Diminuir a fonteAumentar a fonte 23/06/2014
Estejamos preparados
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

“Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram a encontrar-se com o noivo... As néscias, ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; no entanto, as prudentes, além das lâmpadas, levaram azeite nas vasilhas. E, tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram. Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro!” (Mt 25.1,3-6)

Jesus fora preso, contudo não havia provas que evidenciasse crime algum. Dentre as muitas acusações, duas sobressaíram: ele blasfemava por se declarar Filho de Deus (Mt 26.63-66) e promovia motim contra o império romano por declarar-se Rei de Israel (Mt 27.42). O governador Pôncio Pilatos estava muito incomodado com a última acusação e pressionou o Senhor para que se declarasse rei dos Judeus (Jo 18.33). Jesus poderia até confirmar que era, mas isso não resolveria o problema. Digamos que o Senhor respondesse que sim, como Jesus estava preso Pilatos haveria de concluir que Jesus estava preste a dar um golpe de Estado, liderando um motim contra o império romano. Se respondesse que não era rei então Jesus estaria criando um problema para Si mesmo, visto que Jesus era da descendência de Davi, portanto herdeiro do reino prometido por Deus. O Senhor Jesus precisava dar uma resposta que trouxesse o reino dos céus para a perspectiva correta, razão porque disse a Pilatos: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (Jo 18.36). A resposta dada pelo Senhor a Pilatos nos dá a verdadeira perspectiva do reino de Deus. Precisamos assimilar a perspectiva do reino de Deus com muita clareza para não nos deixarmos contaminar pelas realidades terrenas. Isto porque em uma das tentações perpetrada pelo diabo contra Jesus Cristo após ter jejuado por 40 dias, o diabo o levou a um monte muito alto, “mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.” (Mt 4.9).

Façamos uma pergunta para nós mesmo: o que distingue o reino de Deus dos reinos deste mundo? Por reino se entende o domínio ou território cujos habitantes estão sujeitos a um governante. Este domínio pode ser absoluto, se o governante não presta contas para ninguém ou limitado, quando regido por uma constituição. Se considerarmos os grandes impérios, o mais absoluto deles foi o Babilônico – a lei era a palavra do rei, os imperadores seguintes foram perdendo gradativamente seu poder, transitando para algum tipo de arcabouço legal que promovia o compartilhamento do poder em instâncias executiva, legislativa e judiciária. Hoje sempre que algum soberano impõe o poder absolutista, geralmente este governante é tipificado como tirano, sendo combatido pelas nações livres. Seja qual for o tipo de governo terreno, nenhum deles se contrasta com o reino de Deus ou reinos deste mundo nos termos da Bíblia, isto porque na perspectiva espiritual só existem dois reinos: o reino de Deus e o império das trevas (Cl 1.13). Quanto ao império das trevas, Satanás adquiriu este direito com a queda de Adão, desde então o mundo jaz no Maligno (I Jo 5.19). Por mundo entenda-se o sistema social, econômico, político e religioso (I Jo 2.16) sutilmente manipulado “segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.2). Este governo déspota escraviza os seres humanos por meio do medo da morte (Hb 2.15) e da mentira (Jo 8.44), objetivando o roubo, a morte e a destruição da humanidade (Jo 10.10). Só por discernimento se percebe sua atuação, porquanto o diabo tem o poder de cegar o entendimento dos incrédulos para mantê-los alheios ao reino de Deus (II Co 4.4). Precisamos ainda observar que há uma tendência de restringir a abrangência do império das trevas restrita aos negócios humanos, mas não podemos nos esquecer que a rebelião dos anjos foi anterior a criação dos homens, portanto não temos a noção da extensão da afetação do universo por causa desta rebelião. O que sabemos é que todo o universo criado terá de passar por um processo de restauração conforme podemos ler: “os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios” (II Pd 3.7).

Todo o universo, tudo quanto foi criado, coisas visíveis e invisíveis, tudo é governado por Deus, pois em Cristo Jesus “foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele” (Cl 1.16). Por outro lado o universo não é uma emanação de Deus, com isso queremos dizer que tudo foi criado perfeitamente habilitado para o desígnio para o qual foi criado, contudo não é inerrante, nem eterno. Dentro do escopo de cada coisa criada, Deus dotou suas criaturas com o livre arbítrio, submetendo-as a uma lei: o salário do pecado é a morte (Rm 6.23), portanto qualquer ato de rebelião haveria de receber o devido juízo. Foi o que aconteceu com Satanás e seus anjos rebelados, como também com o ser humano caído. Por outro lado Deus tem um plano de restauração e redenção como podemos ler: “desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra” (Ef 1.9,10). Para compreendermos melhor a relação entre o reino de Deus, a plena soberania do Senhor e a posição dos humanos, voltemos ao jardim do Éden. Ali o Senhor tudo criara segundo Seus desígnios, contudo o homem se rebelou vindo a ser expulso. O Senhor “colocou querubins ao oriente do jardim do Éden e o refulgir de uma espada que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida” (Gn 3.24). Então temos que o homem ficou para o lado de fora, Deus para o de dentro. Em princípio bastava Deus executar Seu juízo e tudo teria terminado, mas por Sua misericórdia e graça, revelou a criatura Seu plano de redenção. Os que preenchem as condicionantes de Deus têm a oportunidade de entrar no reino de Deus (Jo 3.5).

Como o reino de Deus é de natureza completamente diferente tanto em relação aos governos humanos, quanto também ao império das trevas, para que possamos assimilar e compreendê-lo, o Senhor Jesus fez diversas analogias e comparativos. Uma dos meios de nos fazer conhecer esta realidade é compará-lo a dez virgens e o contexto em que esta parábola é aplicada é a do arrebatamento da igreja. Como sabemos disso? O Senhor citara o retorno de Israel à sua terra (Mt 24.32) e, em seguida o arrebatamento da igreja ao mencionar que acerca daquele dia e hora, ninguém sabia senão o Pai (Mt 24.36). Já vimos que temos como discernir o tempo, prova disso está no fato do Senhor, em seguida, comparar este tempo aos dias de Noé (Mt 24.37). Então o Senhor fala da seletividade do arrebatamento, como está escrito: “Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra. (Mt 24.40,41), em seguida nos adverte com a ilustração do servo prudente, para, em seguida, comparar o reino dos céus com as dez virgens, finalizando novamente com a advertência que ninguém conhece o dia e a hora em que o arrebatamento ocorrerá (Mt 25.13). Quanto a promessa que nos remete a seletividade do arrebatamento, podemos ler: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Ap 3.10).

Precisamos primeiro entender que o propósito de uma parábola não é explicar todos os aspectos de uma questão, mas tão somente determinado ponto. Assim, a parábola das dez virgens reforça a necessidade de estarmos preparados para o arrebatamento, não o de explicar o que vai acontecer depois dele. Ao fim da parábola temos o seguinte quadro: Ouviu-se um grito anunciando o noivo, todas as virgens tomaram para si suas lâmpadas, cinco delas perceberam estar sem azeite, tentaram negociar com as prudentes, tendo sigo negado a elas, saíram para comprar. Neste interim o noivo chegou e a porta fechou-se (Mt 25.10). Quando elas voltaram, em tentando abrir a porta, o noivo lhes comunicou que não as conhecia (Mt 25.12). Sabemos que o rapto da igreja da terra será em um abrir e fechar de olhos, tão logo soe a trombeta de Deus (I Co 15.52), portanto ou se está preparado e sobe ou não está e nada mais poderá ser feito, pois a porta estará aberta por menos que um segundo. Note que todas as virgens dormiam, assim, o diálogo na parábola serve apenas para reforçar este conceito que a preparação é um ato anterior e permanente, visto que ninguém sabe em que momento ocorrerá. Quanto aos critérios da seletividade do arrebatamento, para entende-los precisamos de outro texto.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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