Diminuir a fonteAumentar a fonte 05/01/2013
Lidando com o contraditório
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; (Gl 4.19)

Muitos líderes cristãos têm dificuldade de lidar com o contraditório. No seu entendimento a posição que o ocupa lhes faculta a condição de entender tudo quanto precisa ser compreendido em determinado assunto. Qualquer conhecimento que esteja acima de sua capacidade de reflexão é rejeitado prontamente como sendo algo que não procede de Deus. Não percebem que, ao imporem o limite do seu conhecimento àqueles que estão sob sua liderança, estão, na verdade, refreando o crescimento espiritual de suas ovelhas. Como hoje o conhecimento é fornecido em plataformas abertas, seja por causa dos livros escritos, dos vídeos postados na internet, dos ministérios televisivos, o conflito entre estes lideres cristãos e seus membros tende a aumentar, podendo impor, até mesmo, a ruptura. Talvez seja esta uma das maiores explicação para o surgimento de milhares de igrejas fundadas por lideres que se viam cerceados em suas comunidades de origem. Se eles tivessem sido devidamente abrigados onde estavam, atuando na plenitude do dom que lhes fora dotado, quem sabe a história das igrejas de origem não seria outra.

Na realidade nós temos dois aspectos a considerar em relação ao crescimento espiritual. O primeiro diz respeito aquilo que naturalmente um ministério é capaz de fornecer aos seus membros, visto que Deus atua em cada igreja no limite da capacidade de entendimento do pastor que a dirige, conforme está escrito: “... como creste te seja feito...” (Mt 8.13). O segundo aspecto diz respeito ao plano divino que o Senhor tem para Seu povo que independe do que o pastor da igreja local entende ou não. É certo que “... Deus não é Deus de confusão, senão de paz...” (I Co 14.33). Naquela igreja que ficou estabelecido certo limite, neste a obra de Deus se circunscreverá, qualquer movimento dentro dela fora da visão do pastor que a preside será considerado um ato de rebelião mesmo que esteja plenamente dentro do plano de Deus para seu povo na face da terra. Como cabe ao pastor que dirige sua comunidade definir o nível espiritual que quer dar ao seu povo, nada pode ser feito neste âmbito para mudar esta realidade senão interceder.

Por certo onde há humildade, este limite nunca é estrito, porque o que define o crescimento espiritual de dada comunidade não é o pastor em si, mas a forma como ele fundamenta seu relacionamento com Deus. Para qualquer homem de Deus, seja ele líder ou não, o Senhor colocou que nossa capacidade de crescimento espiritual deve estar vinculada à nossa disposição de se colocar nas mãos de nosso Mestre, como está escrito: “... aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. (Mt 11.29)”.

Qualquer igreja local estará circunscrita à dimensão do seu próprio pastor, isto é um fato e muitos pastores se prevalecem desta verdade e deste principio espiritual em detrimento ao bem estar de suas ovelhas. Uma coisa é certa, isso é com ele e Deus no devido tempo. Cada pastor precisa estar consciente ao que está escrito na própria palavra de Deus  conforme lemos: “nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” (I Pd 5.3).

Não posso dizer o que o pastor de uma determinada comunidade quer para sua igreja, isso poderia ser percebido com muita facilidade pela análise do discurso. Certos pastores se atem apenas a alguns aspectos da palavra de Deus, querendo fazer crer aos seus membros que seu conhecimento diz respeito a totalidade das escrituras. Estão no seu direito, porquanto são responsáveis pelo rebanho que conduzem, mesmo porque está escrito:

Obedecei a vossos pastores e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossa alma, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil. (Hb 13.17)

Cada membro deve estar sujeito ao seu pastor, não criando a ele nenhuma confusão, se debaixo de seu ministério tiver oportunidade de ministrar, deve fazê-lo restrito à capacidade deste pastor perceber a obra de Deus, lembrando que Deus não é Deus de confusão. Agora sujeitar-se a um pastor não impede que a palavra de Deus seja ensinada com toda propriedade, obviamente isso não será possível dentro de seu ministério se por ele for tolhido, mas há muitas plataformas de ensino que não estão sujeita a estes ministérios, a internet é uma delas. Claro que isso sempre traz problema porque se alguém aprender algo que não pode aplicar em seu próprio ministério, um dilema lhe é criado, contudo o nosso Deus saberá por certo como adequar todas as coisas para que a liderança do pastor local seja respeitado, contudo o crescimento espiritual não seja cerceado. Voltemos então ao que Paulo está a dizer, leiamos de novo:

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; (Gl 4.19)

Por certo Paulo está vendo muito mais que o cristão consegue perceber para si mesmo. Paulo foi separado para o evangelho e o pregou com todo destemor, mesmo, em alguns momentos, não sendo compreendido pelos doze apóstolos que deveriam definir a pauta da verdade conforme o testemunho que tiveram em Cristo Jesus. Paulo não se atinha a um pequeno conjunto de verdades, antes ele mesmo declarara: “... nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus” (At 20.27). Paulo demonstra que, quer os pastores das igrejas locais gostem ou não, há sempre mais verdade do que eles próprios conseguem transmitir, porquanto se estes se atem a um conjunto de verdade que presumem dominar, Paulo declara que há muito mais por ser visto.

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