Diminuir a fonteAumentar a fonte 01/08/2010
O centro do jardim é dado por Deus ou determinado por nós
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

"... a árvore da vida no meio do jardim ... do fruto da árvore que está no meio do jardim” (Gn 2:9b, 3:3b).

Existe uma lei da física que é bem conhecida: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço, contudo parece que no jardim do Éden ou estamos com um problema desta natureza ou alguém deslocou a árvore da vida do centro do jardim.

Deus se fez jardineiro para que nós pudéssemos viver num belíssimo jardim. Antes dEle providenciar um local para morarmos, fizera os céus e a terra (Gn 1:1). O que distingue Deus das demais criaturas é que Ele próprio jamais foi criado, simplesmente existe desde a eternidade passada até a eternidade futura. Deus é, portanto, totalmente distinto de Suas criaturas e vive independentemente delas.

Saber ser Deus um ser auto existente é um duro golpe à nova era, que advoga a tese que tudo é Deus, Deus é tudo, doutrina esta conhecida como panteísmo. Para estes a criação é uma emanação divina, portanto existe eternamente. Voltemos ao princípio de tudo – Deus criou os céus e a terra. O que acontecerá com estes entes? Leiamos na palavra de Deus:

“mas os céus e a terra de agora, pela mesma palavra, têm sido guardados para o fogo, sendo reservados para o dia do juízo e da perdição dos homens ímpios” (II Pd 3:7)

Surpreendente – os céus e a terra serão destruídos pelo fogo, portanto tiveram um começo, terão um fim, Deus, contudo, é eterno (Gn 21:33), portanto Deus é completamente distinto de Suas criaturas.

Pensemos um pouco nisso: Deus criou os céus e a terra e na terra, em um jardim, colocou o homem, também criado por Deus. Voltando ao jardim, encontramos o primeiro casal usufruindo de todas as bênçãos criadas por Deus para benefícios deles. Eles caminham de um lado para o outro, se dirigem à arvore da vida e comem do seu fruto. Por terem acesso a esta bendita árvore, o primeiro casal está destinado a viver eternamente. Deus colocara no mesmo jardim uma outra árvore, a do conhecimento do bem e do mal, dela o homem jamais poderia comer do seu fruto, se o fizesse, haveria de morrer (Gn 2:17). Todas as demais árvores estavam liberadas para o consumo.

Em princípio, se o homem comesse da árvore da vida teria vida eterna. Mas será que teria? Pensemos um pouco, esta árvore estava com suas raízes na terra. A terra haverá de ser consumida pelo fogo, portanto tanto a terra quanto a árvore que dela extrai a sua seiva estão no mesmo elemento. Seria impossível, portanto, esta árvore manter a vida de quem quer que seja, ainda que seja a árvore da vida.

Tendo o primeiro casal comido da árvore proibida foram expulsos do jardim. A razão é que se lá permanecessem haveriam de comer da árvore da vida, tendo vida eterna (Gn 3:24).

Voltemos novamente a questão de qual árvore estava no centro do jardim. Deus dissera que era a árvore da vida, a mulher falara que fora a árvore proibida, portanto temos um fato e uma percepção. O fato é que Deus dissera, portanto, esta é a verdade absoluta. Uma percepção porque no instante que a mulher deslocou seu interesse da árvore da vida para a árvore proibida, ela colocou esta no meio do jardim unicamente baseada em sua percepção.

O objetivo da árvore é dar fruto e a finalidade do fruto é alimentar. Deus dissera ao primeiro casal que o verdadeiro alimento estava no meio do jardim – a árvore da vida, contudo o primeiro casal optou por mudar a vontade de Deus para com eles, fazendo do centro do jardim a árvore proibida.

Como a árvore, qualquer delas, mesmo a árvore da vida, estava arraigada na terra e a terra não tem vida em si mesmo, o que dava vida à árvore da vida era a palavra de Deus determinando esta verdade. Alimentar-se desta árvore seria alimentar-se da fé, deixar de comer da palavra de Deus seria abdicar-se de ser dependente de Deus, portanto seria optar por se rebelar-se contra os propósitos divinos. Ao colocar a árvore proibida no centro do jardim a mulher entronizou o ego em seu coração.

O Senhor Jesus declarou a serpente verdade o oposto que fizera a mulher: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4:4). Tudo que foi criado, mesmo a árvore da vida, inclusive a árvore proibida, tem um único propósito, nos fazer relacionar com Deus. O que determina se seremos abençoados ou se colheremos a morte é se vamos ou não obedecer a Deus. A vida consiste em entronizar Deus no coração, a morte em deixar o ego fazer suas opções.

A palavra de Deus é a luz para caminharmos (Sl 119:105), contudo se a direção que temos provir de nossas elocuções, então não nos resta outra coisa senão trilharmos o largo caminho da perdição, pois há caminhos que parecem direitos ao homem, seu fim é morte (Pv 14:12).

Outra coisa importante – a árvore da vida estava no meio do jardim, pois Deus dissera. Se quiséssemos fazer a prova teríamos que medirmos do centro à extremidade com grande precisão. Como a terra é redonda, qualquer ponto pode ser o início e qualquer outro o fim, seria impossível determinar qual deles seria o centro. Se o centro ficasse no equador, estaríamos desprezando os pólos. Se o centro fosse os pólos, que seria do equador? Em princípio numa bola todo ponto é o seu próprio centro. Ao determinar a árvore da vida como o centro, o Senhor fez-nos saber que o centro é determinado antes de tudo, acima de tudo e somente porque Deus assim o dissera. Questionar a Deus é rebelar-se contra Sua vontade.

O Senhor Jesus assumiu o lugar da árvore da vida porquanto Ele próprio é a vida. Dizer que Ele assumiu é apenas uma forma de expressar a força de Suas palavras: “Eu sou a videira; vós sois as varas. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). Nós fomos colocados nas mesmas condições que o primeiro casal, podemos optar em transformar qualquer coisa como nosso centro convergente ou voltar-nos para o Senhor é declarar o Seu senhorio sobre nós. Só o de pensarmos ser possível outro centro que não o Senhor já nos coloca em rebelião contra Sua vontade.

Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). A ordem exatamente ressurreição e vida, isto porque só é possível chegar a ressurreição passando pela morte. Simplificando – ou nosso ego morre para Jesus se entronizar em nosso coração ou jamais vamos conhecer o que verdadeiramente é vida abundante.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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