Diminuir a fonteAumentar a fonte 18/06/2014
Discernindo os tempos
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

“E, certamente, [depois de minha morte até o arrebatamento da igreja] ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. [Então a igreja será arrebatada, depois deste acontecimento haverá uma grande tribulação (Ap 7.14)] Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. (Mt 24.6-8) 

[Ainda neste tempo, após o arrebatamento da igreja, o Espírito Santo continuará sendo derramado sobre toda carne, pois este derramamento deu início com o Pentecoste e só vai encerrar quando o sol se tornar negro e a lua vermelha (At 2.16-21), na abertura do sexto selo (Ap 6.12), este será um tempo de grande colheita (At 7.9), pois] será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mt 24.14) [É dai em diante que dar-se-á o início a septuagésima semana de Daniel, o Dia do Senhor, isto é, três anos e meio depois do arrebatamento].

Nós precisamos aprender a ler baseado em categorias de pensamentos. A leitura que normalmente fazemos é um contínuo, não percebendo as nuanças do texto, suas marcações, seus compassos. A leitura sem estes critérios e sem considerar o contexto faz achar sinônimo onde não existe, conclui que o autor está a repetir suas ideias para tornar mais claro. Observe o texto acima como, com a devida contextualização, o significado da leitura é outro. Este autor inseriu no texto acima a contextualização dos eventos proféticos que se interpõe a sequencia cronológica feita pelo Senhor Jesus. Em outro texto deste autor, anteriormente publicado, foi explicado como se processou a marcação do tempo neste texto. Colocando aqui, de forma resumida o que foi exposto neste texto referido, este autor demonstrou que algumas expressões inseridas por Jesus em Sua exposição aos discípulos são, na verdade, marcações da cronologia de eventos futuros. As expressões que caracterizam marcos temporal nas palavras proferidas pelo Senhor são: “ainda não é o fim”, “porém tudo isto é o princípio das dores” e “Então, virá o fim”. Ademais, devemos ter em mente que o verdadeiro objetivo dos discípulos era conhecer que sinal haveria como confirmação da segunda vinda de Jesus Cristo, bem como da consumação do século (Mt 24.3). Os discípulos aguardavam o cumprimento das profecias acerca da instauração do reino eterno de Deus.

Estes marcos temporais podem ser melhor compreendidos à luz do livro do Apocalipse. O marco ““ainda não é o fim” correspondem ao período que vai do capítulo um ao capítulo três do livro do Apocalipse e diz respeito ao tempo conhecido como “dispensação da igreja”. O segundo marco, “porém tudo isto é o princípio das dores”, está no interstício entre o capítulo quatro, indo até o capítulo seis do mesmo livro. Também ele é retratado pelo capítulo doze  e treze do livro do Apocalipse. O terceiro marco, “Então, virá o fim”, tem início com a abertura do sexto selo do livro do Apocalipse, correspondendo também à septuagésima semana de Daniel, e ao Dia do Senhor conforme exposto por outros profetas do Antigo Testamento. Colocando estes marcos temporais na sua sequência, o primeiro marco tem início no dia do Pentecoste conforme relatado no capítulo dois de Atos dos Apóstolos, prosseguindo até o arrebatamento da igreja. O segundo marco vai do arrebatamento da igreja até a abertura do sexto selo. E o terceiro marco da abertura do sexto selo até  a volta física de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Consideremos primeiro os eventos citados pelo Senhor sem marcação de tempos. Jesus disse: “ouvireis falar de guerras e rumores de guerras... Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mt 24.6,7). Geralmente a leitura deste texto é feita como está colocado, sem nenhuma marcação. O entendimento que se tem decorre da lógica do significado do termo “guerra”. Por guerra se entende “luta armada entre nações ou entre partidos do mesmo povo” (dicionário on line). Na Wikipédia temos que guerra “é um confronto sujeito a interesses da disputa entre dois ou mais grupos distintos de indivíduos mais ou menos organizados, utilizando-se de armas para tentar derrotar o adversário. A guerra pode ocorrer entre países ou entre grupos menores como tribos ou facções políticas dentro do mesmo país (confronto interno)”. Como no significado de guerra se destaca que nações entram em confronto com outras nações, a tendência do interprete das palavras de Jesus é assumir que a referência feita pelo Senhor de que nação se levantará contra nação e reino contra reino é outra forma de explicar a guerra, como se o Senhor quisesse detalhar melhor o sentido do que é guerra.

Ademais, muitos interpretes hoje entendem que a volta do Senhor Jesus é eminente porque pressentem a aproximação da terceira guerra mundial. No entendimento destes interpretes, Jesus voltaria antes para buscar Sua igreja porque a terceira guerra mundial feita com possibilidades de uso de armas nucleares poderia trazer a extinção da espécie humana. Como o Senhor falou de um tempo de tamanha tribulação que seria necessário Sua intervenção pessoal para evitar o fim, os estudiosos entendem que a terceira guerra mundial necessariamente seria o cumprimento desta palavra profética dada pelo Senhor Jesus. Este entendimento decorre da seguinte afirmação: “nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais” (Mt 24.21).

Vamos agora analisar os mesmos eventos com os devidos marcos temporais: “E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares, porém tudo isto é o princípio das dores.” (Mt 24.6-8). Observe que o Senhor Jesus primeiro faz menção de guerras e rumores de guerras, então dá uma pausa no texto, acrescentando que não era para assustar com estes acontecimentos porquanto eles se faziam necessário nos seus devidos contextos histórico para que a segunda vinda do Senhor acontecesse. Note também que o Senhor acrescenta uma observação importante nesta pausa, ele declara que a sucessão de guerras e rumores de guerras são condicionantes necessárias para que o evento escatológico implicitamente deduzido pudesse se realizar, isto é, o arrebatamento da igreja.  Somente depois deste evento é que nação se voltaria contra nação, porquanto o modo de atuação do Espírito Santo mudaria por completo, não mais restringindo o curso da maldade como se faz nesta atual dispensação (II Ts 2.6).

Voltemos antes a questão das guerras e rumores de guerras. Desde o primeiro século da era cristã até o dia de hoje tivemos muitas guerras. Na época de Jesus os judeus eram súditos do império romano, este veio a se dissolver por uma série de fatores, sendo guerras uma delas. Depois deste evento as guerras mais conhecidas são as invasões mulçumanas da Península Ibérica (711-718), conquista normanda (1066), cruzadas (1096-1291), invasão Mongol na Rússia (1223-1240), guerra dos cem anos (1337-1453), guerras napoleônicas (1803-1815), primeira guerra mundial (1914-1918), segunda guerra mundial (1939-1945), guerra do Vietnã (1964-1973), guerra dos seis dias (1967) e guerra do Iraque (2003-2011). Mesmo colocando nesta lista a primeira e segunda guerra mundial, sabemos que em nenhum momento da história humana tivemos uma situação que podemos dizer que todas as nações, cada uma delas individualmente, entraram em conflito simultaneamente, ao ponto de podermos caracterizar como sendo um período de tempo que houve confronte entre nação e nação e reino contra reino, isto singularmente falando. Se atentarmos como o livro do Apocalipse descreve o resultado destes conflitos, entenderemos sua magnitude, muito superior a todas as guerras jamais travadas na história até aquela época. Esta escrito primeiro que, com a abertura do segundo selo a paz teria sido tirada da terra para que os homens se matassem mutuamente (Ap 6.3,4). Com a abertura do quarto selo temos a compreensão da extensão dos estragos causados em decorrência de nação se levantar contra nação e reino contra reino, conforme profetizado pelo Senhor Jesus. Está escrito que como consequência deste tempo de conflito em escala global, a quarta parte da humanidade será morta (Ap 6.8), o que resultaria na morte de 1 bilhão e oitocentos milhões de pessoas. A dimensão deste número nos é inimaginável.

Por fim queremos concluir dizendo o seguinte: tivemos a primeira e segunda guerra mundial, tanto em uma como na outra, elas ocorreram sem que o arrebatamento da igreja se realizasse. Podemos dizer então que não há nenhum impedimento para que haja uma terceira guerra mundial antes do arrebatamento da igreja. Com isso queremos dizer que esta guerra em escala global poderia ocorrer e, ainda assim, não se configurar o quadro assustador a que o Senhor Jesus fez referência que se dará no princípio das dores ou, nos termos do livro do Apocalipse, na grande tribulação. Uma das principais razão para haver hoje uma terceira guerra mundial sem que seja o cumprimento do princípios das dores profetizado por Jesus decorre da necessidade dos Estados Unidos saírem do cenário mundial pelo esgotamento de seus recursos. Isto porque esta nação não faz parte do contexto das nações que estarão assumindo como atores globais nos eventos do final dos tempos. Por outro lado podemos também afirmar que o arrebatamento da igreja está muito próximo, visto que os sinais de guerras e rumores de guerras estão aumentando geometricamente, apontando para uma situação que corresponde aos eventos que decorrem da abertura dos sete selos. Por todas esta análises devemos estudar a palavra profética com muita atenção para que não venhamos a nos perder com o mover das nações em crescente estado de conflito armado.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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