Diminuir a fonteAumentar a fonte 19/06/2014
O princípio das dores
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

“Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. (Mt 24.7-14)

A profecia é a ação de predizer o futuro (Dicionário On Line). Foi o que fez o Senhor Jesus aos Seus discípulos quando perguntando sobre os sinais que evidenciariam Sua segunda vinda e a consumação dos tempos. Esta capacidade do Senhor Jesus foi evidenciada em outra oportunidade quando reuniu a multidão e seus discípulos para lhes falar da importância de segui-lo. Naquela ocasião o Senhor colocou este mundo na perspectiva da vinda do Filho do Homem nos termos das profecias de Daniel. Em suas profecias Daniel teve a oportunidade de discernir a sequência dos governos mundiais da Babilônia, Medo Persa, Grego, Romano e Romano em sua segunda fase, sendo todos eles destruídos pela pequena pedra, figura do reino de Deus. Depois de Jesus explicar àquela multidão que todas as glórias deste mundo haveria de sucumbir diante da vinda do Filho do Homem na Sua glória, Seus olhos penetraram o curso dos tempos, vendo com clareza um dos mais extraordinários eventos da história: o arrebatamento da igreja e Sua segunda vinda com a instauração do reino de Deus. Com foco nestes dois eventos o Senhor declarou: “Em verdade vos afirmo que, dos que aqui se encontram, alguns há que, de maneira nenhuma, passarão pela morte até que vejam ter chegado com poder o reino de Deus” (Mc 9.1). Estão citados os dois eventos porque em ambos os eventos, quem os vivenciar não hão de morrer naturalmente, antes adentrarão a eternidade na condição em que estão: vivos. O primeiro grupo passará por esta experiência recebendo corpos glorificados e o segundo será conduzindo ao trono de Deus no derradeiro juízo final, sendo julgado por suas obras e lançados no lago de fogo e enxofre por toda a eternidade. A multidão e os discípulos que ouviram aquela predição do Senhor Jesus não tinham a menor noção do alcance das palavras do Senhor. Do mesmo modo estas palavras do Senhor que se inicia com a profecia do levante de nação contra nação, elas são direcionadas a um tempo escatológico específico, contudo a maioria dos interpretes aplicam este texto indiscriminadamente para todas as eras desta dispensação da igreja.

Dois aspectos são precisos levar em conta no estudo das profecias. O primeiro são os princípios divinos que podemos extrair delas, os quais se aplicam, indistintamente, a todas as eras. O segundo aspecto se relaciona ao seu plano cumprimento. Neste aspecto as profecias podem ter diversas aplicações. Ela pode se cumprir de modo singular, em um único evento, como é o caso da profecia acerca da cidade da qual o Senhor Jesus haveria de nascer, isto é, Belém (Mq 5.2 cumprido em Mt 2.1). A profecia pode ter uma dupla referência, quando ela descreve uma cena imediata, contudo expandindo sua aplicação apontando-a para uma realidade distante. Neste caso a profecia precisa ser vista como aquele que olha para a vértice de um triângulo em direção à sua base. Por causa do ângulo da vértice, a realidade imediata guarda proporções com aquela que está mais distante, como é o caso da profecia acerca do Rei Tiro feita por Ezequiel. Inicia falando de um rei humano, contudo ao expandir as características de sua personalidade, se percebe que a referência se aplica com maior propriedade ao próprio Satanás, como podemos ler: “Filho do homem, levanta uma lamentação contra o rei de Tiro e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Tu és o sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura” (Ez 28.12). Quando temos uma dupla referência, podemos fazer aplicações imediatas, mas não podemos perder de vista a plena aplicação da profecia.

Temos demonstrado que o Senhor Jesus, ao falar dos sinais acerca de Sua vinda e consumação dos tempos, fez referência a três marcos temporais: “ainda não é o fim”, “porém tudo isto é o princípio das dores” e “Então, virá o fim”. Demonstramos que colocado estes marcos em conformidade com sua cronologia, temos que o primeiro marco tem início no dia do Pentecostes conforme relatado no capítulo dois de Atos dos Apóstolos, prosseguindo até o arrebatamento da igreja. O segundo marco vai do arrebatamento da igreja até a abertura do sexto selo. E o terceiro marco da abertura do sexto selo até  a volta física de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Como o texto que estamos a comentar tem o início de seu cumprimento instante após o arrebatamento da igreja, consideremos as circunstâncias daquela época.

O apóstolo Paulo nos ensina que para o dia do Senhor chegar, primeiro é preciso que aja a manifestação do anticristo, também conhecido como o homem da iniquidade, o filho da perdição (II Ts 2.3). Este ímpio homem, que se opõe a tudo quando faça referência à Deus, ou que seja objeto de culto (II Ts 2.4), está sendo impedido de manifestar-se porque há algo que o detém (II Ts 2.7). Muitos estudiosos se perguntam o que poderia deter a manifestação da igreja. Uns entendem que seria a igreja, corpo de Cristo, outros o próprio Espírito Santo. Como não há como separar a igreja do Espírito Santo, porquanto está escrito: “... aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (I Co 6.17). Como tanto o Espírito de Deus, como também a própria igreja, corpo de Cristo, a verdadeira e invisível igreja, são impedimentos para a manifestação do homem do pecado, necessário se faz que a igreja seja retirada da terra. A este evento damos o nome de “arrebatamento”. Por arrebatamento entende-se a operação por meio da qual o Senhor Jesus Cristo raptará Sua igreja, retirando-a da terra, deixando na terra aqueles que rejeitaram Seu senhorio. Paulo descreve este evento nos seguintes termos: 

Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. (I Ts 4.16,17)

Retirada a igreja da face da terra, o Espírito Santo continuará atuando, porquanto o derramamento do Espírito conforme profetizado por Joel não se extingue com o rapto da igreja, antes perdura até a abertura do sexto selo (At 2.16-21 comparado com Ap 6.12). Neste tempo conhecido como princípio de dores (Mt 24.8) ou grande tribulação (7.14) haverá uma grande colheita de almas, como podemos ler: “... vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (Ap 7.9). O Senhor Jesus faz referência a esta grande colheita ao declarar: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24.14).

Agora que estamos contextualizados com as palavras do Senhor Jesus, podemos compreender melhor as condicionantes existenciais daquele tempo. A primeira coisa que o Senhor nos faz saber é que a paz terá sido retirada da terra, primeiro porque o anticristo passa a ter liberdade para agir “segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira” (II Ts 2.9). Nestes três anos e meios iniciais ele não revelará sua verdadeira identidade, antes se apresentará ao mundo como um messias, fazendo-se passar por Jesus Cristo mesmo. Depois porque, com a abertura do segundo selo, a paz será tirada da terra para fazer os homens matarem-se mutuamente. É quando se estabelece as condicionantes para o cumprimento do vaticínio feito pelo Senhor: “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares” (Mt 24.7).

O Senhor continua dizendo que naquele tempo os cristãos serão odiados por todas as nações, o que trará uma terrível perseguição, seguida de tortura e morte (Mt 24.9). Como resultante desta perseguição mundial a igreja terá de se esconder, viver nas sombras, nos subterrâneos, como acontecia com a igreja primitiva. A igreja dependerá do socorro divino como está escrito: “e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente” (Ap 12.14). Ainda que um irmão dependerá do outro, ele precisará discernir os verdadeiros crentes porque com a multiplicação da iniquidade o amor de muitos haverá de se esfriar, podendo vir a trair seus irmãos (Mt 24.10,12).

Ao tratar da igreja que ficará no arrebatamento e aquela que haverá de subir, cabe uma pergunta: o que distinguirá uma da outra? A única coisa que poderá ser declarado com certeza a este respeito é que a igreja que será arrebatada é a igreja vencedora nos termos das cartas às igrejas constantes no capítulo dois e três do livro do Apocalipse. Ali encontramos a seguinte promessa: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3.10). Diante desta promessa, o mínimo que precisamos fazer é estudar com mais profundidade as profecias, saindo de nossa zona de conforto para não termos que vivenciar esta dura experiência de ficar e ser impiedosamente perseguido.


“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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