Diminuir a fonteAumentar a fonte 21/10/2012
O maior desafio da igreja nesta era
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo e para que, pela fé, nós recebamos a promessa do Espírito. (Gl 3.14)


No meio cristão é dado grande ênfase sobre as bênçãos de Deus. Somos motivados a buscar prosperidade financeira e saúde perfeita como expressão maior do nosso relacionamento com Deus. Esta pregação se tornou padrão por todas as igrejas, gerando uma régua por meio da qual se mede a espiritualidade de uma pessoa. Em alguns lugares qualquer indício de pobreza é visto como uma maldição que deve ser combatida com veemência O que se observa é que em muitos lugares a necessidade de buscar a benção divina está ofuscando a mensagem da salvação. É só fazer análise do discurso, enquanto em todos os cultos é dado ênfase sobre dízimo e ofertas, inclusive com exposição de motivos, nem todos os cultos se faz apelo aos perdidos com embasamento bíblico desta necessidade. Sob esta ótica, há uma prevalência da ministração sobre prosperidade em detrimento a muitas outras doutrinas das escrituras.


Alguém disse acerca da mensagem com ênfase nas finanças que é preciso ser repetitivo nesta área porquanto muitos têm o coração preso em seus bolsos. De fato é preciso entender que o homem tem uma tendência inata para abrigar dentro de si a avareza, até porque o cristão pode desenvolver dois raciocínios, o primeiro, entender que seu relacionamento com Deus fica restrito a esfera espiritual, porquanto Deus é Espírito (Jo 4.25). Foi assim que procederam os crentes macedônicos, que abundavam na fé, e na palavra, e na ciência, e em toda diligência e no amor aos seus líderes (II Co 8.7), contudo tiveram que ser ensinado pelo apóstolo Paulo a acrescentar a esta extensa lista de cunho eminentemente espiritual, a generosidade por ser esta prática firme fundamento de glória (II Co 9.4). Assim, de fato é preciso pregar com veemência acerca da importância de dizimar e ofertar para que sejamos despertos para a necessidade de socorrermos os que padecem necessidades, principalmente entre a família de Deus, bem como para que o evangelho possa avançar, porquanto a seara é grande. O que não podemos perder de vista é que toda e qualquer atitude em relação ao evangelho passam por três pilares básicos: tudo para a glória de Deus, buscando a plenitude de Deus e tocando vidas com o amor de Deus, mesmo porque “... porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8b)


A Bíblia é extremamente ampla em seu conteúdo. É inesgotável as variantes que podemos alcançar em relação às mensagens. Não se pode afirmar com propriedade que direção melhor haveria de ser ministrada em uma dada comunidade. Como o Senhor Jesus é o cabeça da igreja, Ele, melhor do que ninguém, conhece qual deve ser o alimento que Seu povo precisa em determinado contexto e isso é transmitido ao anjo da igreja. Assim, é tolice querer mudar a direção que dado pastor imprime à suas ovelhas, porquanto Deus mesmo trata com Seus ungidos e, como está escrito: “Não toqueis nos meus ungidos e não maltrateis os meus profetas” (Sl 105.15). Se as escolhas destes atuam com objetivo de enfatizar a prosperidade financeira e saúde perfeita como mensagem adequada e necessária à sua congregação, que seja, são eles, não outro qualquer, que hão de dar conta de suas ovelhas (Hb 13.17).


Tendo profunda consciência que cabe ao pastor local, como anjo da igreja do Senhor, a responsabilidade de imprimir direção à suas ovelhas, escrever de algo diferente daquilo que eles entendem ser adequado para elas deve ser feito com temor e tremor diante de Deus. Afinal, quem, em sã consciência, poderia ter a pretensão de dizer o que é melhor para o povo de Deus? Compreendendo os limites que temos para ampliar a visão dada à igreja do Senhor, o que podemos fazer é conclamar ao povo de Deus como fez Paulo: “Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Ef 5.14). Os que forem despertados pelo Senhor, se pastores, estes podem, por sua autoridade própria, ensinar a igreja acerca do que estamos a falar, se for o corpo de Cristo, cabe a estes colocar em intercessão o que dizemos para que o Senhor, se assim for de Sua vontade, possa mover os anjos da igreja a dar ênfase em suas comunidades acerca da obra do Espírito Santo. Cada um, membro do corpo de Cristo, terá de fazer sua própria escolha.


Quando enfatizamos “obra do Espírito Santo”, do que realmente estamos falando? Historicamente a igreja brasileira esteve divida entre os tradicionais e pentecostais. Estes últimos tinham por meta demonstrar que os dons espirituais não estavam restrito ao tempo dos apóstolos, antes era uma realidade para os dias de hoje. O grande carro chefe desta mensagem era o batismo com o Espírito Santo confirmado com o falar em línguas estranhas. Não foram poucas as igrejas tradicionais que foram renovadas com base nesta mensagem e, muita perseguição e divisão se deu entre o povo de Deus. Hoje praticamente não se percebe a diferença entre os tradicionais e pentecostais, pois com o chamado movimento neo-pentecostais, os líderes retiraram das mensagens seus excessos, primaram pela unidade do corpo de Cristo e não mais enfatizaram o batismo com o Espírito Santo como carro chefe das mensagens para suas congregações. A grande ênfase passou ser a adoração e o louvor e, em decorrência, a capacitação dos membros em suas aptidões ministeriais, sejam eles talentos, dons, vocações ou capacitações. Neste período a igreja saiu do ostracismo social para se tornar influente, inclusive na política brasileira. Grandes templos foram construídos, muito se investiu no conforto e nos equipamentos. Concomitante à ênfase da prosperidade de seus membros, a igreja assistiu o próprio mundo passar por extenso período de crescimento econômico, pacificação entre as nações, abertura das fronteiras, formação de mercados comuns. É difícil saber se foi a prosperidade do mundo, de modo geral, foi decorrente de seus próprios esforços ou da intercessão da igreja por bênçãos financeiras. Por certo esta prosperidade, se deve ao mover de Deus sobre as nações ao abençoar o Seu povo.


Se por um lado os pentecostais tiveram a sabedoria, ousadia e coragem para colocar a obra do Espírito em pauta, os neo-pentecostais conseguiram levar a presença do Espírito Santo para o ambiente de trabalho, notadamente demonstrado para os que prosperaram por sua fidelidade nos dízimos e nas ofertas. Talvez tenha chego a hora de surgir um novo mover de Deus com ênfase no andar em Espírito, tal como encontramos no testemunho de Enoque: “E andou Enoque com Deus; e não se viu mais, porquanto Deus para si o tomou” (Gn 5.24). Nós podemos perceber que foi em época similar a nossa que Enoque aprendeu a andar com Deus, porquanto podemos ler acerca do teor de sua pregação:

“Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade que impiamente cometeram e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. (Jd 1.14,15)


O andar com Deus está intimamente associado com a segunda vinda do Senhor. Andar em Espírito é muito mais do que ser abençoado financeiramente ou adquirir saúde perfeita. Andar em Espírito é manter-se em intimidade com o Senhor, tendo por foco principal o fazer a vontade de Deus, independente de quaisquer circunstâncias a que esteja inserido. Andar em Espírito busca primariamente a purificação de si próprio com vista ao arrebatamento da igreja, porquanto está escrito: “E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (I Jo 3.3). Andar com Deus é expresso pela firme determinação de reputar tudo quanto perca para ter experiências profundas com Cristo Jesus (Fl 3.8). Andar em Espírito é não buscar sua própria justiça, antes “... a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte; (Fl 3.9,10).


Por certo o pastor que entender ser importante suas ovelhas aprenderem a andar em Espírito, terá que rever as prioridades de suas pregações. Precisará realmente dar oportunidade direta ao Espírito Santo de assumir a liderança de seu trabalho, colocando a si mesmo na forma do Espírito, descendo à casa do Oleiro, deixando que seu ego seja moldado conforme os propósitos divinos. A esta obra as escrituras chama de transformação, conforme está escrito: “Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (II Co 3.18). Esta não é uma obra do homem, nela não cabe o ego, mas tão somente a poderosa palavra de Deus que precisa voltar a ser como foi na igreja primitiva, pois dela se é dito: “a palavra do Senhor crescia poderosamente e prevalecia” (At 19.20).

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