Diminuir a fonteAumentar a fonte 11/01/2008
Discernindo a glória de Deus
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Disseram, pois, Moisés e Arão a todos os filhos de Israel:

À tarde sabereis que o Senhor é quem vos tirou da terra do Egito, e amanhã VEREIS A GLÓRIA DO SENHOR, porquanto ele ouviu as vossas murmurações contra o Senhor; e quem somos nós, para que murmureis contra nós?

E quando Arão falou a toda a congregação dos filhos de Israel, estes olharam para o deserto, E EIS QUE A GLÓRIA DO SENHOR, apareceu na nuvem.

Então o Senhor falou a Moisés, dizendo:

Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes:

é tardinha comereis carne, e pela manhã VOS FARTAREIS DE PÃO; E SABEREIS QUE EU SOU O SENHOR VOSSO DEUS.” (Ex 16:6,7,10-12)

Nem uma outra coisa supera o deleite de vermos a glória de Deus. Nada pode cativar mais nosso coração, nenhum outro desejo pode se equiparar a este. A glória de Deus deve atrair nossos olhos, nos constituindo testemunhas idôneas do Senhor.

A presença da glória de Deus deve nos dar convicção que servimos ao Deus verdadeiro. A manifestação da glória de Deus deve nos fazer meditar nos feitos divinos. A constatação da glória de Deus deve fazer calar nossos lábios, maravilhados pela presença do Senhor.

A evidência da glória de Deus deve converter toda murmuração em expressões de louvor e adoração, consternados por nossos corações endurecidos e nossa incredulidade manifesta em palavras de desagravo ao Senhor.

Glória tem por raiz, na língua hebraica, o termo “dignidade”. Aplicada a Jeová, a glória de Deus denota “a revelação do ser, da natureza e da presença de Deus para a humanidade” (1).

Quando Moisés esteve no monte Sinai para receber as tábuas da lei, uma nuvem cobriu o monte, sendo reconhecida como a glória do Senhor (Ex 24:15,16).

Quando uma nuvem cobriu a tenda do tabernáculo, foi dito que “a glória do Senhor encheu o tabernáculo” (Ex 40:34).

Quando Israel murmurou contra Deus pedindo por alimento, a glória do Senhor foi vista nos momentos que antecedeu a chegada das codornizes e do maná (Ex 16:10,13).

Assim a glória de Deus foi manifesta quando proclamada a santidade do Senhor por meio dos dez mandamentos, quando proclamada a misericórdia do Senhor por meio do tabernáculo e quando proclamada a bondade de Deus por meio do pão que desceu do céu.

Em nosso íntimo uma pergunta ecoa intensamente: como podemos ver a glória de Deus em pleno século XXI? Como reconhecer a glória de Deus em nossa existência? Como identificar a glória de Deus em nosso cotidiano? Por certo podemos identificá-la com muita facilidade porque Deus mesmo disse:

“tão certo, porém, como eu vivo, e como a glória do Senhor encherá toda a terra” (Nm 14:21)

Por esta declaração do Senhor podemos ter duas certezas indissociáveis: É certeza absoluta a existência de Deus, como também o é a manifestação de Sua glória, que cobre toda a terra. É tão certo que Deus vive como é certo que Sua glória se faz presente em toda a terra. Se temos tanta convicção do Deus vivo, por que temos dificuldade de identificar Sua glória, visto ela ocupar toda a terra?

Em parte porque em nosso imaginário a glória de Deus se manifesta nos mesmos termos que Deus é. Como Deus é Espírito (Jo 4:24), esperamos que a glória de Deus seja qualquer coisa que se manifeste do mesmo modo, portanto algo invisível, intangível, intocável, impalpável e incorpóreo, algo que esta acima de nossa capacidade de compreensão, fora do mundo dos sentidos, no campo dos mistérios.

Idealizando a glória de Deus sob o manto da incompreensibilidade e da intangibilidade, o que nos resta mesmo é uma sensação de desconsolo e desconforto. Por conta desta idealização, nossa leitura da Bíblia fica prejudicada, porque mesmo lendo os textos onde são relatados as manifestações da glória de Deus, restringimos e confinamos a glória de Deus unicamente aos poucos privilegiados nominados nas escrituras sagradas. Queremos ver a glória de Deus tanto quanto eles, mas sentimo-nos frustrados e indignos de não sermos participantes do mesmo favor divino.

Moisés também quis ver a glória de Deus (Ex 33:18). Para Moisés ver a glória de Deus era o mesmo que ver a face de Deus, contudo homem algum jamais viu a Deus (Jo 1:18) e permaneceu vivo (Ex 33:20). O apóstolo Paulo declarou que Deus é “aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver” (I Tm 6:16).

Se por um lado Deus nunca foi visto por quem quer que fosse, todavia a Sua glória poderia ser vista de alguma maneira. Jesus disse a Marta que se ela cresse haveria de ver a glória de Deus (Jo 11:40). De algum modo Moisés também foi favorecido pela mesma misericórdia divina, portanto se soubermos como Moisés viu a glória de Deus, saberemos como Marta viu também e como nós podemos ser agraciados com o mesmo favor.

Deus disse a Moisés, em outros termos: “Minha glória, manifesta em minha face, você não poderá ver, porquanto homem algum me vê e permanece vivo. Todavia você poderá ver minha glória manifesta em minha bondade” Nos termos das escrituras disse o Senhor:

“Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o meu nome Jeová; e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem me compadecer.” (Ex 33:19)

Como nós podemos ver a glória de Deus? Como Moisés e Marta viram, como os judeus viram no deserto, em cada pequeno ato de bondade do Senhor para conosco. A glória de Deus é vista no ar que respiramos, na saúde que temos, no alimento que recebemos, no emprego que trabalhamos, no salário de nossa remuneração. A glória de Deus é vista na salvação de nossa alma, na santificação de nosso viver, na expectativa do arrebatamento de nosso corpo. A glória de Deus é vista em todas as bênçãos espirituais que somos contemplados (Ef 1:3), em tudo quanto é necessário à vida e a piedade que dispomos a nosso favor (II Pd 1:3).

Diariamente somos agraciados com atos de bondades da parte do Senhor, razão porque podemos dizer que a glória de Deus enche toda a terra. Somente o coração endurecido é incapaz de reconhecer a glória de Deus expresso em sua bondade, bem como somente a incredulidade nos motiva a murmurar contra o Senhor, apesar de tudo quanto nos tem agraciado. Cremos que é hora de dobrarmos nosso joelho em confissão ao Senhor por deixar-nos cegar, não sendo-lhe grato por tudo quanto nos tem dado e elevarmos nosso coração a Deus em adoração porque realmente estamos cercados pela glória do Senhor. Como o salmista então poderemos dizer:

“Permaneça para sempre a glória do Senhor; regozije-se o Senhor nas suas obras” (Sl 104:31)

(1) Douglas, J. D (org.). O Novo Dicionário da Bíblia. Vol. 1 e 2. 1° Ed. Sociedade Religiosa Edições Vida Nova. São Paulo, 1962 p. 672)

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