Diminuir a fonteAumentar a fonte 09/07/2014
Jesus prometeu vir logo
por Cezar Andrade Marques de Azevedo
www.cezarazevedo.com.br

Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! (Ap 22.20)

E pensar que esta promessa foi feita a 2.000 anos atrás! Antes mesmo de morrer o Senhor Jesus já tinha dito a seus discípulos: “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (Jo 14.2,3). E, depois que assentou-se a destra do Pai, voltou por um instante para renovar sua promessa: “... Certamente, venho sem demora. Amém!...” (Ap 22.20). Muitos olham para esta promessa, pensam nos 2.000 anos de história e pensam consigo: - vem, mas demora. De fato, se considerarmos a volta de Jesus pelo ângulo da existência humana, já se faz muito, mas muito tempo que Ele prometeu e ainda não cumpriu. Todavia quando compreendemos que a promessa foi feita pelo Filho de Deus, portanto por Alguém que tem a perspectiva da eternidade, 2.000 anos é nada.

Consideremos o tempo divino desde a criação até hoje. Pelo primeiro capítulo de Gênesis sabemos que Deus criou os céus e a terra em seis dias. Ocorre que estes não são considerados dias de 24 horas. Primeiro porque do primeiro ao quinto dia o homem nem existia, tão somente Deus, sendo o próprio Criador a referência temporal destes dias. Depois porque a marcação de tempo, regulada pelo sol, só têm registro como nós o conhecemos à partir do quarto dia, portanto do primeiro ao terceiro dia, nem o sol servia de referência. Ainda que saibamos pela astronomia que o sol tem o mesmo tempo de existência da terra, que foi criada no terceiro dia, então ainda assim temos o primeiro e o segundo dia sem referencia temporal senão do próprio Criador. Agora, para compreendermos o espaço temporal existente entre o instante inicial e o sexto dia, façamos cálculos com base em notações matemáticas providas pelas escrituras.

A primeira conta simples está na compreensão do referencial divino para o dia humano. Vamos ler como é esta notação matemática: “... para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (II Pd 3.8). Se um dia é mil anos para Deus, como um ano humano tem 365 dias, logo um ano divino equivale a 365.000 anos humanos e mil anos divinos são 365.000.000 de anos humanos. Como Deus fez a terra em seis dias, temos então que desde o instante inicial da criação até o sexto dia se passaram 2.190.00.0000 anos humanos. Só que a conta não termina neste ponto. Deus pensa em termos de ciclos, em Levítico temos a seguinte instrução: “Contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos, de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos” (Lv 25.8). Assim, se multiplicarmos aos 2.190.00.0000 anos humanos por sete, temos o tempo da criação até o sexto dia, isto é, 15.330.000.000 anos humanos. Este é o tempo equivalente ao que os cientistas calculam do big bang até hoje. Diante desta dimensão colossal de tempo, 2.000 anos é nada, aliás, são tão somente dois dias para Jesus. Ele está voltando sem demora, preparemo-nos para este evento.