Diminuir a fonteAumentar a fonte 20/05/2010
É preciso destreza na palavra de Deus
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Ora, estes são os que vieram a Davi a Ziclague, estando ele ainda tolhido nos seus movimentos por causa de Saul, filho de Quis; e eram dos valentes que o ajudaram na guerra. Eram archeiros, e usavam tanto da mão direita como da esquerda em atirar pedras com fundas e em disparar flechas com o arco; eram dos irmãos de Saul, benjamitas.” (I Cr 12:1,2)

As organizações exigem profissionalismo de seus colaboradores, que é a aplicação da diversidade do saber em um caso concreto visando o resultado exigido pela empresa, com qualidade para atender ao cliente, em condição de ser o diferencial competitivo num mercado cada vez mais disputado. Ninguém discute esta exigência, fonte de estresse para todo aquele que não consegue estar suficientemente atualizado na profissão ou na função que exerce.

Agora, quando está em foco o reino de Deus, é coisa de fim de semana, para se ocupar nas horas vagas, quando não se tem nada melhor para fazer. Regularmente assiste ao culto, seja no domingo ou em algum dia do meio da semana. Ouve o pastor pregar ou ensinar por 20, quando muito, 40 minutos, então o cristão volta para casa, certo de ter cumprido suas atividades religiosas. Talvez no meio da crise se lembre de Deus, faz-se uma oração fortuita, esperando que por sorte seja ouvido, se não for, tenta solução de algum modo com todos os recursos que sua alma dispõe ou que alguém lhe alcance. Contudo está escrito: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente” (Jr 48:10).

Então nos voltamos para a necessidade de se ter destreza em, pelo menos, três fundamentos: no manejo da palavra de Deus, na oração intercessória e no relacionamento interpessoal. Davi tinha plena consciência da necessidade de capacitar todos aqueles que exerciam alguma atividade na plenitude de suas funções. Os cantores e musicistas eram mestres, os soldados hábeis no manejo de suas armas. Entre os valentes de Davi se encontraram os que vieram a Ziclague, reconhecidos pela sua destreza no manejo do arco e da funda, tanto com a mão direita quanto quão a esquerda.

Se nos voltarmos ao tempo gasto pelos esportistas em treinamento para alcançar a perfeição no exercício de suas atividades, podemos ter uma idéia de quanto sacrifício ouve, quanto tempo se gastou para que os valentes de Davi alcançassem tal destreza.  A mesma destreza Paulo exigiu de Timóteo. Vamos ler:

“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (II Tm 2:15)

Sobre o manejo da palavra, em outro lugar Paulo complementou: “na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça à direita e à esquerda” (I Co 6:7) e ainda: “Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6:17). Como se chega a esta habilidade?

Hoje o mercado tem toda sorte de Bíblia de estudo, para todo gosto. Todavia adquirir uma Bíblia com esta não implica, por si só, em saber manejar a palavra de Deus. No máximo alguém pode se tornar destro na capacidade de encontrar um versículo bíblico, contudo sem saber o contexto. O resultado é o aumento vertiginoso de falsas doutrinas que campeiam o arraial cristão, pessoas falando coisas sem fundamento, citando textos sem o devido fundamento.

Há de se lembrar que esta foi a tática usada por Satanás contra Jesus, retirava um texto de seu contexto e tentava engabelar o Senhor, exigindo que fizesse coisas que Deus de modo algum havia determinado. Muitos cristãos, sem perceber, estão nesta toada, a semelhança de Pedro, que chamava Jesus ao lado para repreender-lhe, exigindo que abandonasse a idéia de assumir Sua cruz. Jesus foi incisivo com Pedro ao dizer-lhe, sem meia volta: “Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens” (Mt 16:23).

Para que nós possamos ter destreza na palavra de Deus, precisamos, em primeiro lugar, gastar tempo para ler a palavra. Não uma leitura de carreirinha, letra após letra, palavra após palavra, mas uma leitura comparativa. Neste aspecto as Bíblias de estudo, com suas referências, prestam um grande serviço. É preciso ler um texto, fazer comparação com outro, perceber a lógica interna do texto, seu posicionamento em relação ao contexto. É preciso fazer leitura inteligente da Bíblia, pois servimos a Deus com um culto racional (Rm 12:1).

É preciso entender o fundamento da salvação, sua linha histórica iniciada em Gênesis, terminando em Apocalipse, a história e significado da morte vicária do Cordeiro de Deus, isto é, de Jesus Cristo. É preciso compreender os aspectos essenciais da salvação, desde o aspecto da eleição, indo pela vocação, conversão, justificação, regeneração, identificação, santificação e glorificação. Paulo faz menção a alguns destes aspectos num só fôlego: “e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8:17) e ainda: “e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou” (Rm 8:30). Se não sabemos o significado de cada um destes aspectos, como poderemos entender a palavra de Deus?

Neste site, após cada texto publicado, apresento uma série de estudos, dez para novos convertidos e dez para batismo. O conjunto destes estudos procura abordar todos os aspectos importantes da salvação, desde nossos primeiros passos com Cristo até ao significado mais profundo de nosso relacionamento com Deus. Uma coisa é certa, precisamos ter destreza na palavra. Ah! A destreza não é tão somente para nosso enlevo espiritual, aprofundamento de nosso relacionamento com Deus e aprimoramento de nossa comunhão com os irmãos. Também diz respeito a ganhar almas para Cristo e estarmos apto ao enfrentamento da batalha espiritual da qual estamos inseridos. Se estas realidades não lhe diz respeito, então realmente é preciso adestrar-se no manejo da palavra de Deus.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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