Diminuir a fonteAumentar a fonte 15/10/2010
A carga de trabalho ou o coração
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Mas ele respondeu: Estais ociosos, estais ociosos; por isso dizeis: vamos, sacrifiquemos ao Senhor. Portanto, ide, trabalhai; palha, porém, não se vos dará; todavia, dareis a conta dos tijolos. Então os oficiais dos filhos de Israel viram-se em aperto, porquanto se lhes dizia: Nada diminuireis dos vossos tijolos, da tarefa do dia no seu dia.” (Ex 5:17-19)

Tem certas coisas que nunca mudam. Nas palavras do sábio Salomão: “O que tem sido, isso é o que há de ser; e o que se tem feito, isso se tornará a fazer; nada há que seja novo debaixo do sol.” (Ec 1:9). A estratégia de Satanás a milhares de anos atrás é a mesma utilizada nos dias de hoje, tolo somos nós em não discernirmos. Paulo, servo vigilante, não se deixava pegar de calças curtas, são deles estas palavras: “para que Satanás não leve vantagem sobre nós; porque não ignoramos as suas maquinações” (II 2:10b,11).

Vamos então somar dois mais dois. No Egito antigo o povo de Israel foi feito escravo. Eles foram obrigados a construir as grandezas do Egito, as cidades armazéns, Pitom e Ramessés (Ex 1:1). Hoje também fazemos parte do mercado de trabalho, alguma coisa construímos com as obras de nossas mãos, seja uma empresa, uma cidade, um Estado ou um país. Se naquela época não cumprir a cota do dia acarretava castigos de açoites para os escravos, hoje se não tivermos produtividade podemos ser demitido de nossas funções. Ontem e hoje o trabalho, dado por Deus para engrandecer e dignificar o homem, pode ser também fonte de opressão, trazendo consigo dores e frustrações. Não é sem razão que o Senhor Jesus clarificou-nos este poder opressivo do trabalho ao declarar que “os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e ela fica infrutífera” (Mt13:22). Não há diferença entre ontem e hoje, como também somos consolados pelo fato que o Senhor Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre (Hb 13:8).

Naquela época a carga do trabalho aumentou opressivamente desde quando Faraó percebeu que qualquer horário que os judeus tivessem disponível seria usado para adorar a Deus. Os exatores diziam de Israel que a ociosidade era ocupada com adoração ao Senhor. Para combater o culto aumentaram a carga de trabalho ao ponto de não restar outra alternativa ao povo de Deus senão trabalhar, trabalhar e trabalhar. Na folga só restava força para dormir, acordando, de novo era trabalhar, trabalhar, trabalhar.

Hoje a artilharia pesada de Satanás é muito mais ampla. Quando não estamos trabalhando, estamos ou praticando esporte, ou assistindo televisão, ou lendo algum livro, ou simplesmente se coçando, tudo menos adorando a Deus. A única semelhança entre aqueles dias e hoje é que todo tempo precisa ser ocupado para nos tirar da presença de Deus, não importa com que artimanha.

Só uma coisa Satanás não conseguiu evitar: a disposição do coração do povo judeu. Quanto mais Israel era oprimido, mais vigorosa se tornava sua oração a Deus por meio de Moisés. A Moisés o povo dizia: “Olhe o Senhor para vós, e julgue isso, porquanto fizestes o nosso caso repelente diante de Faraó e diante de seus servos, metendo-lhes nas mãos uma espada para nos matar” (Ex 5:21). Moisés, por sua vez volta-se ao Senhor dizendo: “Senhor! por que trataste mal a este povo? por que me enviaste? Pois desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem maltratado a este povo; e de nenhum modo tens livrado o teu povo.” (Ex 5:22b,23).

É certo que o pedido de Israel e a oração de Moisés não foram feitas com o devido discernimento. Por não compreenderem a estratégia divina, pensavam que estavam metidos em uma arapuca. Nós estamos um passo adiante, pois temos a experiência completa de Israel diante de nossos olhos. Sabemos que os dias atuais não são diferentes daqueles. Se Israel esperava ansioso pelo Libertador para os conduzir à terra prometida, promessa esta feita a Abraão, nós também estamos aguardando em intensa expectativa a volta de nosso Senhor, pois nos prometeu que levaria com Ele assim que nossas moradas no céu estivessem prontas (Jo 14:1-3).

Então o que está acontecendo no mercado de trabalho? Nosso tempo está sendo sufocado pela demanda das organizações. Houve um tempo que batido o cartão de ponto, não havia mais contato entre nós e a empresa. Agora estamos ao alcance dos e-mails, do celular e de inúmeros outros recursos para permanecer em constante prontidão. A questão que se nos apresenta não é pedir a redução da carga de trabalho. Quanto mais Israel murmurava da carga que lhes eram impostas, mais carga lhe eram aumentada. A carga de trabalho só deixou de existir no dia “D”, na noite fatídica, quando o anjo da morte passou sobre o Egito e Israel, salvo pelo sangue nos umbrais da porta, saiu em marcha rumo ao deserto. Por certo que nossa carga só findará ao toque da trombeta, quando nos encontraremos com o Senhor nos ares.

Ademais, sobre o Senhor Jesus é dito que a demanda era tão grande que nem havia tempo para comer (Mc 3:20), Paulo dizia que trabalhava noite e dia para não ser pesado a ninguém e ainda achava tempo para pregar o evangelho (I Ts 2:9); aos desocupados de Tessalônica, que viviam morgando sob a desculpa de estarem esperando a volta do Senhor, Paulo os exortou dizendo: “se alguém não quer trabalhar, também não coma.” (II Ts 3:10) e ao escravo que fugira do seu senhor, Paulo o enviara de volta para servir de coração dando testemunho da fé em Cristo Jesus (Filem 11,12).

A suma de tudo o que foi dito é que não devemos transformar do excesso de trabalho uma desculpa para não adorar a Deus, antes devemos buscar, de todas as formas, achar meios para evangelizar e adorar ao Senhor seja a carga que esteja sobre nós.  Não é a carga de trabalho nosso problema, mas a disposição de nosso coração.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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