Diminuir a fonteAumentar a fonte 04/01/2013
Cristão segundo suas categorias de experiências
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis; (I Co 3.1,2)

A igreja de Willow Cleek fez uma extensa pesquisa em sete igrejas com mais de onze mil formulários para mapear os cristãos em conformidade com seus anseios espirituais mais profundos. O resultado desta pesquisa foi a categorização dos cristãos em quatro grupos: a) os interessados em conhecer o evangelho; b) os cristãos que buscam em conhecer a Cristo; c) os cristãos que desejam servir a Cristo e; d) os cristãos que querem discipular outros cristãos. O primeiro e o segundo grupo tem o local de adoração como ponto de referência, observando que o primeiro grupo busca encontrar amigos cristãos que lhe possam esclarecer o evangelho, enquanto o segundo grupo querem participar em pequenos grupos para aprofundar seu conhecimento das escrituras. Já o terceiro e quarto grupo não são tão dependentes do ambiente de culto, antes preferem dedicar-se à disciplinas espirituais que possam incendiar o fervor de seu espírito. Estas disciplinas envolvem a leitura da palavra de Deus, a oração, o jejum e a generosidade. O que distingue o terceiro do quarto grupo é que o terceiro deseja serviço cristão no entorno do lugar de adoração, tais como diaconato, escola bíblica, recepção, cuidado dos veículos, etc. Já o quarto grupo quer ampliar sua área de influência, desenvolvendo ministérios de longo alcance, nos locais de trabalho, hospitais, presídios, praças públicas, etc.

Depois de terem realizado esta pesquisa a Willow Cleek percebeu que a maior parte de suas atividades giravam em torno do lugar de adoração e pequenos grupos, pouco apoio davam aos que desejavam se aplicar às disciplinas espirituais. Ademais, não tinham nenhuma experiência em atuar como parceiro dos membros da igreja que tinham por propósito desenvolverem ministérios de longo alcance. Eles se viram obrigados a repensar toda sua forma de atuação para que pudessem alcançar todos os grupos cristãos. Creio que este tem sido o desafio de todas as igrejas.

O que podemos perceber é que a igreja atua como um corpo orgânico, onde cada parte precisa achar sua justa operação para que possamos ter todos seus membros devidamente engajados no serviço do reino de Deus. Geralmente o limite para que possamos chegar neste nível está no pastor presidente da igreja. Isto porque Deus se deixa limitar no exercício da fé que o homem de Deus exerce em Sua presença, pois está escrito: “... como creste te seja feito...” (Mt 8.13). Obviamente o Senhor Deus não se limita a este pastor, porquanto se ele não for capaz de levar seu povo à plenitude daquilo que Deus tem para Sua igreja, por certo outro povo será levantado com este propósito, porque também está escrito: “... Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá...” (Et 4.14).

Não são poucos, por exemplo, que se convertem em igrejas que atuam exclusivamente na área de libertação e cura, mas depois, caminhado um bom tempo com este povo, percebem que aquela igreja nada mais tem a oferecer para seu crescimento espiritual, fazendo-os mudar para outras comunidades cuja visão esteja mais adequada ao seu crescimento espiritual. Como as igrejas não analisam o que leva seus membros a deixarem suas denominações, nada fazem para ampliar o escopo de sua atuação. Muitas destas, mesmo que quisessem não poderiam porque os pastores que presidem estes rebanhos se sentem ameaçados por aquilo que não conhecem, impedindo que novas frentes de atuação sejam abertas em suas próprias igrejas. Preferem serem vistos como especialistas a atenderem as reais necessidades de seus rebanhos.

Outros pastores que lideram seus rebanhos, mesmo estando dispostos a atuarem nas mais diferentes áreas, podem se verem limitados porque seus referenciais, outros líderes que se espelham, são tão limitados quantos eles. Assim, permanecendo neste paradigma não conseguem ampliar suas áreas de atuação, mesmo interessados em fazê-lo. Neste caso suas igrejas já atingiram o máximo que consegue alcançar, evitando avançar por ministérios que lhes sejam desconhecidos.

Na verdade nós podemos optar por dois caminhos, o primeiro, de agir em conformidade com que nossa fé alcança. Há tanta provisão de Deus para este nível que poderia permanecer nele por toda a existência e a obra do Senhor nesta igreja já seria algo extraordinário. O outro caminho é o de avançar em conformidade com o que aprendemos da palavra de Deus, porquanto está escrito: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (Jo 7.38). Os que optam por este caminho precisaram avançar de tempo em tempo por áreas espirituais que lhes são completamente desconhecidas, contudo estão convictos que o Senhor haverá de lhes dar luz a cada passo, mesmo que não saibam, no inicio da caminhada, exatamente para onde estão indo.

O apóstolo Paulo tinha uma ampla visão das necessidades dos cristãos. Em sua perspectiva, os cristãos podiam ser categorizados como os bebes em Cristo, os ditos carnais e os espirituais. Alguém poderia condenar este tipo de classificação, entendendo que estaria abrindo caminho para o orgulho espiritual, porquanto os espirituais estariam vangloriando-se de sua posição. Bastaria a leitura de um único verso para entender que decididamente não é este o jeito de Paulo entender os níveis de crescimento espiritual. Está escrito:

Irmãos, se algum homem chegar a ser surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, encaminhai o tal com espírito de mansidão, olhando por ti mesmo, para que não sejas também tentado.

De modo algum o apóstolo Paulo entendia que os espirituais podiam orgulhar-se de sua posição, porquanto se o fizessem estariam muito próximo à sua própria queda, com grande chance de vir se assemelhar àqueles que acusam. Uma coisa é certa é preciso conhecer as categorias que identificam grupos de cristãos para que possamos desenvolver ministérios que atendam a todas as necessidades.

Clique e comente este texto

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Clique para o Plano de salvação por pergunta

Clique para o Estudo para novo convertido - 01/10

Clique para o Estudo para batismo 01/10

Clique para o texto Ministração para libertação interior e perdão

Clique e de seu testemunho de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador pessoal