Diminuir a fonteAumentar a fonte 02/08/2010
Sejamos sábios nas escolhas que fazemos
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz.” (Rm 8:6)

“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mt 6:25)

“porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo.” (Rm 14:17)

Por que será que nós precisamos de um salvador? Por que não resolve tão somente termos uma regra a seguir, um mandamento, uma técnica de aperfeiçoamento do eu interior? Para respondermos a estas questões, precisamos considerar a vida como a conhecemos.

Nós aprendemos nos bancos escolares que vida é o espaço de tempo entre a concepção e a morte de um organismo, portanto na definição de vida fica implícito a presença da morte, que é o término da vida de um organismo, portanto a morte é a cessação da vida.

Enquanto vivemos, temos a sensação que ela vai perdurar indefinidamente, afastando, assim, o espectro da morte de nossos pensamentos. Ao nos depararmos com a revelação de que em Jesus estava a vida e que esta vida de Jesus é a luz dos homens (Jo 1:4), fica-nos a impressão que esta assertiva não faz sentido algum porquanto nós também temos a vida.

Nosso problema é que apagamos a morte de nossas considerações e consideramos que viver é extrair dessa existência a melhor experiência existencial possível. Todavia somos alertados que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo” (Hb 9:27). Em outras palavras, não importa o que façamos de nossa vida, seu fim é morte, todavia como depois da morte seremos julgados pelo tipo de vida que tivemos, então nosso destino é terrível, visto que a morte é a sentença que valida a vida que tivemos porquanto o salário do pecado é a morte (Rm 6:23).

Graças a Deus por Cristo Jesus, porquanto se o pecado traz consigo a morte, a morte de Jesus na cruz levou consigo nossos pecados de modo que não mais podemos ser condenados, porquanto fomos justificados em Cristo Jesus. Com isso respondemos nossa primeira questão, precisamos de um salvador porque nós mesmos não podemos nos salvar visto que já nascemos condenados, porquanto temos a natureza corrupta que herdamos de nosso primeiro pai. A prova desta assertiva é simples – todos morremos logo todos somos pecadores porquanto a morte é o salário do pecado.

Agora que estamos em Cristo Jesus convivemos com um problema adicional. Por um lado fomos regenerados, nascidos de novo, por outro permanecemos com a mesma estrutura humana de antes, corrupta e depravada. Isto faz com que se instaure uma guerra dentro de nós de modo que “a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro” (Gl 5:17). Ou seja, do ponto de vista natural não há nada dentro de nós que nos faça desejar a vida provida por Deus, todavia no âmago de nosso ser desejamos ser revestidos da glória divina, buscamos a imortalidade.

O que caracteriza nossa vida natural é sua independência absoluta, não que nós não precisemos de ajuda, mas de algum modo tudo quanto fazemos tem uma única finalidade, nos trazer algum benefício com ligeiras variantes. Enquanto o homem volta-se inteiramente para si mesmo, a mulher tende a buscar o melhor para seu esposo e seus filhos. O que há em comum é que ambos fazem tudo em conformidade com sua própria percepção do que seja bom. O problema é que Paulo deu o seguinte testemunho de si mesmo: “o pecado, para que se mostrasse pecado, operou em mim a morte por meio do bem; a fim de que pelo mandamento o pecado se manifestasse excessivamente maligno” (Rm 7:13).

A suma do que temos dito é que quando fazemos as coisas do nosso jeito, por mais bem intencionado que sejamos, no fim da errado porque o pecado incrustado em nossa natureza faz o bem resultar em morte. Resumindo, a inclinação da carne é morte. Não basta obedecermos um mandamento, nossa natureza é um toque de Midas ao contrário, buscamos o bem, geramos a morte. Assim, o que precisamos não é de um mandamento para nos direcionar, mas de alguém que nos conduza em nossas decisões e atitudes.

O Senhor Jesus, sabendo de nossa dificuldade, não nos deixou só, antes nos enviou o Consolador, fazendo habitar em nós o bendito Espírito Santo, que nos ajuda em nossas fraquezas. O objetivo do Espírito Santo é de nos conceder justiça, paz e alegria, ou seja, tudo que buscamos com nossas atitudes estabanadas, visto que queremos o nosso bem ou daquele que nos cerca, apesar de não o conseguir. Com isso responde nossa segunda questão, nosso eu interior está impossibilitado de fazer por si mesmo o bem, somente pode superar sua natureza se permitir que o Espírito Santo o guie em suas decisões e atitudes.

Nós só não permitirmos que o Espírito Santo nos guie porque o amor a vida nos impede de conhecer a vida na perspectiva divina. Explicando, conceitualmente entendemos a vida como sendo sua perpetuação na temporalidade. Para isso precisamos essencialmente de comer, beber e vestir-se. Todos fazemos isso com menor ou maior sofisticação, dependendo da renda que temos. Abrir mão deste processo é confabular com a morte, portanto faremos o possível e o impossível para continuar comendo, bebendo e nos vestindo.

Abrir mão do exercício de nosso direito de viver parece uma insanidade, razão porque tememos confiar no bendito Espírito Santo. A aparente demora da atuação do Espírito Santo parece colocar em risco nossa sobrevivência, portanto rejeitamos instintivamente dar-lhe o controle absoluto de nossa existência.

É para nos fazer tornar consciente de nossa necessidade que o Senhor declarou ser a vida mais importante que o comer e beber e o corpo mais que as vestimentas. É como se o Senhor dissesse: descanse, confie, porquanto ainda que esta confiança possa aparentemente levar você para os braços da morte, saiba que a morte não é um fim em si mesmo, depois dela vem a ressurreição e com ela a vida eterna. No contexto diário a vida eterna se torna em vida abundante por nos permitir experimentar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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