Diminuir a fonteAumentar a fonte 28/10/2010
A missão da igreja
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Ora, ouviram os apóstolos e os irmãos que estavam na Judéia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus” (At 11:1)

Hoje se fala muito que as organizações precisam constituir para si missão, visão, valores e negócio, porque se elas souberem com clareza qual o seu papel no mercado e na sociedade poderão comunicá-lo a todos seus colaboradores de forma a obter o engajamento deles em seu processo produtivo de forma criativa, inovadora e eficiente. Nenhum destes qualificativos são estranhos para os membros do corpo de Cristo, a igreja. O Senhor, antes de partir, constituiu cada um dos requisitos para a igreja.

A missão se constitui no propósito e a razão de ser da organização, na direção que ela deve seguir e deve ser mobilizadora, arrojada e expressa de forma clara e concisa. A igreja tem a seguinte missão:

“ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28:19,20).

Esta missão é mobilizadora porque convoca todo o povo de Deus, cada membro em particular, enfim, o corpo de Cristo completo, para executar o seu propósito. É arrojada porque não se circunscreve a uma nação em particular, não é restrita a um único povo, mas se propõe a alcançar todo o mundo, todas as nações, todos os povos, todas as gentes, sem exceção. A missão da igreja não deixa dúvida sobre o que deve fazer: é preciso se deslocar até onde está aquele que precisa ser evangelizado, encontrando-o é necessário motivá-lo à obedecer a palavra de Deus, em obedecendo é preciso batizá-lo, e em batizando-o é necessário continuar ensinando-o acerca do reino de Deus e sua missão.

A visão descreve as aspirações futuras da organização sem especificar os meios para os alcançar. A visão deve criar inspiração para o cumprimento da missão, motivando seus membros a não medir esforços para alcançar seus objetivos. Há inúmeras passagens bíblicas que poderiam descrever a visão que o Senhor deixou à igreja, mas vamos nos ater a uma em particular, expressa pelo próprio Senhor:

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.” (Ap 22:14-16)

Ao conceder-nos o que nos espera do futuro, o Senhor declarou que há dois caminhos ao homem, a bem-aventurança eterna ou a perdição eterna. Este é o tipo de visão que não só alegra nosso coração por sabermos que haveremos de comer da árvore da vida, portanto viveremos por toda a eternidade com o Senhor, adentrando na presença de Deus na cidade santa, a Nova Jerusalém, como também nos motiva a cumprir a missão com todo o vigor para que ninguém venha a se perder, deixando de usufruir da mesma alegria que vamos experimentar, alegria esta garantida pelo próprio Senhor.

Os valores são os pilares internos da organização, são as ações que se manifestam em conduta e refletem o caráter de seus membros. Nós, membros do corpo de Cristo, temos a missão de levar o evangelho à toda criatura para que elas possam usufruir da visão que o Senhor nos deu, terem a vida eterna, se livrando da perdição eterna. Enquanto exercemos nossa missão precisamos refletir o caráter de quem nos chamou, o Senhor. Por esta razão o Senhor “nos tem dado as suas preciosas e grandíssimas promessas, para que por elas vos torneis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo” (II Pd 1:4), pois fomos instruídos:

“a despojar-nos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; a nos renovar no espírito da nossa mente; e a nos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade.” (Ef 4:22-24 - adaptado)

No exercício de nossa missão para alcançarmos a visão que nos foi dada, firmado nos valores do reino de Deus, devemos permanecer restritos ao âmbito de nossa atuação. Este núcleo central por meio do qual deve convergir todas as nossa ações, que é o nosso negócio, foi apresentado pelo apóstolo Pedro nos seguintes termos: “alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas” (I Pd 1:9). Salvação é nosso negócio porquanto Deus nos “fez surgir uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo” (Lc 1:69) e “e toda a carne verá a salvação de Deus” (Lc 3:6), pois:

“Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19:9,10)

Visto que:

“E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (At 4:12)

Portanto:

“Seja-vos pois notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles ouvirão” (At 28:28)

Compreendendo nossa missão, visão, valores e negócio, podemos agora entender porque os apóstolos e os irmãos, membros do corpo de Cristo, estavam antenados nas notícias as quais anunciavam que os gentios haviam recebidos a palavra de Deus (At 11:1).  A igreja primitiva estava totalmente comprometida e nutriam grande alegria pelo mover de Deus “louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos” (At 2:47).

E hoje? Qual tem sido a expectativa da igreja? Nossos pastores têm dito de contínuo que a igreja permanece no negócio de salvação de almas. Eles não perderam a visão do reino de Deus, antes estão movendo todos os recursos possíveis para que a igreja cumpra sua missão de levar o evangelho a todos os povos. No texto que nos serve de base para esta meditação nos é dito que os apóstolos, juntamente com os irmãos ouviram do que Deus estava fazendo com os gentios e, talvez, aqui esteja nosso maior problema.

Hoje os irmãos têm buscado seus pastores não para pedirem orientação de como ganhar almas para o Senhor, mas para saberem como podem ser ainda mais prósperos do que são. O foco não tem sido o reino de Deus, mas a solução para os problemas da vida. Todavia está escrito:

“Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor. Porque foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.” (Rm 14:7-9)

Façamos a seguinte pergunta: Onde quer que estejamos estamos cercados por quem? Por pessoas, sejam elas empregadores, empregados, clientes, fornecedores, agentes ou servidores públicos, amigos, parentes, familiares, enfim, estamos cercados por gente. Qual é nosso negócio? O mesmo de Pedro, expresso pelo Senhor: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19). Nosso negócio é a salvação de almas, sejam elas quem forem,façam o que façam, ocupem a posição que seja, isso não muda o nosso negócio, precisamos salvar as almas. E não podemos salvar as almas, esquecendo de nós mesmo, como bem asseverou o apóstolo Paulo ao seu discípulo Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (I Tm 4:16).

É por termos de salvar almas, incluso nós mesmo, que como igreja, temos de nos fortalecer em cinco fundamentos para podermos atuar de forma relevante neste mundo hodierno: adoração, evangelização, comunhão, discipulado e serviço. Somos chamados a adorar a Deus, glorificando-o em tudo quanto fazemos; somos chamados a levar o evangelho aos perdidos, trazendo-os para o reino de Deus, somos chamados para estarmos em comunhão uns com os outros, pois somos templo santo no Senhor, somos chamados para sermos edificados morada de Deus em Espírito, obedecendo a voz do Senhor como discípulos amados, por fim somos chamados a servirmos uns aos outros, pois nos convertemos dos ídolos para servirmos ao Deus vivo e verdadeiro (I Ts 1:9).

Clique e comente este texto

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

Clique para o Plano de salvação por pergunta

Clique para o Estudo para novo convertido - 01/10

Clique para o Estudo para batismo 01/10

Clique para o texto Ministração para libertação interior e perdão

Clique e de seu testemunho de aceitar a Cristo como Senhor e Salvador pessoal