Diminuir a fonteAumentar a fonte 18/05/2010
O cristianismo continua sendo uma prova de fogo
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“E, tendo-se retirado os mensageiros de João, Jesus começou a dizer às multidões a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? um caniço agitado pelo vento? Mas que saístes a ver? um homem trajado de vestes luxuosas? Eis que aqueles que trajam roupas preciosas, e vivem em delícias, estão nos paços reais. Mas que saístes a ver? um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta.” (Lc 7:24-26)

Alguma vez você parou diante da porta do Shopping Center, em dúvida se saia ou entrava? É uma dúvida cruel quando se tem de optar entre estar num ambiente climatizado ou enfrentar o sol escaldante, nosso corpo pede por conforto, sombra e água fresca, o Shopping é muito mais agradável. Agora digamos que nos foi dado a opção de teletransportar, dando o direito de escolher entre ser lançado para dentro do Shopping Center ou no meio do deserto inóspito da Palestina. Só de pensar na temperatura média de 50° C que qualquer da geração do consumo optaria pelo Shopping, sem piscar os olhos.

O Senhor faz uma indagação similar aos judeus: o que eles saíram a ver no deserto? Se nós tivéssemos de fazer a escolha, avaliando nossa motivação, o que estaríamos buscando no deserto? Se fosse encontrar um pop star, seguramente estaríamos no lutar errado; se objetivássemos conhecer um grande governador, um ricaço ou mesmo alguém sumamente famoso do mundo da comunicação, ou do esporte, ou do cinema ou da moda, o deserto, por certo não é este lugar.

Hoje diríamos que não existe nada no deserto senão cactos, dromedários, cabras, escorpiões e serpentes venenosas. Isto porque as igrejas mais parecem palácios suntuosos, nada faz lembrar as cavernas insalubres onde os cristãos, refugiados em vista das perseguições, adoravam a Deus. Nossas igrejas são climatizadas, as poltronas confortáveis, o atendimento esmerado, o louvor sublime. Não há ninguém com baioneta na porta para conduzir os crentes às prisões, sob ameaça de tortura caso não renunciem a fé. Uma coisa é certa, é difícil reconhecer a importância de alguém se dirigir ao deserto para ouvir alguém mais que um profeta, um homem levantado por Deus para anunciar a vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

O fato é que João Batista pregava no deserto e sua mensagem atraia gente de todas as partes, inclusive os fariseus e saduceus, eminentes religiosos do seu tempo. Jesus veio, pregou, no início deixou a todos maravilhados com Sua sabedoria e Seus milagres e demonstração de poder, contudo logo recebeu sobre Si a ira do povo e seus governantes que, clamando, exigiam que fosse crucificado. Jesus morreu nos arredores de Jerusalém, coube-lhe um túmulo emprestado. O detalhe é que nós recebemos um convite estranho, para partilhar da mesma sorte de João Batista e Jesus Cristo, pois está escrito:

“Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. Saiamos pois a ele fora do arraial, levando o seu opróbrio. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura.” (Hb 13:12-14)

Vamos entender o que se passa. O Senhor disse, em uma parábola, que chegaria o tempo em que o cristianismo se assemelharia uma grande árvore, vindo todos desfrutar de sua sombra (Mt 13:31,32). Já no final do primeiro século se levantou entre os cristãos os apologistas, homens que tinham por objetivo tornar a mensagem do evangelho palatável para a sociedade, ao ponto do imperador Constantino tornar o cristianismo à religião oficial do império romano. Os séculos se passaram e o cristianismo é hoje não só uma religião que dá status, como também se tornou um segmento de mercado. Tudo que o mundo demanda tem também seu equivalente evangélico.

Voltemo-nos para o deserto e ouçamos a veemente voz de João Batista. Num dado momento ele clamou: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mt 3:2), para em seguida complementar:

“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento, e não queirais dizer dentro de vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo.” (Mt 3:8-10)

Parafraseando a mensagem para hoje, temos algo assim, para entrarmos no reino dos céus não só temos que nos arrepender de nossos pecados, como também darmos frutos deste arrependimento e não adianta dizer que temos Deus por Pai, isso não diz nada em si mesmo, pois está escrito: “Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o crêem, e estremecem.” (Tg 2:19). O Senhor complementaria esta fala dizendo: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7:23). Aqui um problema: onde encontramos esta mensagem nos dias atuais?

Hoje os pregadores optam por enfatizar a necessidade de reconhecer o senhorio de Jesus, contudo sem clarificar sobre o que incide este senhorio. A teologia moderna enfatiza o positivismo, o determinismo, a busca incessante de riquezas sob a falácia que Deus precisa de nossos recursos materiais para levar adiante a obra de evangelização, razão porque está disposto a retribuir em prosperidade material a todo que atender Seu chamado, independente do caráter de uma vida cristão em santidade.

O convite do Senhor continua de pé, somos chamados ao arrependimento, mensagem esta que também se traduz em repartir os bens com quem precisa (Lc 3:11), não cobrar além do devido (Lc 3:13), não extorquir ninguém, nem fazer denúncias falsas, antes cada um contentar-se com o seu salário (Lc 3:14). Este chamamento está bem distante com os que carregam dinheiro na cueca.

O cristianismo continua sendo um chamado para o deserto, isto é, uma mensagem para todos quantos verdadeiramente querem se tornar discípulos do Senhor Jesus, dos que realmente se propõem a negar a si mesmo, tomar sua cruz e seguir ao Senhor (Mt 16:24), pois “todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (II Tm 3:12). Se o nosso cristianismo estiver se distanciando deste chamamento, então temos de rever nossa vida a luz da palavra de Deus, não nos deixando seduzir por falsos mestres que querem tornar o cristianismo palatável para todos visando tão somente seu próprio ventre (Fl 3:19).

Clique e comente este texto

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Clique para o Plano de salvação por pergunta

Clique para o Estudo para novo convertido - 01/10

Clique para o Estudo para batismo 01/10

Clique para o texto Ministração para libertação interior e perdão

Clique e de seu testemunho de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador pessoal