Diminuir a fonteAumentar a fonte 21/06/2014
Discernindo os dias atuais
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

“Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai. Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem.” (Mt 24.32-37)

Podemos considerar 1948 como o marco inicial dos “dias de Noé”. 1948 foi o ano em que Israel se tornou nação depois de uma diáspora de quase dois mil anos. Desde a morte e ressurreição de Jesus Cristo e do derramamento do Espírito Santo no dia do Pentecostes, a volta de Israel à sua terra de origem foi o maior evento profético realizado nestes dois mil anos de história. Leiamos a profecia: “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos.” (Is 66.8). Este cumprimento profético mudou radicalmente as condicionantes existenciais do planeta. Por que fazemos esta afirmação? A primeira e mais reveladora mudança foi sobre a igreja na condição de corpo de Cristo. Paulo, fazendo referência a salvação dos judeus, exorta a igreja com as seguintes palavras:

“Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado. Eles também, se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados; pois Deus é poderoso para os enxertar de novo. Pois, se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais! Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades.” (Rm 11.22-26)

Paulo compara a igreja a Israel. Quando Jesus Cristo veio para Israel, este o rejeitou porque tinha a concepção do Messias como o rei que implantaria o governo eterno de Deus, não como o servo sofredor que daria sua vida para a salvação da humanidade. Com esta atitude Israel não foi capaz de discernir a salvação que o Senhor veio-lhe trazer, como também não ocupou sua função de nação proclamadora do reino de Deus a todos os povos. Paulo demonstra que a igreja, no curso de sua história, poderá também deixar de reconhecer Jesus como o Messias que salva para vê-lo como aquele que promove a prosperidade material e instrumento de mudanças políticas. Com isso também a igreja poderia deixar de se tornar em agência do reino de Deus para servir de categoria demográfica capaz de influenciar políticas econômicas, políticas e sociais. O Senhor Jesus atestou que a igreja poderia deixar de exercer seu papel ao considerar a igreja de Laodicéia com sendo nem fria, nem quente (Ap 3.15), antes tendo a seguinte presunção de si mesma, sem discernir seu verdadeiro estado espiritual: “Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17).

Outra condicionante modificada ao Israel voltar para sua terra natal é que ele deu início a contagem regressiva que determinará o fim do tempo dos gentios (Rm 11.25). É interessante notar deveria ser o fim da dispensação da igreja, não dos gentios. Para entender esta marcação de tempo, repassemos os fatos históricos. Com a chamada de Abraão, Deus constituiu Israel como Seu porta voz na terra, pois a eles “pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas” (Rm 9.4), razão porque a salvação vem dos judeus (Jo 4.22). Como os judeus rejeitaram o Messias, a salvação passou para os gentios, como está escrito: “Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão.” (At 28.28). Desde então vivemos a dispensação dos gentios, ainda que os salvos, sejam gentios ou judeus, se tornam um novo homem como podemos ler: “aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois [judeus e gentios] criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz” (Ef 2.15). Como Israel voltou a ser uma nação, está chegando o dia em que os 144.000 judeus serão selados na abertura do sétimo selo do livro do Apocalipse, encerrando o tempo dos gentios (Ap 7.4).

A terceira condicionante modificada com Israel em sua terra é que o príncipe da potestade do ar (Ef 2.2), o deus deste século (II Co 4,4), Satanás e o Diabo, a antiga serpente, o grande dragão (Ap 12.9), inimigo implacável de Israel, moverá todas as nações para destruir Israel (Ap 17.13). Seu objetivo inicial é revelar o iniquo (II Ts 2.8), o homem da iniquidade, o filho da perdição (II Ts 2.3). Para que seu maligno desígnio seja alcançado, Satanás precisa enfraquecer o testemunho da igreja, promover o antissemitismo e destruir o sentimento de nacionalismo dos povos. A maior ferramenta à disposição de Satanás para alcançar seus intentos malignos é a economia das nações, isto porque é por meio de um sistema financeiro altamente concentrador que ele assegurará a conversão de cada cidadão deste mundo em escravo do anticristo. Sabemos que Satanás fará uso da economia como instrumento para tornar os povos escravos do anticristo pela aplicação da marca da besta, como podemos ler: “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.” (Ap 13.16,17).

A quarta condicionante modificada com Israel em sua terra é a instauração dos dias de Noé, dias estes em que os povos aumentarão geometricamente sua pressão sobre os governantes para que revoguem todas as leis que estão alinhadas com a lei de Deus. Este mover dos povos sobre os governantes foi profetizado e tem se cumprindo ao longo dos séculos, com mais intensidade nestes dias. Está escrito: “Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.” (Sl 2.1-3). Os laços e algemas a que o texto faz referência são as leis divinas que atuam como referenciais da santidade de Deus, uma vez abolido, a sociedade se torna entregue à sua própria “disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes”(Rm 1.28).

A quinta condicionante modificada com Israel em sua terra é que o arrebatamento da igreja pode ocorrer a qualquer dia e hora (Mt 24.36). Na verdade o apóstolo Paulo exortou a igreja a estar preparada para o arrebatamento desde os dias iniciais da igreja, contudo o mesmo apóstolo escreveu algo esclarecedor: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm 13.11). Se até o dia de hoje este evento não aconteceu e como Israel já é uma nação, então estamos muito mais perto do arrebatamento do que todos os que cristãos que vieram antes de nós. Muitos entendem que por haver 62 países com aproximadamente 8.000 povos, totalizando dois bilhões e trezentos milhões de pessoas não evangelizadas concentrados na chamada janela 10-40, este tempo será prorrogado indefinidamente. Quem assim pensa não está levando em conta que após o arrebatamento o Espírito Santo continuará a ser derramado sobre os santos (At 2.16,17,20,21), o evangelho do reino será pregado (Mt 24.14) e haverá uma grande colheita na grande tribulação (Ap 7.9).

Nós, os cristãos, que temos o privilégio de vivermos nesta época significativamente profética devemos, mais do que nunca, nos aplicarmos no estudo da palavra profética. Devemos nos preparar espiritualmente para esta hora. Acima de tudo, devemos estreitar nosso relacionamento com Deus em Cristo Jesus e por meio do Seu Santo Espírito, pois o Senhor Jesus, ao declarar uma das missões do Espírito Santo, disse: “quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16.13). E é o que precisamos nesta hora para não sermos enganados, discernimento provido pelo Espírito Santo das coisas que hão de acontecer.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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