Diminuir a fonteAumentar a fonte 25/09/2012
Não há porque limitar a abrangência do ensino
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus. (At 20.27)

Há aqueles que se dispõe a ouvir o que tenho a dizer acerca das escrituras. Todavia basta escutar por um pouco de tempo para exclamar de duas uma: “as coisas não podem ser assim” ou então “por que ninguém ensina deste jeito”. Eu não tenho como explicar o que os pastores fazem quando se colocam a ensinar. Muitos sinceramente entendem que estão ensinando a palavra de Deus, contudo seu parâmetro para “ensino” está muito aquém do seu verdadeiro significado. Às vezes penso que seja uma questão de dom, posso ensinar a mesma coisa que um pastor ensina, usando praticamente as mesmas palavras, contudo quem ouve entende de forma consciente, enquanto que com o pastor este entendimento é como coisa decorada, reproduz as falas como chavões, mas não há mudança no processo cognitivo. Sei que a ciência do ensino explica a diferença entre uma metodologia e outra, todavia prefiro usar os argumentos da Bíblia para me fazer entender.

Basicamente a salvação se desdobra em justificação, santificação e glorificação. A grande maioria dos pastores tenta aplicar a justificação como resposta para toda e qualquer situação existencial. Para estes, uma vez salvos em Cristo Jesus, não podemos falar nada que possa deixar o cristão apreensivo. É preciso o tempo todo assegurar que ele está salvo e que pode descansar. Estes pastores não percebem uma realidade que está diante de seus olhos: as suas ovelhas estão vivendo em conflito perpetuo uns com os outros. Paulo retrata este comportamento com três palavras: “inveja, contendas e dissensões” (I Co 3.3). Os líderes estão trombando uns nos outros, disputando cargos por questões de egos, cada um mais cheio de si que outros e, para seus pastores, isso é normal, afinal acontece em todas as igrejas, porque não haveria de se passar o mesmo na sua. Paulo chama isso atitude carnal, mas rotular certos comportamentos hoje passa a ser visto como estranho àquilo que é politicamente correto. Hoje não se aceita que se coloque dedo na ferida porque pode melindrar os crentes e estes facilmente procurar outra igreja. Melhor viver da aparência do que tratar com seriedade os problemas.

Muitos destes pastores arvoram para si a cultura como explicação para o comportamento cristão. Alegam que o povo age deste ou daquele modo, portanto nada pode ser feito para mudar este estado de coisas. Esta é a razão porque se busca pregadores que possam reforçar comportamentos existentes, nada que faça o cristão pensar seriamente em sua condição espiritual. Uma coisa sei, diante de uma dada situação existencial, se tenho oportunidade de ministrar, não falo por melindres, mas procuro demonstrar o mais pontualmente nas escrituras qual a verdadeira causa do problema e como é o agir divino naquele contexto. Entendo que a palavra de Deus, uma vez exposta com fidelidade, tem poder em si mesmo para mudar o contexto, visto ser ela viva e eficaz (Hb 4.12), uma vez proclamada faz exatamente aquilo para o qual ela foi chamada (Is 55.11). Assim, não queiram que eu abra a boca para reafirmar o que comumente se ensina, mas se eu vier a me manifestar, meu objetivo será levar o indivíduo a pensar por si mesmo a luz da palavra de Deus.

Sou constantemente arguido que não posso ensinar muita coisa, o povo não pode suportar. É preciso ir gota a gota, como se fosse eu o arbítrio para dizer o que alguém precisa ou não. Fico me perguntando como um pastor pode seriamente reter a verdade para sua comunidade esperando por dado momento em que ela haverá de estar madura para receber verdades profundas. Note uma coisa, Paulo ficou umas quatro semanas em Tessalônica, teve de sair de lá corrido (At 17.10). Paulo ali permaneceu por três sábados (At 17.2), contudo ao escrever a segunda cartas aos tessalonicenses, disse-lhes que ninguém precisava lhes ensinar acerca do anticristo, porquanto eles já conheciam esta doutrina (II Ts 2.5). É só fazer uma avaliação hoje, tem igreja que o cristão já está nela a mais de 20 anos e ainda nada sabe sobre o anticristo e seu modo de operar. Os pastores ainda estão esperando momento oportuno para lhes ensinar, assim o livro do Apocalipse, por exemplo, vai ficando de lado, fazendo nele uma ou outra referência.

Eu não sei o dia de amanhã. Não sei quanto tempo terei de oportunidade para estar com alguém. Sei de uma coisa, no tempo que eu tiver, vou procurar ensinar tudo quanto sei, com a maior propriedade possível, porquanto nunca saberei como ele precisará deste conhecimento em dias futuros. Este procedimento adoto não só na igreja, mas em todo lugar que eu tenha oportunidade de trabalhar. Entendo que todos em minha volta precisam conhecer tudo quanto sei, porquanto se algum dia eu partir, eles poderão continuar fazendo o mesmo trabalho com a mesma propriedade, não sou insubstituível.

É-me perguntado como posso saber certas coisas acerca da Bíblia que outros não notam. Eu só posso explicar isso como dom de Deus, não sou melhor que ninguém, apenas tive a graça de Deus de ler os livros certos no tempo certo na ordem certa. Sei que Pedro falou acerca de Paulo que os inconstantes costumam torcer seus ensinos (II Pd 3.15,16). O que procurei fazer foi estudar com constância, perseguindo o entendimento de certas questões na Bíblia, não aceitando respostas prontas e frases chavões. Ademais, procurei aprender de tal modo que conhecesse o processo pelo qual o conhecimento é constituído de forma a poder replicar para que outro possa entender com a mesma propriedade. Sei que muita gente tem preocupação terrível quando leva uma pessoa a raciocinar, me dizem que isso leva o indivíduo a se tornar crítico. Minha resposta é uma só, se o juízo de valor procede do conhecimento orgânico das escrituras, a única atitude possível diante dos erros dos outros é a mansidão e a intercessão, visto que ninguém pode abrir a cabeça de ninguém e impor-lhe conhecimento.

Tem aqueles que gastam mais tempo em tentando explicar porque os outros pastores não ensinam o que ministro do que em realmente entender o que estou falando. Eles partem do princípio que se eu estiver certo, tudo o mais está errado. Nunca me arvorei da premissa que só eu conheço a verdade, agora aprendi com Paulo que cada um no corpo de Cristo tem seu próprio dom para a edificação da igreja. Valorizar outro dom e simplesmente me ignorar positivamente talvez não seja a atitude mais sábia.

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