Diminuir a fonteAumentar a fonte 29/05/2013
A prosperidade de Israel vinculado à terra
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

E disse o SENHOR a Abrão, depois que Ló se apartou dele: Levanta, agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde estás, para a banda do norte, e do sul, e do oriente, e do ocidente; porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre. (Gn 13.14,15)

Nós precisamos considerar o fluxo da história que procede da revelação, a Bíblia, para podermos compreender certos aspectos da vida moderna. Se não abordamos esta história com a devida propriedade, podemos cometer gravíssimos erros de interpretações teológicas e, muitos têm usado este desconhecimento da história para impor sua própria verdade àqueles que ignoram este fluxo da história. De antemão é preciso afirmar que a visão da história aqui tratada tem por escopo a Bíblia, por considerar este livro como sendo a palavra de Deus. Assim, toda a história secular anda a reboque desta história bíblica, ou seja, estabelecendo Deus como referencial da verdade, bem como Sua palavra revelada, tudo o mais está ou não ajustada a ela, visto que somente a história na perspectiva divina adentra a eternidade, todo o resto cessa no juízo final.

Olhando a história sob a perspectiva divina, podemos definir cinco momentos principais: àquele que vai da criação à queda do homem; depois temos a sequência da genealogia de Adão, o primeiro homem criado, que finda no dilúvio; em seguida vem a geração pós diluviana prosseguindo até Abraão; segue então a história de Israel iniciada em Abraão, dando prosseguimento em sua descendência por meio de Isaque e Jacó indo até a morte e ressurreição de Jesus Cristo e a história da igreja que vem desde o pentecoste até os dias de hoje. Esta é uma visão bem sintética da história que implica em muitos desdobramentos e, se quisermos resumir ainda mais este fluxo histórico, podemos retratá-la em três momentos: Deus atuando com toda a humanidade até a chamada de Abraão, restringindo Sua atuação com o povo de Israel até a morte de Jesus Cristo e ampliando Seu escopo para alcançar toda a humanidade por meio da igreja. Há de se observar que Israel também foi chamado para alcançar a humanidade por meio de sua nação, contudo nunca conseguiu cumprir com a devida propriedade esta missão, razão porque enfatizamos a restrição, antes que seu hipotético alcance.

Alguém, fazendo esta leitura, poderá considerar o escopo da história divina como sendo extremamente restritivo e excludente. Seria preciso trazer uma cosmovisão bíblica muito abrangente para dirimir todas as dúvidas, o que é perfeitamente possível, contudo, para o escopo deste texto, basta apontar estes pontos com o propósito de dar desenvolvimento aos objetivos do tema. Uma coisa é certa, para entendermos a complexidade precisamos construir alguns pressupostos básicos e esta é a grande vantagem da verdade, é possível trazer estes pressupostos básicos e, se tempo houver, aprofundar em cada um deles e haveremos de perceber quão poderosa é a palavra de Deus, porquanto em qualquer linha da verdade que busquemos, todo o escopo se firma como um edifício perfeitamente construído.

O fato é que aprouve a Deus, depois dos eventos da criação, queda, dilúvio e confusão das línguas na torre de Babel, escolher para Si um povo, dando início a esta nação por meio de Abraão e sua esposa. O leitor poderia considerar que um cidadão, morador da pequena e quase desconhecida cidade de Ur dos Caldeus, não poderia ser o único contato divino com alguém deste planeta naquele dado instante da história. Se Deus existe, não poderia se restringir a um único habitante para construir o que quer que seja. De certo modo foi esta a mesma impressão que houve acerca de Jesus Cristo. Quando ele foi apresentado para Natanael, que viria a ser um dos doze discípulos, ao saber que Jesus Cristo fora morador da pequena e obscura cidade de Nazaré, disse incrédulo: “... Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?...” (Jo 1.46). O fato é que, salvos as proporções o obscuro Bill Gates, que iniciara seu trabalho em uma pequena oficina de sua casa, revolucionou e impactou profundamente o mundo digital por sua invenção conhecida por Windows, portanto temos como entender que um homem, por menor que o seja, dependendo de suas escolhas, tem como afetar profundamente a humanidade. Por certo pouquíssimos homens se comparam a Abraão. À partir da raiz de Abraão nós temos o surgimento de três grandes religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo, razão porque temos de prestar muita atenção sobre o significado da interação de Deus para com Abraão no curso da história.

Já na chamada de Deus para com Abraão temos uma vinculação entre o seu relacionamento com o Senhor e a terra de Canaã. Quando Deus o chamou, Abraão não sabia qual era seu destino, porquanto o Senhor lhe dissera: “... Sai-te da tua terra ... para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1). Hoje nós vemos Israel em permanente conflito com os países vizinhos por conta desta mesma terra, contudo temos de observar o seguinte: Abraão não teve direito de escolher qual seria a terra da promessa, ademais não foi a primeira vez que Deus intervira diretamente nos negócios humanos de forma tão incisiva. Temos de nos lembrar que, ao criar o primeiro homem, Deus mesmo plantou um jardim e o entregou aos cuidados de Adão, jardim este que fica nas proximidades do rio Tigres e Eufrates, região esta hoje conhecida por Iraque. Outra questão que temos de entender diz respeito a soberania divina, Deus mesmo define em Sua soberania, qual o lugar reservado a cada nação, em especial, Israel. Como vivemos em um mundo fortemente centrado no homem, não se concebe que Deus possa agir de forma tão determinada nos negócios humanos que possa definir um local para uma nação, todavia o fez. Se quisermos questionar Sua bendita escolha, então devemos ler com prudência as seguintes palavras do apóstolo Paulo:

Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura, a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? (Rm 9.20,21)

Deus é o Criador dos céus e da terra, tem pleno direito para dispor Sua vontade como Lhe achar conveniente e, principalmente Israel, se insere neste contexto. Obviamente haveria muito o que dizer sobre como o Senhor dispõe Sua vontade, por hora basta dizer que Israel está onde está porque assim determinou o Senhor. Retirar Israel de lá, aniquilar sua existência como Hitler tentou fazer, equivale a expulsar o próprio Deus do planeta que Ele criou. Como Deus é quem é, isso jamais acontecerá, portanto voltamos a questão já posta, assim como se perguntou acerca de Jesus como poderia vir alguma coisa boa da insignificante cidade de Nazaré, também se pode perguntar como Deus cumprirá Suas promessas e Seus propósitos por meio do Estado de Israel.

O que se pretende mostrar neste texto ao vincular a terra de Canaã, hoje Israel, com o povo de Deus, os hebreus é que neste relacionamento entre Deus e Israel, a terra se remete como um termômetro – Israel busca a Deus, a terra produz seu fruto, Israel se afasta de Deus, a terra se torna em deserto. Se hoje Israel voltou a ser nação e aquela terra produtiva é porque há abundante promessa da parte de Deus que esta seria a consequência do retorno. Quando alguém, olhando a prosperidade de Israel, tenta aplicar o mesmo trabalho feito naquele lugar para recuperar qualquer outra área no globo terrestre, pode até conseguir relativo sucesso, contudo não há nenhuma garantia da parte de Deus que tal se sucederá. Na atual economia divina, Deus só tem compromisso com uma terra: Canaã, e com um povo: Israel, ambos intrinsicamente ligados. E porque é importante termos convicção destes fatos? Porque muitos pastores e interpretes da Bíblia usam as promessas do Antigo Testamento aplicados a Israel como se para a igreja fosse. Se Deus estabeleceu uma relação íntima entre Ele, Israel e a terra de Canaã, a relação de Deus com a igreja se estabelece entre Jesus Cristo, a igreja e a Canaã celestial. Está escrito:

Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos, à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; (Hb 12.22,23)

Precisamos entender isso: o compromisso de Deus com Israel reflete na terra de Israel, com a igreja se dá no âmbito das esferas celestiais. Não há nenhuma promessa da parte de Deus que uma nação se tornaria próspera porque a igreja se faz presente nela. Temos cristãos em todos os países, com todas as modalidades de governo possíveis, desde os mais democráticos como também os terrivelmente ditatoriais, portanto a igreja não pode associar sua existência a qualquer situação econômica que seja, agora Israel tem consciência da relação entre Deus, Israel e seu país. Se tão somente entendermos esta verdade, praticamente toda pregação focado na saúde perfeita e prosperidade material cai por terra. Não atentar para ela é se deixar prender no laço que o Senhor fez menção ao exigir nossa vigilância nesta última hora que antecede Seu retorno.

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