Diminuir a fonteAumentar a fonte 20/06/2014
Preparando-nos para o arrebatamento
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem.” (Mt 24.32-37)

Os discípulos tiveram o privilégio de estar com Jesus Cristo por três anos. Como Jesus Cristo é a expressa imagem de Deus (Hb 1.3), andar com Ele é o mesmo que andar em um templo ambulante, porque o propósito do templo é nos direcionar para a presença de Deus. Ocorre que na aparência Jesus era igual a qualquer ser humano, só por revelação os discípulos tinham consciência da divindade do Senhor. Como o templo de Jerusalém evidenciava a presença de Deus no meio de Israel, os discípulos tinham a tendência de voltar ao antigo hábito de enaltecer a importância daquela construção, desconectando-se da revelação da divindade de Jesus Cristo. Por querer exaltar a grandiosidade daquela construção, os discípulos foram despertados por Jesus Cristo para a verdadeira realidade espiritual. Jesus foi contundente em sua resposta, declarando de forma simples e curta: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt 24.2). Este vaticínio se cumpriu 40 anos depois, quando os romanos destruíram a cidade e o templo de Jerusalém. Os historiadores dizem que mais de um milhão de judeus morreram no dia em que o templo foi destruído. Assim como o Senhor Jesus profetizou a destruição do templo, nos dias atuais temos profecia equivalente em escala global. Tal como fizeram os discípulos podemos apreciar a beleza de qualquer templo, igreja ou catedral, ficar extasiado com sua decoração ou impressionado com o montante de recursos financeiros aplicados em sua construção, contudo, o final da história será o mesmo – não ficará pedra sobre pedra, como está escrito: “os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios” (II Pd 3.7).

Os discípulos tinham consciência dos eventos proféticos, tanto é que, ao serem posicionados pelo Senhor quanto à destruição do templo, imediatamente mudaram o foco da pergunta buscando conhecer os sinais de Sua segunda vinda e da consumação dos séculos. À luz da pergunta dos discípulos o Senhor mencionou três eventos em Sua exposição profética. Façamos um esboço do capítulo 24 de Mateus para que possamos destacar estes eventos: a dispensação da igreja  - Mt 24.4-6; o arrebatamento dos santos – Mt 24:7-14 e Sua segunda vinda – Mt 24:15-22. Depois deste ponto o Senhor reapresenta estes mesmos eventos sob uma nova perspectiva: a dispensação da igreja - Mt 24.23; o arrebatamento dos santos – Mt 24:24-26 e Sua segunda vinda – Mt 24:27-31. Considerando que os discípulos estão distante destes eventos em mais de dois mil anos e que este texto será lido por muitas gerações de cristãos, o Senhor não só reforça o cumprimento desta palavra como ainda acrescenta mais um sinal – o retorno de Israel à sua terra, fazendo observar que quando ele se realizar, o relógio profético correrá com maior celeridade – Mt 24.32-36.

Precisamos compreender melhor a tensão temporal existente entre estes dois marcos proféticos: o retorno de Israel e o arrebatamento da igreja. O Senhor comparou Israel a uma figueira e contou a parábola da figueira para explicar a relação temporal entre o retorno de Israel à sua terra e os eventos finais. Disse o Senhor: “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.32,33). Nesta parábola o Senhor demonstra que a volta de Israel à sua terra sinaliza a proximidade da volta do Senhor Jesus Cristo à terra, sem quantificar o período de tempo entre um evento e outro. Por outro lado, ao falar a respeito do arrebatamento, o Senhor disse que a data em que ele ocorrerá não de conhecimento de ninguém senão do próprio Deus. Disse ele: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mt 24.36). Observe que o Senhor não falou que o tempo do arrebatamento seria desconhecido, mas especificou que o dia e a hora só seriam definidos pelo próprio Deus, o Pai, sem conhecimento de nenhuma outra criatura. 

Para compreendemos este assunto, vamos refazer o curso dos eventos escatológicos: do dia do Pentecostes no primeiro século até o arrebatamento da igreja; do arrebatamento da igreja até o início da septuagésima semana de Daniel; da septuagésima semana de Daniel até a segunda vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Como o Senhor introduziu nesta sequencia a volta de Israel à sua terra, então temos que desdobrar o primeiro evento em dois: do dia do Pentecostes no primeiro século até Israel voltar à sua terra e de Israel em sua terra até o arrebatamento da igreja. Ao introduzir o evento acerca de Israel, o Senhor acrescentou duas informações temporais: a primeira, a partir do momento que Israel se tornar nação, a volta de Jesus ficará muito perto. Sua segunda declaração decorre desta, se é verdade que a volta de Jesus ficará muito próxima, como o evento que desencadeará a contagem final de tempo é o arrebatamento, acerca deste evento, o Senhor diz que ninguém sabe em que dia e hora que acontecerá o arrebatamento. Juntando as duas informações que temos podemos concluir o seguinte: à partir do instante que Israel se tornar nação, o arrebatamento poderá acontecer a qualquer dia e hora. Ninguém sabe quando isso acontecerá porque é Deus, o Pai quem vai determinar este momento. Agora, ocorrido o arrebatamento, o Dia do Senhor terá início três anos e meio depois dele. Como o dia do Senhor irá durar sete anos, entre o arrebatamento da igreja e a volta do Senhor Jesus Cristo decorrerá dez anos e meio.

Porque estamos dizendo que o Senhor nos permite conhecer o tempo em que se dará o arrebatamento, mas não a hora e o dia? Podemos conhecer o tempo porque logo após citar que ninguém é capaz de precisar o dia e hora, o Senhor continuou dizendo: “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (Mt 24.37). Voltemos a cronologia inicial: do dia do Pentecostes no primeiro século até o arrebatamento da igreja. Observe que esta linha temporal já transcorreu mais de 2000 anos. Como os dias de Noé tem início antes do arrebatamento, o marco anterior a ele significante nos eventos finais é o dia em que Israel se tornou nação: 14 de maio de 1948. Com isso podemos dizer que desde 1948 estamos vivenciando os dias de Noé. Paulo denomina os dias de Noé como sendo “últimos dias” (II Tm 3.1) ou então “últimos tempos” (I Tm 4.1). Observe como o Senhor Jesus caracteriza este tempo: “Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). Se atentarmos para estas duas expressões: “comer e beber” e “casar e dar-se em casamento”, ambas as atividades, de cunho social, tem por escopo esta dimensão temporal o que nos permite concluir que os dias de Noé serão caracterizados pelo estilo de vida materialista (comer e beber) e secularista (casar e dar-se em casamento). Voltando aos dias de Noé, encontramos outros elementos reveladores:

“vendo os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram. Ora, naquele tempo havia gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de Deus possuíram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos; estes foram valentes, varões de renome, na antiguidade.” (Gn 6.2,4)

Para entender este cenário, consideremos o seguinte: em 1948 Israel se tornou nação. O evento posterior a este que mais se assemelha a expressão: “os filhos de Deus/filhas dos homens formosas” foi à liberação sexual na década de 60, que ganhou dimensões globais. Trinta anos depois temos a geração seguinte a este movimento, sendo ela caracterizada por sua violência – equiparando-se aos valentes da antiguidade. Na década de 70, dez anos depois da liberação sexual, se pensou que haveria paz no mundo, por causa da distensão entre EUA e URSS, contudo, na década de 80/90 aumentou consideravelmente os conflitos entre as nações como o Senhor profetizara: guerras e rumores de guerras. O fatídico dia 11 de setembro de 2001 fez a violência ascender ao nível do medo como fator de manipulação das nações por causa da expectativa sempre presente do terrorismo.

Podemos concluir que estamos dentro do tempo que nos faz ficar muito próximo da segunda vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que isso nos coloca nos dias de Noé, quando o estilo de vida baseado no materialismo e secularismo atingirá proporções epidêmicas. Isso nos coloca também na eminência do arrebatamento da igreja, cujo dia e hora é impossível precisar porquanto somente Deus, o Pai, sabe em que momento ocorrerá. Isso exige de nós vigilância e prontidão porque em tocando a trombeta de Deus, o arrebatamento ocorrerá em uma fração de tempo menor que um segundo. Vigiemos, pois.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Clique para o Plano de salvação por pergunta

Clique para o Estudo para novo convertido - 01/10

Clique para o Estudo para batismo 01/10

Clique para o texto Ministração para libertação interior e perdão

Clique e de seu testemunho de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador pessoal