Diminuir a fonteAumentar a fonte 03/08/2010
Não desprezemos a correção do Senhor
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Porque desde o menor deles até o maior, cada um se dá à avareza; e desde o profeta até o sacerdote, cada um procede perfidamente. Também se ocupam em curar superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. Porventura se envergonharam por terem cometido abominação? Não, de maneira alguma; nem tampouco sabem que coisa é envergonhar-se. Portanto cairão entre os que caem; quando eu os visitar serão derribados, diz o Senhor.” (Jr 6:13-14)

Nos anos que antecederam o cativeiro da Babilônia, após Judá ter experimentando um grande avivamento por mão do rei Josias, reinou Jeoiaquim, depois Joaquim e, por fim, Zedequias. Em todos estes governos o veredicto divino era o mesmo. Sobre Jeoiaquim: “Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que seus pais haviam feito” (II Rs 23:37). Sobre Joaquim: “Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo o que seu pai tinha feito” (II Rs 24: 9). E sobre Zedequias: “Ele fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Jeoiaquim” (II Rs 24:19).

Podemos fazer um paralelo àquele período histórico ao que estamos vivendo, visto que os sinais indicam que se aproxima rapidamente o arrebatamento da igreja e, por conseguinte, a manifestação do anticristo. Nossa época se assemelha ao período da igreja de Laodicéia, época esta em que a igreja deixa enfraquecer seu testemunho cristão, optando por colocar um pé no mundo, outro na casa do Senhor. O Senhor Jesus testificou contra ela nos seguintes termos: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!” (Ap 3:15).

Ainda que ciente das ameaças vinda da Babilônia, os reis Jeoiaquim, Joaquim e Zedequias não tiveram o vigor espiritual para rechaçar o perigo. Estavam por demais comprometidos em seus próprios pecados, certos que se os seus pais fizeram o mesmo, não seria tão duro o juízo da parte de Deus contra eles. Não estamos em situação diferente porquanto está escrito: “Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus?” (I Pd 4:17). Mesmo porque o ministério da iniquidade já opera, tendo o Senhor autorizado que seja enviado uma operação de erro para que creia na mentira todo aquele que não crê na verdade, antes têm o seu prazer na injustiça (II Ts 2:7-12).

O maior erro cometido pelos judeus no tempo que antecedeu o cativeiro foi o de curar suas feridas superficialmente. Enquanto os babilônicos eram uma ameaça distantes, por certo que os judeus buscavam ao Senhor no templo, confessando os seus pecados. O problema é que, saindo do templo, voltavam às mesmas práticas que antes haviam se arrependido. Os judeus, orientados pela palavra de Deus, quando erravam, se tornando culpados por quebrar os mandamentos divinos, vinham ao templo, tomavam para si um novilho, colocavam suas mãos sobre ele, confessando os seus pecados para recebem de Deus o perdão (Lv 4:13-20). Assim, os judeus, ao receberem o perdão divino sentiam-se em paz, para, no curso da semana, voltar ao mesmo erro e isto indefinidamente, até o ponto em que não mais se sentiam culpados pelos pecados cometidos, visto que as consciências deles fora cauterizada. O profeta Jeremias faz menção desta terrível condição espiritual de Israel ao dizer que eles já nem mais sabiam o que era envergonhar-se.

Nós nos assemelhamos a Israel quando reiteradamente voltamos ao erro certo que poderemos convenientemente voltar-nos ao Senhor para pedir perdão baseado em Sua promessa que se confessarmos Ele nos perdoa (I Jo 1:9). O nosso problema, tal como o de Israel, é que também estamos tratando superficialmente o nosso coração, deixando brechas para o inimigo nos cirandar, não levando a advertência do Senhor que diz:

“Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de devorar os adversários.” (Hb 10:26,27)

A verdade nos dá consciência do certo e do errado, todavia sofremos com o terrível dilema interior entre querer fazer a vontade de Deus e permanecer cativo ao pecado (Rm 7:22,23), queremos fazer o bem, contudo praticamos o mal (Rm 7:21). A conclusão que chegamos é que o pecado habita em nós por isso agimos deste modo (Rm 7:20) e o pecado é muito mais forte que nossa força de vontade e disposição interior.

O nosso problema persiste em ser o mesmo que nos levou a Cristo. Nós o aceitamos como Senhor e Salvador porque Ele morreu por nossos pecados, contudo não o autorizamos a completar sua obra em nós fazendo aquilo que Ele próprio sabe fazer, isto é, tirar o nosso pecado (Jo 1:29). Nós não nos envergonhamos por aquilo que fazemos porque a visão que temos de nós mesmo nos cega quanto a nossa verdadeira condição espiritual. Nos achamos ricos e enriquecidos quando na verdade estamos nus e empobrecidos (Ap 3:17). O que precisamos é de compreendermos como nossa fé é submetida à prova e, com isso, colocar em nossos olhos colírio espiritual (Ap 3:18).

Deus jamais desiste de nós, antes tem nos corrigido continuamente porquanto somos Seus filhos amados (Hb 12:6). Por conta desta correção grande parte de nossas atitudes têm resultado em frustrações, derrotas e dificuldades, ou seja, somos atribulados continuamente. Via de regra reputamos que Satanás é o responsável pelas nossas adversidades, então procuramos proclamar a vitória determinando o que Deus deveria fazer por nós. Assim presumimos que numa só tacada colocamos Satanás na defensiva e asseguramos o beneplácito divino sem considerar a condição e nosso coração.

Ocorre que é Deus mesmo quem nos submete a tribulações porquanto está escrito ser necessário que sejamos contristados por várias provações (I Pd 1:6). Da parte de Deus seu objetivo é este: “Eis que te purifiquei, mas não como a prata; provei-te na fornalha da aflição” (Is 48:10) para que a prova da nossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo (I Pd 1:7 paráfrase). Contudo como nós não reconhecemos a correção como vinda da parte de Deus, não nos submetemos ao tratamento, desprezando a Sua bendita Palavra. O resultado é que nos tornamos merecedores de castigos ainda maior por tornar profano o sangue de Cristo e por ultrajarmos o Espírito da graça (Hb 10:28,29).

O tempo em que todos serão derrubados a um só tempo está se aproximando, logo o anticristo assumirá o comando das nações que lhe darão poder por um tempo. Antes a igreja será retirada da terra, contudo aqueles que não aceitaram a disciplina aqui permanecerão para enfrentar os rigores do juízo que virá para “tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (I Ts 1:8). Convêm antes nos voltarmos ao Senhor e permitir que realmente nosso coração seja sondado, removendo todo entulho e sujeira para que sejamos dignos de nos encontrar de pé diante do Senhor.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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