações que recebera mediante a palavra de Deus. Paulo escrevera certa feita aos romanos:

“Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados, isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, tanto vossa como minha” (Rm 1.11,12)

O que Paulo demonstra nesta passagem é que ele tinha algo a comunicar vindo do Senhor que sentia ser importante para aquela igreja. Ele faz ver que sentia o profundo desejo de compartilhar com a igreja o que recebera do Senhor. Sabia que sua mensagem não estaria em contradição com a fé abraçada por aquele povo, contudo era cônscio que sua mensagem haveria de edificar a fé tanto quanto ele próprio seria edificado por aquilo que haveria de ouvir dos romanos. Paulo estava disposto a atuar em cooperação com os lideres locais, não era seu objetivo tomar o lugar deles. Mesmo tendo um ministério reconhecido em muitos lugares, Paulo sofria da obstrução que certas lideranças impunham a ele. Na própria epístola aos romanos ele pede oração para que seu ministério seja aceito conforme podemos ler:

E rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que combatais comigo nas vossas orações por mim a Deus, para que seja livre dos rebeldes que estão na Judéia, e que esta minha administração, que em Jerusalém faço, seja bem aceita pelos santos; a fim de que, pela vontade de Deus, chegue a vós com alegria e possa recrear-me convosco. (Rm 15.30-32)

O mesmo sentimento de Paulo pode também ser visto no apóstolo João conforme podemos ler:

Pelo que, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja. (III Jo 1.10)

O que se passou com Paulo e João não é diferente de hoje. Posso ter o ministério aprovado pelo Senhor, contudo não reconhecido pelos lideres da igreja. O resultado é que, mesmo querendo compartilhar o que Deus tem feito, sou impedido por aqueles que deveriam ser os primeiros a reconhecer a necessidade de estarem abertos para ouvir o dom espiritual que me é comunicado. O resultado desta constatação é que se não houver orações intercessórias para que meu ministério possa ser aceito como os de outros o são, talvez o povo de Deus nunca venha, de fato, a experimentar o mover de Deus fora dos limites traçados por seus líderes. Assim conclui a oração do autor aos hebreus: “E rogo-vos, com instância, que assim o façais para que eu mais depressa vos seja restituído” (Hb 13.18,19)

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