Diminuir a fonteAumentar a fonte 17/06/2014
Os tempos do fim
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. (Mt 24.6)
Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. (Mt 24.7,8)
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mt 24.14)

Geralmente se lê a sequência destas passagens como o desdobramento do mesmo evento. Se o Senhor Jesus está a explicar aos discípulos o que há de vir, muitos pensam que o Senhor estaria detalhando estes acontecimentos que teriam início após Sua morte, fazendo menção das circunstâncias de guerras, fomes e terremotos que haveriam de ocorrer nos milênios seguintes, antes da septuagésima semana de Daniel. Para compreendermos estas distribuições de tempos comecemos pela septuagésima semana de Daniel. A expressão “então virá o fim” foi o modo como o Senhor assinalou o início da septuagésima semana de Daniel, tempo este também conhecido como Dia do Senhor. Leiamos primeiro a profecia dada por Daniel:

Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. (Dn 9.24)

Quando temos que interpretar um texto da Bíblia, devemos utilizar as próprias escrituras para compreendemos o seu significado. Quando colocamos em foco a Bíblia, estamos tratando da palavra de Deus. Ela foi escrita por homens inspirados por Deus (II Tm 3.16). Se Deus está soberanamente guiando os eventos futuros, Sua perspectiva é da eternidade passada para a eternidade futura (Sl 90.2). Por outro lado, para que o homem consiga compreender extensões de tempos, é preciso reduzi-la na sua perspectiva. No Antigo Testamento havia uma ordem divina para que a terra pudesse entrar em repouso a cada 49 anos. Para que este conceito fosse compreensível, as 49 semanas foram representada por uma semana de sete dias (Lv 25.8). Assim, uma semana correspondia ao equivalente a sete anos Aplicando esta mesma matemática ao vaticínio de Daniel temos que setenta semana corresponde a 490 anos. Este seria o período necessário para Deus implantar Seu reino eterno. Na sequência o profeta desdobra o cumprimento desta revelação em três etapas:

Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas. (Dn 9.25,26)

O profeta desdobra o tempo em três períodos: 49 anos, 434 anos e 7 anos, totalizando 490 anos. A ordem a que o texto faz referência foi dada no reinado de Artaxerxes, no sétimo ano de seu governo, isto é em 457 a.C. (Ed 4:12, 7.13). Somando os 490 anos, chega-se a data de 27 d.C., quando se dá o início do ministério terreno de Jesus Cristo, que é o Ungido a que a profecia faz referência, inclusive relatando o evento de sua morte. Há de se observar que os decretos anteriormente emitidos pelos reis Ciro e Dário tinham por objetivo autorizar tão somente a reconstrução do templo de Jerusalém. Quanto aos 49 anos iniciais que estenderam até 408 a.C, este período faz referência a restauração e reconstrução da cidade de Jerusalém, período este de muita perseguição e aflição para o povo Judeu. Com a vinda do Ungido, a contagem de tempo foi suspensa, restando tão somente sete anos para se completar. Estes últimos sete anos dar-se-á após ser cumprindo o tempo dado aos gentios (Rm 11.25), que já perduram mais de 2.000 anos.

Voltando ao que o Senhor Jesus profetizou, Ele declarou que após o mundo todo ser evangelizado viria o fim. Este fim referido por Ele corresponde a esta última semana profetizada por Daniel, tempo este quem que “o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas” (Dn 9.26). O Senhor Jesus retoma este tema, fazendo referência a estes eventos terríveis mais à frente, quando fala do “abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo” (Mt 24.15), tempo este em que “haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt 24.21). O que podemos concluir que todas as referências preditas pelo Senhor Jesus anteriores a este evento, qual sejam: guerras, rumores de guerras, reino contra reino, fomes e terremotos, dizem respeito a um tempo anterior à septuagésima semana de Daniel.

Ao buscarmos a compreensão da marcação de tempo feita pelo Senhor Jesus, qual seja, “então virá o fim”, aprendemos que o Senhor usa esta forma de expressão para especificar um marco que assinala o início de um período de tempo. Observe que na profecia de Daniel os 490 anos foram divididos em três períodos: 49 anos, 434 anos e 7 anos. Do mesmo modo o Senhor Jesus fez referência a três marcações de tempos: “ainda não é o fim”, “princípio de dores” e “então virá o fim”. Como já conseguimos compreender que após esta última marcação inicia a contagem dos sete anos preditos por Daniel, temos de nos perguntar a que evento o Senhor Jesus se refere entre as marcações: “ainda não é o fim” e “princípio de dores”. Novamente precisamos do auxílio das escrituras para compreendemos a palavra profética.

No livro do Apocalipse o Apóstolo João faz referência a três séries de eventos: os sete selos, as sete trombetas e as sete taças. Em outros textos João menciona o período de 1.260 dias (Ap 11:3 e 12.6), que equivale a três anos e meio, também descrevendo este mesmo tempo por “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Ap 12.4). Geralmente os estudiosos consideram no livro do Apocalipse tão somente duas marcações de tempos: da morte de Jesus até o arrebatamento da igreja, depois do arrebatamento da igreja o início da septuagésima semana do Senhor. Ocorre que o livro do Apocalipse faz menção a um tempo intermediário de três anos e meio. Como sabemos disso? É que a septuagésima semana de Daniel tem início com a abertura do sexto selo, quando é dito: “porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.17). O início deste período é pontuado pelo evento registrado no capítulo quatro e cinco do livro do Apocalipse, quando se dá o arrebatamento da igreja, sua chegada diante do trono de Deus, a adoração ao Cordeiro e início da abertura do primeiro selo. Este tempo é nominado no céu como sendo o tempo da “grande tribulação”, conforme podemos ler: “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7.14). Quanto tempo dura esta grande tribulação? Três anos e meio, pois este é o tempo em que a mulher vestida de glória (Ap 12.1), sendo excluída do arrebatamento por não estar vigiando, será perseguida pela grande serpente, conforme se lê: “A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias” (Ap 12.6).

Voltando novamente as marcações de tempos do Senhor Jesus: “ainda não é o fim”, “princípio de dores” e “então virá o fim”. Já vimos que o que virá depois da marcação “então virá o fim” é a septuagésima semana de Daniel. O tempo demarcado pela expressão “ainda não é o fim” é o mesmo tempo existente nos eventos que vão do capítulo um até o capítulo três de Apocalipse, também conhecido como dispensação da igreja, razão porque encontramos sete cartas do Senhor Jesus advertindo as igrejas a estarem preparadas para o Seu retorno. Agora conseguimos compreender o tempo demarcado como “princípio de dores”. Este tempo é designado no livro do Apocalipse como sendo o da “grande tribulação (Ap 7.14), tempo este que se inicia com o arrebatamento da igreja e vai até a abertura do sétimo selo, com duração de três anos e meio (Ap 12.6). Agora podemos voltar a palavra profética do Senhor para compreendê-la a luz do livro de Daniel e Apocalipse. O que o Senhor de fato declarou aos Seus discípulos foi isto: 

“E, certamente, [depois de minha morte até o arrebatamento da igreja] ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. [Então a igreja será arrebatada, depois deste acontecimento haverá uma grande tribulação (Ap 7.14)] Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. (Mt 24.6-8) 

[Ainda neste tempo, após o arrebatamento da igreja, o Espírito Santo continuará sendo derramado sobre toda carne, pois este derramamento deu início com o Pentecoste e só vai encerrar quando o sol se tornar negro e a lua vermelha (At 2.16-21), na abertura do sexto selo (Ap 6.12), este será um tempo de grande colheita (Ap 7.9), pois] será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mt 24.14) [É dai em diante que dar-se-á o início a septuagésima semana de Daniel, o Dia do Senhor, isto é, três anos e meio depois do arrebatamento].

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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