Diminuir a fonteAumentar a fonte 23/11/2006
Realidades eternas
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

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www.cezar.azevedo.nom.br

“Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas.” (II Co 4:17,18)

Quando enfrentamos uma tribulação, a noção mais comprometida é a do tempo, isto porque toda adversidade é um prenuncio de morte, proximidade da ruína, percepção do fim, quando tudo termina, acaba, encerra. Neste momento convém considerar o que de pior pode acontecer e a conclusão poderia ser a própria morte, fim último da vida como nós a conhecemos. Esta seria a avaliação do ponto crítico se não fosse pelo fato que nós, enquanto vivente, somos filhos de Deus (Jo 1:12), nascido de novo (Jo 3:5), feito nova criatura (II Co 5:17), detentores da vida eterna porque temos o Filho de Deus conosco (Jo 3:36), portanto selados com o Espírito Santo (Ef 1:13).

A vida eterna é uma qualidade de vida cuja propriedade é não ter fim, é existir para sempre, é perdurar pelos séculos dos séculos. Há uma distinção do sentido da eternidade entre nós, os salvos, e Deus. O Senhor é conhecido como o Deus eterno (Gn 21:33), que é de eternidade a eternidade (Sl 90:2) e habita na eternidade (Is 57:15). Neste sentido o teólogo Thiessen (1) ressalta que Deus está livre de toda passagem do tempo, no sentido como nós conhecemos o tempo, isto é, como duração medida por sucessão, como é o caso do dia que vem após a noite e segue um novo dia (Sl 19:2). Para Deus o tempo é um eterno presente, como expõe Thiessen, “a eternidade para Deus é agora” (1 – p 77), isto é, Deus “vê o passado e o futuro tão vividamente quanto vê o presente” (1 – p 77).

Por outro lado Deus criou o tempo, ou seja, tem perfeita noção da sucessão dos dias que se segue, mesmo porque o Senhor sustenta todas as coisas pela palavra do Seu poder (Hb 1:3), visto que tudo foi feito por intermédio dEle (Jo 1:3). Neste sentido o tempo perdurará por toda a eternidade porque tudo quanto Deus faz dura eternamente (Ec 3:14). É por esta razão que a segunda morte, o destino final de todos aqueles que não tiverem o seu nome inscrito no livro da vida (Ap 20:15), juntamente com o diabo e seus anjos (Mt 25:41), irão ser “atormentados pelos séculos dos séculos (Ap 20:10), isto é, no fogo eterno (Mt 25:41).

Contudo, a vida eterna é, acima de tudo, uma qualidade de vida que provêm do próprio Deus baseado na expiação feita na cruz por Jesus Cristo (Jo 3:15). Esta vida nos foi concedida pelo divino poder de Deus (II Pd 1:3), como uma propriedade dada a nós inerente ao fato de termos a Cristo conosco (Jo 3:36), portanto, pelo fato de termos adquirido uma nova natureza proveniente do novo nascimento (Jo 3:5). Devemos nos lembrar que fomos retirado do poder das trevas, portanto, da morte e transportado para o reino do Filho do amor de Deus (Cl 1:13). Por conta disso nós estamos sendo enchidos da inteira plenitude de Deus (Ef 3:19), nos tornando participantes da natureza divina (II Pd 1:3), recebendo vida que é abundante (Jo 10:10), pois corre de nosso interior rios de água viva (Jo 7:38), razão porque ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia (II Co 4:16).

Tendo esta qualidade de vida, que é eterna, todas nossas tribulações visam aperfeiçoar nosso caráter (Ef 4:14) e provar nossa fé (I Pd 1:7), preparando-nos para a viva esperança (I Pd 1:3) que está preparada para se revelar no último tempo (I Pd 1:5), quando receberemos uma “herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus” para nós (I Pd 1:4).

Esta herança incorruptível é contrastada com a terra, cujo tesouro que porventura possa ser adquirido neste mundo a traça e a ferrugem os consomem, e os ladrões minam e roubam (Mt 6:19), razão porque “é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (I Co 15:53), momento este que, quando se realizar, a morte terá sido inteiramente tragada (I Co 15:54), quando o nosso corpo será revestido de incorruptibilidade (I Co 15:42), isto é, será imortal.

Esta herança incontaminável é contrastada com a contaminação que a terra está submetida, pois “Tudo é puro para os que são puros, mas para os corrompidos e incrédulos nada é puro; antes tanto a sua mente como a sua consciência estão contaminadas” (Tt 1:15). Na cidade santa, a nova Jerusalém, que desce do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo (Ap 21:2), “não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro” (Ap 21:27).

Esta herança imarcescível, por imarcescível entenda-se que não murcha, incorruptível, inalterável, é contrastada com a perenidade da terra, pois no mundo tudo passa, como também os desejos intensos da carne e dos olhos, bem como a soberba da vida (I Jo 2:16,17). Esta incorruptibilidade está alinhada com a promessa dada ao vencedor de ser feito coluna do templo de Deus, donde jamais sairá (Ap 3:12).

Enfim, esta herança está reservada no céu para nós, bem distinto dos céus e da terra que hoje conhecemos, contudo estão reservados para o fogo do juízo (II Pd 3:7), antes nos aguarda um novo céu e uma nova terra onde o mar já não mais existirá (Ap 21:1). Esta herança nos é inteiramente assegurada, pois está totalmente fora de toda e qualquer possibilidade dela nos ser tirada, mesmo porque nós fomos selados pelo Espírito Santo da promessa (Ef 1:13), “o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória” (Ef 1:14).

O próprio sofrimento que hoje padecemos é uma evidente comprovação desta herança que vamos receber, pois está escrito:

“O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados. Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rm 8:16-18)

(1) Thiessen, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. Segunda impressão. Imprensa Batista Regular. São Paulo.SP, 1989

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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