Diminuir a fonteAumentar a fonte 06/01/2013
A meta ministerial
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; (Gl 4.19)

Paulo é movido por uma visão que está muito acima da realidade perceptível do ser humano. Ele deu testemunho de si mesmo nos seguintes termos: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (At 26.19). E por ser nutrido nesta visão, Paulo não desfalecia enquanto seu alvo não fosse alcançado. Em certo lugar ele escreveu algo que marca profundamente suas mais nobres intenções:

Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. (II Co 11.2)

O propósito de Paulo deveria envergonhar profundamente a maioria dos ministérios existente hoje na igreja brasileira. Sua intenção não era tornar a igreja uma sucursal do SEBRAE, movendo os membros sob os seus cuidados a buscarem o enriquecimento material como prova da benção divina. Paulo não estava interessado em fazer com que seus membros dessem prova evidente de riquezas materiais tais como: carros, casas, rendas e coisas semelhantes a estas, antes seu maior propósito era fazer com que a igreja, corpo de Cristo, estivesse apta a se apresentar ao Seu Noivo como uma virgem pura. Em certo lugar ele escreveu:

temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo. (II Co 11.3)

Há certas coisas que são contradizentes e incompatíveis, isto porque quando o púlpito direciona suas mensagens para que os cristãos tenham cada vez mais, se abasteçam daquilo que se entende ser a benção de Deus, posse de bens materiais, não há como, ao mesmo tempo, propor que a igreja se apaixone profundamente por seu Noivo. Ou vamos estar buscando as coisas desta vida tentando fazer dela um dote para o Noivo ou vamos nós mesmo nos esmerar em alegrar com a presença do noivo. Ou estamos interessados em provar das delicias da sala do banquete, onde o estandarte sobre nós é o amor (Ct 2.4) ou então vamos nos assemelhar as gente deste mundo cujo propósito gira em ter cada vez mais. Ademais, aos que exortam os cristãos a serem ricos materialmente falando, não conhecem à luz da palavra a extensão de seu pedido, porquanto está escrito:

os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. (I Tm 6.9)

Nós precisamos entender que ser rico materialmente falando no reino de Deus não é coisa para qualquer um. Não importa o quão espiritual se é, todo aquele que se propõe a enriquecer-se haverá de se submeter a tentações quais que pode não estar preparado para suportá-las. Temos muito testemunho de homens que alcançaram riquezas e se afastaram da casa de Deus. Escolher ou não ser rico é o problema de cada indivíduo, agora exortar do púlpito a que alguém seja rico é o mesmo que o mandar cutucar o diabo de vara curta.

Alguém pode se perguntar: igreja alguma exorta alguém a ser rico, ela apenas pede que se busque prosperidade. Sejamos sinceros conosco mesmo: exortar alguém que de cada vez mais é o mesmo que dizer que busque acrescer sua riqueza tanto quanto seja capaz de conseguir. Se os ricos já caem em tentações, exortar a ser rico é o mesmo que pedir a que se submetam deliberadamente às tentações.

Por certo alguém pode dizer: ninguém faz voto de pobreza, precisamos usufruir do melhor deste mundo, somos filhos do rei. Quem assim pensa, há de obter o que busca, não resta dúvida que isso é possível porque tudo será feito como está escrito: “... como creste te seja feito...” (Mt 8.13). Se este pastor consegue conviver com o que ensina, cabe a ele se explicar diante de Deus e dos homens. Há propósitos muito mais nobres que isto, como o de preparar a noiva para o Cordeiro. Paulo, em outro lugar, escreveu que o ministério, que é formado por apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, estes tem um único objetivo pelo qual devem zelar seus ministérios:

querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em caridade, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, (Ef 4.12-15)

A meta do ministério não é o de se especializar em focar toda a igreja em uma busca desenfreada por bênçãos materiais como forma de mostrar-se abençoado por Deus. Sempre haverá gente rica no meio do povo de Deus para, com seus bens, mostrar a dimensão do seu próprio coração, que é a generosidade. Estes dão e ser-lhes-ão dado ainda mais porque direcionam seus bens materiais em atender as necessidades do povo de Deus. Agora, como é impossível que toda uma igreja seja agraciada com a mesma vocação, porquanto neste caso todos precisariam ser empresários e empreendedores, não sendo dado a nenhum cristão o direito de ser funcionário ou servidor público, então o ministério precisa ter o devido equilíbrio de promover o crescimento espiritual de toda igreja por igual, cada um na vocação em que foi chamado.

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