Diminuir a fonteAumentar a fonte 13/06/2014
Libertos do domínio da lei e do pecado
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. ... não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. Pelo que isso lhe foi também imputado para justiça. E não somente por causa dele está escrito que lhe foi levado em conta, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, (Rm 4.3,20-24)

O autor aos Hebreus nos ensina que sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6), mesmo porque a fé é um dom de Deus (Ef 2.8). Ademais todo dom perfeito vem do alto (Tg 1.17). Agora é importante entender que a fé envolve certeza e convicção, isto é, um alinhamento entre a mente e o coração. É por esta razão que Tiago ensina que a fé não pode compartilhar de modo algum com a dúvida, caso contrário o crente se assemelha a alguém levado pelo vento (Tg 1.6). Se a fé precisa alinhar a mente com o coração, então o primeiro passo para seu desenvolvimento é o conhecimento da palavra de Deus com a devida consistência. Ocorre que hoje os cristãos são refratários ao estudo da Bíblia, preferindo deixar-se levar pela emoção que a música lhe traz do que gastar horas meditando na palavra de Deus.

Nós precisamos compreender que o crer em Deus é nosso ponto de partida, como foi com Abraão. No caso dele Deus lhe dissera que ele se tornaria um grande povo desde que saísse de sua terra natal e se dirigisse para um lugar desconhecido, cuja localização só se daria depois dele chegar nela. De Abraão até Jesus Cristo, muita revelação foi acrescida, sendo a principal delas a entrega dos dez mandamentos a Moisés. No tempo em que este evento ocorreu Deus orientou Moisés a preparar o povo, dando-lhe uma ordem de demarcar uma linha no entorno do monte Sinai, diante da qual o povo não podia ultrapassar. O fato é que a linha nem foi necessária porque quando Deus se apresentou no monte houve trovões, relâmpagos e clangor da trombeta de magnitude tal que fez o povo correr para longe, amedrontado (Ex 20.18).

A linha demarcatória mais os assustadores sinais da presença de Deus eram expressões da santidade divina. Ser santo significa ser essencialmente puro e perfeito, aplicado a divindade nos coloca como a própria antítese do termo. Nós, seres humanos, temos uma natureza corrupta por excelência, que tende à morte. Portanto não há nenhuma relação de identidade entre nós e Deus. Jacó compreendeu o impacto desta verdade em dada noite, quando fugia de seu irmão que queria mata-lo por ter Jacó roubado a benção de sua primogenitura. Naquela noite, fazendo de uma pedra seu travesseiro, acordou sobressaltado por causa de um sonho terrível, descrito nos seguintes termos: “Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de Deus subiam e desciam por ela” (Gn 28.12). A escada tocava os céus, Jacó dormia na terra, o mais assustador de tudo era que o Senhor Deus estava do seu lado, falando-lhe: “Eu sou o SENHOR, Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e à tua descendência” (Gn 28.13). Jacó acordou temendo e tremendo, porquanto tivera o vislumbre da santidade divina, ao ponto de exclamar: “Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos céus” (Gn 28.17).

Moisés também tivera o impacto da santidade divina ao pedir a Deus para vê-lo cara a cara. Deus lhe disse: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá” (Ex 33.20). De fato Moisés só pode contemplar Deus pelas costas, fato este que se deu antes de receber as tábuas dos dez mandamentos pela segunda vez (Ex 34.1). Paulo, comentando do teor desta lei dada por Deus, escreveu que a “a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom” (Rm 7.12), pois reflete a santidade de Deus. Façamos a seguinte análise: se agora pudéssemos ter diante de nós estas tábuas dos dez mandamentos e viéssemos a ler cada um deles, com que convicção faríamos esta leitura? Iriamos dizer a nós mesmo que a lei iria apenas confirmar nossa santidade ou então que tentaríamos descobrir que tínhamos cumprindo pelo menos um destes mandamentos? Em qualquer das duas posições, nós estamos em uma condição ultrajante, porquanto “qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10). Este é o problema que a santidade de Deus nos traz, basta tão somente um mandamento quebrado e já nos é imputado o pecado, tornando impossível Deus nos aceitar em Sua presença. Disse o profeta acerca desta verdade: “as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2).

Se o pecado nos afasta de Deus, somente a fé pode nos aproximar dele. Há de se perguntar então: fé em que? Obviamente fé em Deus, contudo, em que termos esta fé é exercida? Jesus colocou esta questão nos seguintes termos: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Se Abraão exerceu fé que seria pai de uma nação, cabe a nós exercer fé de que Jesus Cristo é o enviado de Deus para nos salvar de nossos pecados (Jo 1.29). Quando nós exercemos fé nesta verdade, nossa fé é imputada como justiça, ou seja, Deus considera a fé como toda suficiente para nos conceder este bem precioso que é a salvação e, com ela, a vida eterna. Assim acontece conosco o que se passou com Abraão, no caso dele, após ter atestado sua fé por sua confissão, Deus mesmo declarou que “... isso lhe foi imputado para justiça” (Rm 4.3). Naquele instante Abraão tivera sua dívida quitada diante de Deus e fora declarado justo. Conosco ocorre o mesmo, porquanto está escrito: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1).

Com a imputação de justiça feita por Deus e aplicada a nós, os que cremos em Jesus Cristo, o problema do pecado foi tratado de uma vez por toda. Entendamos, na morte do Senhor na cruz, a justiça de Deus foi consumada, o problema do pecado foi tratado de uma vez por toda a eternidade. Deus considerou o sacrifício de Jesus Cristo feito na cruz como todo suficiente para nos conceder o perdão, para ocultar de Seus olhos nossos pecados (Rm 4.7) e para nunca mais imputar a nós pecado algum (Rm 4.8). Com isso Deus nos libertou completamente do domínio da lei e, por consequência, do pecado (Rm 7.4). Entendamos. A lei foi dada para o homem natural compreender a santidade de Deus. Ela é tão somente um parâmetro, demonstra se estamos ou não em conformidade com este padrão. Se porventura tivermos cometido tão somente um único pecado, uma única vez na vida, se possível fosse realizar esta proeza, isso por si só já bastaria para nos tornar culpado de todos os demais, porquanto Deus mesmo escreveu cada um deles. Ocorre que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23) e como Jesus Cristo morreu na cruz de forma substitutiva, isto é, sendo Ele absolutamente santo, não podendo, portanto, ser vitimado pela morte, ao morrer, o fez em nosso lugar. Como um homem não pode ser condenado duas vezes pelo mesmo crime e como Jesus Cristo pagou a dívida que tínhamos diante de Deus, nada mais resta a nós senão o benefício do que Ele alcançou com Sua morte, isto é, a ressurreição. Assim, todo aquele que recebe Jesus Cristo como Senhor e Salvador compartilha de Sua morte, por consequência, de Sua ressurreição. Como tecnicamente já estamos mortos, a lei não mais tem domínio sobre nós (Rm 7.2).

Alguém pode perguntar: “Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” (Rm 6.1) A resposta é um retumbante não (Rm 6.2). E por que não? Digamos que nós tenhamos nascido de nossa mãe neste exato instante, já em formato adulto, contudo com a mente zerada, sem nada conhecer. Digamos que, ao sermos perguntados de alguma coisa, respondamos a nossa mãe uma mentira. Mentira é pecado? Por certo que é. Como sabemos? Porque esta escrito no nono mandamento (Ex 20.16). Mas se terminamos de nascer e ninguém nos falou da lei, como saber que é pecado? Não havia como, está escrito: “... o pecado não é levado em conta quando não há lei” (Rm 5.13). Agora, tão logo a lei nos seja anunciada vamos descobrir duas coisas: a primeira – pecamos, mentimos. A segunda, mesmo que tentemos não mentir, fazemos com insistência cada vez maior porque “... pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (Rm 3.20) e, pior, “o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno” (Rm 7.13). A lei de Deus é boa, contudo por causa de nossa natureza corrupta ela faz o oposto do que devia produzir, ao invés de nos aproximar de Deus, nos afasta dele, porquanto revela nossa natureza pecaminosa de modo implacável.

Ocorre que a lei só tem domínio sobre nós enquanto vivermos, como morremos em Cristo Jesus, ela não consegue mais exercer este domínio. Alguém pode se perguntar: que história é esta? Então estamos livres para pecar?. Voltemos ao caso do homem que nasceu instantaneamente, mentiu antes de conhecer a lei e, quando foi-lhe anunciado o teor dos mandamento divinos, descobriu-se pecador. Como Ele soube que mentira era pecado? Ele ouviu a Lei. E agora, que ele morreu para a lei, a quem ele deve ouvir? Está escrito:

“... as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (Jo 10.3-5).

‘O segredo da vida cristã esta nisso, nós não temos mais obrigação nenhuma em obedecer a lei, porque ela nada mais é que um conjunto de mandamentos escrito na fria pedra. Ela não tem o poder de falar conosco, não consegue nos transformar, nada pode nos comunicar. Antes nós agora pertencemos a Jesus Cristo, somos ovelhas do Seu pasto e é a voz de nosso bom Pastor que temos de ouvir. Esta voz é mansa e suave, se atentarmos para ela, vamos aprender de Deus (Mt 11.29). Quem anda em obediência a esta voz irá cortar volta do pecado, porquanto a voz de Deus nos conduz direto para a santidade divina.


“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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