Diminuir a fonteAumentar a fonte 03/06/2014
Tempo de eleição III
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. (Rm 13.1)

Nós precisamos discernir o tempo em que vivemos e este discernimento se torna possível à luz da palavra de Deus. Tendo a palavra de Deus por referência, podemos considerar que o mundo se divide em duas categorias: a semente da mulher e a da serpente conforme se infere do livro de Gênesis, capítulo um, versículo 15. Saltando no tempo, e lendo o modo como Paulo percebia a realidade nos seus dias, encontramos a seguinte passagem que reafirma esta verdade: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1). Assim, ainda hoje, como foi no início, após a queda do homem, o mundo continua dividido entre os que têm a vida de Deus e os que estão mortos espiritualmente.

Logo depois da queda a linhagem de Caim, formada por todos aqueles que saíram da presença de Deus para viver em conformidade com os ditames de suas próprias consciência, deram início a sociedade como hoje a conhecemos. Caim foi responsável pela idealização de cidades (Gn 4.17) e sua descendência completou com o advento da pecuária e agricultura (Gn 4.20), lazer e cultura (Gn 4.21) e, por fim, a indústria (Gn 4.22). Foi também da lavra desta descendência a chamada lei do talião – olho por olho, dente por dente (Gn 4.24). Desde então a natureza dos governos humanos são, em sua essência, oponentes ao reino de Deus. Este fato é retrato no salmo dois, onde lemos:

“Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.” (Sl 2.1-3)

Este estado de animosidade dos governantes para com o reino de Deus se evidenciou no julgamento de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Naquela ocasião os inimigos políticos Herodes e Pôncio Pilatos se reconciliaram (Lc 23.12). Por este fato se pode inferir uma verdade importante: sempre que os governos conseguem unanimidade, estamos diante de uma ditadura ou tirania, Hitler que o diga e, por consequência, o povo de Deus é terrivelmente perseguido.

Há de se perguntar o porquê os governos possuem esta natureza de animosidade contra Deus e Seu povo. Se voltarmos à queda, veremos a presença da serpente como propositora da rebelião do homem contra Deus, ao conseguir seu intento, isso lhe permitiu se tornar o deus deste século (II Co 4.4). Esta é a razão do apóstolo João dar o seguinte veredito: “o mundo inteiro jaz no Maligno” (I Jo 5.19). Paulo reforça este entendimento afirmando que as pessoas nascidas naturalmente de mulher, sem ainda terem experimentando a vida de Deus por meio da fé em Jesus Cristo, desenvolvem seu estilo de vida “... segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.2). Assim, por traz dos bastidores da história existe esta animosidade do homem contra o reino de Deus instigado pelo príncipe deste mundo, pelo deus deste século, por Satanás, o Diabo, a antiga serpente (Ap 12.9).

O profeta Daniel revelou a espinha dorsal desta realidade espiritual na visão da estátua tida por Nabucodonosor. Esta estátua vista de cima para baixo, formada pelos minerais: ouro, prata, bronze, ferro e ferro com barro (Dn 2.32,33). Resumindo, estes minerais representavam na ordem, o governo babilônico, medo persa, grego, romano e, por último, o romano em sua segunda fase, um vindo após o outro, estando por se realizar a manifestação deste último. Qualquer que seja a conduta destes reinos, o fato é que, ao final, todos eles serão destruídos por uma pequena pedra, que representa a vitória final do reino de Deus (Dn 2.45). O que esta revelação nos ensina é que, não importa como sejam os governos hoje e como eles se portarão no futuro, haverá o tempo em que o último governo haverá de assumir o comando das nações. Este governo, formado por parte em ferro, outra em barro, será a junção daquele conhecido como homem do pecado com o próprio Satanás. Lemos acerca deste homem nos seguintes termos: “... o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira” (II Ts 2.9).

Há um agravante a ser considerado nesta realidade espiritual. Em 1948 Israel voltou a constituir-se uma nação. Para compreender a relevância deste fato, precisamos observar o seguinte: Israel foi o povo escolhido por Deus para o advento de Jesus Cristo. Como eles rejeitaram Jesus Cristo como seu rei, Israel foi espalhado entre as nações por braço do governo romano, o mesmo que contribuiu decisivamente para a morte de Jesus Cristo na cruz. Nos séculos seguintes o próprio governo romano se desestruturou, fincando suas raízes em todas as nações ocidentais, seja por sua cultura ou por seu arcabouço legal. Ocorre que a Bíblia profetiza tanto o retorno de Israel à sua terra, como também o ressurgimento do império romano, agora em formato de bloco constituído por dez nações (Ap 13.1).

Alguém pode se perguntar: o que tem a ver toda esta digressão com as eleições de 2014 no Brasil? Simples, ela se dá dentro do curso do tempo que transcorre desde que Israel se tornou nação e dentro do âmbito da formação dos blocos de nações, dos quais se destacam o bloco econômico europeu, o NAFTA e o MERCOSUL. Neste sentido, vemos o governo brasileiro, que fora responsável pela assinatura do ato de constituição do Estado de Israel na ONU, se posicionando a favor dos países inimigos de Israel. Este fato, por si só, não representa muita coisa, visto que as dez nações ou blocos de nações terão uma posição única de confrontação com o Estado de Israel, conflito este que resultará na batalha do Armagedom conforme profetizada no livro do Apocalipse (Ap 16.16). Este quadro profético é grandioso e complexo. Não nos cabe predizer quando estas coisas se consumarão, mesmo porque está escrito: 

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento.” (II Pd 3.9)

Se por um lado Deus é o Senhor da história e sabe o que pode permitir, o que deve ser restringido e o que deve ser encaminhado para o cumprimento da palavra profética, por outro a igreja do Senhor Jesus Cristo precisa estar atenta ao que o apóstolo Paulo nos instruiu: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13.11). A igreja, os remidos do Senhor, não podem se deixar enganar por palavras vãs de seus líderes evangélicos. Não é indo nas praças públicas, fazendo demonstrações públicas de poder, que reverterá este quadro profético. Não podemos incorrer no erro de querer a implantação cabal do reino de Deus sem o Rei, Jesus. Não é por articulação política que vamos retardar ou adiantar o relógio profético, mas sim, por meio da intercessão. A situação é por demais complexas para discernirmos ela com nossos olhos naturais. Não temos como saber o que está se passando nos bastidores da história. Não temos como entender o modo como o deus deste século está articulando a vinda do anticristo para o mais maligno pacto de todos os tempos. Não temos como saber do papel que cada governante mundial terá nesta formação dos blocos de nações. Por outro lado temos como nos achegar ao Deus vivo e verdadeiro e confiar inteiramente em Sua bendita graça e misericórdia. 

O maior problema da igreja hoje é ignorar a palavra profética como fonte de consciência política. Grande parte dos líderes cristãos procura passar à igreja a percepção que tudo que diz respeito às profecias é complicado e questionável. Mantendo o povo de Deus na ignorância, conseguem grande margem de manobra para manipulação. É por isso que a liderança que procede desta forma constrange os que não concordam com suas posições no alto do pretenso conhecimento teológico que julgam ter, exercendo domínio de cabresto sobre seus membros, o que lhes permite negociar o voto com o maior ganho possível, como diz o apóstolo Pedro, por sórdida ganância (I Pd 5.2,3). Queira Deus que encontremos nos nossos dias a mesma extirpe de crente dos dias de Elias, quando o Senhor lhe disse: “... Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal” (Rm 11.4).


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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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