Diminuir a fonteAumentar a fonte 21/02/2012
Para trazer alguém a Cristo só falando da cruz
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezarazevedo.com.br

E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. E dizia isso significando de que morte havia de morrer. (Jo 12.32,33)

Quando de fato conhecemos o amor de Deus por nós, não há como ficar maravilhado, com o coração cheio de gratidão, pois nada se compara com a obra da redenção, mesmo porque está escrito: “... a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes” (Sl 49.8). O que o salmista nos ensina é que nenhum homem pode prover salvação para si mesmo, porquanto só há um jeito de Deus nos conceder vida – se Sua justiça for satisfeita.

Para que possamos compreender o significado da morte de Jesus Cristo na cruz, façamo-nos uma pergunta básica: o que significa morrer? Se considerarmos seu significado usual, morte tem por definição “fim da vida, interrupção definitiva da vida humana, animal ou vegetal; cessação completa e definitiva de vida; fim da existência de qualquer ser ou ente da natureza” (Houaiss). Sob a perspectiva religiosa, morte significa “separação entre a alma e o corpo, que marca a passagem a outro estágio espiritual ou à vida eterna”. Todavia nenhum destes significados representa o significado bíblico de morte, isto porque quem quer que observa a morte como um fato usual e corriqueiro na história da humanidade pode compreender verdadeiramente seu verdadeiro significado aos olhos de Deus. Na verdade a morte é a coisa mais antinatural que existe, pois ela é a sentença divina para o pecado humano. Leia por você mesmo: “mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17).

Se retiramos da morte o véu da incredulidade e olharmos na perspectiva divina, a morte é o mais terrível momento do ser humano, isto porque “como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo” (Hb 9.27). Ou seja, a morte em si não sinaliza o fim de todas as coisas, antes, pelo contrário, ainda haverá uma ressurreição que colocara todo homem natural, cujo nome não conste no livro da vida, diante do trono de Deus. Neste dia os mortos serão julgados “pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras” (Ap 20.12) e o resultado deste julgamento é ainda mais tenebroso: “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Ap 20.15).

Como a morte é a resultante do pecado cometido então considerar a morte de Jesus Cristo, o único homem que viveu sem pecado (Hb 4.15), é uma profunda anomalia. Se consideramos ainda que Jesus Cristo morreu na cruz, sendo este o mais tenebroso instrumento de morte, então temos de convir que a morte de Jesus Cristo é um profundo mistério, ainda que explicado pelas Escrituras, isto porque “o pendurado é maldito de Deus” (Dt 21.23). Como não se bastasse o fato de ser crucificado significar ser maldito de Deus, o ato de justificar o pecador também o é, conforme lemos: “O que justifica o ímpio e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro” (Pv 17.15), mesmo porque o Senhor “ao culpado não tem por inocente” (Ex 34.7). Então como pode a morte de Jesus Cristo na cruz resultar no mais glorioso instante do universo? Como pode a horrenda crucificação, vergonhosa e dolorida, ser a maior prova de amor da parte de Deus por toda a humanidade?

Começamos a compreender o significado da morte de Jesus Cristo na cruz quando entendemos que a morte é uma execução penal. Todo ser humano, independente do que faça em sua vida, seja bom ou mal aos seus olhos, tem um mesmo fim, a morte, o que nos permite concluir que todos indistintamente pecaram (Rm 5.12). Ainda que aos nossos olhos possamos considerar alguns deles justos, todavia aos olhos de Deus “todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam” (Is 64.6).

Como Jesus Cristo era sem pecado, não tinha necessidade alguma de passar pela morte, contudo ao fazer a entrega de Si mesmo, por Sua própria vontade (Jo 10.17), Ele se identificou conosco recebendo sobre si o juízo divino que nos era devido, conforme exposto pelo profeta Isaías: “ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados” (Is 53.5). Assim, Jesus morreu na cruz por Sua própria vontade, assumindo para Si este destino, também o fez por vontade de Seu Pai celestial, fazendo-se pecado em nosso lugar e foi morto por causa da maldade dos homens, sendo julgado injustamente e sentenciado a morte por crucificação.

Alguns chegam a crer que a voz do povo é a voz de Deus, nada mais longe da verdade. Jesus foi condenado pela voz do povo, que clamava de forma incessante: Crucifica-o (Mc 15.13). A sua ânsia de morte era tão forte que optaram por libertar um homicida em lugar de Jesus (Mt 27.21). O próprio Senhor já havia dito que haveria de vir um em seu próprio nome, e este seria recebido pelo povo, isto é, o homicida (Jo 5.43), que é Satanás e o Diabo, que foi homicida desde o princípio (Jo 8.44). Pilatos, representante do governo romano, também agiu por voz do povo, demonstrando sua fraqueza e covardia, porquanto mesmo sabendo ser Jesus Cristo inocente das acusações que lhe faziam (Lc 23.4), quis eximir-se de suas responsabilidades lavando suas próprias mãos (Mt 27.24). Pilatos é a figura daqueles que se aproximam de Jesus publicamente, mas negam-no com subterfúgios, buscam honrá-lo, todavia deixam-se levar por suas ambições, querem conhecer a verdade, mas se guiam por suas conveniências.

Podemos considerar a morte de Jesus Cristo sob a perspectiva dos que o conduziram à cruz, todavia há outro aspecto ainda mais elevado e profundo, incompreensível para nós, contudo repleto de amor. Jesus morreu na cruz por vontade de Deus. Sua oração no Getsemani fora: “Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade’ (Mt 26.42). Não é possível dimensionar a angústia (Mt 26,37) e a tristeza (Mt 26.38) do Senhor Jesus naquela hora. Sua agonia era tão grande que “o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão” (Lc 22.44). Em sua oração agonizante o Senhor se preparava para o fatídico momento em que haveria de separar-se do Pai, como se pode inferir por seu clamor: “Eli, Eli, lemá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). Todavia ao declarar: “Está consumado” (Jo 19.30), o Senhor Jesus cumprira toda a justiça divina, satisfazendo-a plenamente. Na cruz “a misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10), isto porque na cruz “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Quando examinamos com atenção o significado da cruz, descobrimos que Jesus Cristo morreu por nós, tal como o Senhor dissera de Si mesmo: “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Este morrer por nós significa literalmente tomar o nosso lugar no juízo de Deus, receber sobre si todo o castigo que nos eram devidos, satisfazer completamente a justiça divina quanto a necessidade do derramamento de sangue para remissão dos pecados (Hb 9.22). Por causa da morte do Senhor em nosso lugar, nossos pecados receberam de Deus a justa retribuição pela morte de Cristo (I Co 15.3), criando as condições de nos conduzir à presença de Deus como está escrito: “... Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; ...” (I Pd 3.18b). Assim, nós, “sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10).

A morte do Senhor Jesus na cruz teve, portanto, um objetivo líquido e certo, selar conosco mediante o Seu sangue derramado um Novo Testamento (Mt 26.28), razão porque nos tornamos “ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica” (II Co 3.6) porque temos agora o “Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. (Hb 9.15). Sintetizando, a morte do Senhor Jesus na cruz nos oportunizou a promessa da herança eterna gerando a base para um novo relacionamento com Deus, por meio de uma Nova Aliança (Hb 12.24), por meio da qual todos os nossos pecados foram perdoados. Está escrito: “Porque serei misericordioso para com as suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais” (Hb 8.12).
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A cruz de Cristo prova o amor de Deus por nós e abre nosso coração para o mistério do evangelho, sendo esta a razão porque “nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (I Co 1.23,24). Nenhuma outra mensagem deve ocupar o centro de nossas atenções senão a cruz de Cristo, se desejamos que outros conheçam a Cristo como nós conhecemos é dela que devemos falar porquanto está escrito: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. E dizia isso significando de que morte havia de morrer” (Jo 12.32,33). Quando compreendemos esta verdade não fazemos outra coisa senão o mesmo que o Apóstolo Paulo ao dizer de si mesmo: “nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (I Co 2.2). Preguemos, pois,  A Cristo Jesus, e este, crucificado.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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