Diminuir a fonteAumentar a fonte 05/11/2010
Fazendo o bem, chova ou faça sol
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“Ora, quem é o que vos fará mal, se fordes zelosos do bem? Mas também, se padecerdes por amor da justiça, bem-aventurados sereis; e não temais as suas ameaças, nem vos turbeis; antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós; tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, fiquem confundidos os que vituperam o vosso bom procedimento em Cristo.” (I Pd 3:13-16)

No profundo de nosso ser queremos viver sem conflitos, então idealizamos que se nós nos comportarmos de certo modo, receberemos em troca atitudes correspondentes. Assim, se formos bons, os outros o serão para conosco; se ajudarmos, seremos ajudados, se formos misericordiosos, receberemos misericórdia, quase numa relação de causa e efeito. Digamos que o mundo funcionasse desta maneira, se assim o fosse, nós seriamos senhores de nosso próprio destino. Pensemos um pouco nesta suposição:

"Eu me torno referência de todos que me cercam, se minha energia é boa, todos serão gentes do bem. O pressuposto só funcionaria se a energia do mal fosse anulada pelo bem que pratico. Neste caso eu me torno o centro do mundo, todos giram em conformidade com minha vontade. Logo eu sou um pequeno Deus, estou a um passo de aceitar a proposta da serpente."

Voltemo-nos ao que o apóstolo Pedro ensina. Aparentemente ele segue esta linha de raciocínio: se fizermos o bem, quem nos faria mal? Por fazer o bem entendemos como ações fundamentadas em princípios éticos, que atenderia as aspirações essenciais do ser humano. Assim, se alguém está com sede e dermos água, não faz sentido levarmos dele um tiro; se alguém está com fome e dermos comida, não justifica sermos assaltados por ele. A questão subjacente a estas é relativo ao propósito pelo qual fizemos o bem. Se for para obtermos a retribuição na mesma moeda, nosso bem se torna em mero capricho, uma forma sutil de manipulação.

O bem que fazemos deve ter fundamento em si mesmo. Fazemos o bem porque nos sentimos gratificados, portanto nosso bem começa e termina em nós mesmo. Como não estamos manipulando ninguém com o bem que fazemos, podemos esperar que não sejamos entendidos ou mesmo que o mal no coração do outro seja de grandeza tal que ele pouco se importa com o que estamos fazendo. É por esta razão que o apóstolo Pedro complementa após ter enfatizado que em fazendo o bem, há uma grande probabilidade de sermos tratados do mesmo jeito, contudo, na expressão do apóstolo, “mas também”, vendo a coisa pelo outro lado, pode ser que não sejamos compreendidos e, por maior que seja o bem que façamos, sejamos tratados injustamente, seremos criticados, menosprezados, injuriados, humilhados, ou seja, podemos padecer, sofrer por amor da justiça. O Senhor Jesus colocou a situação nos seguintes termos:

“E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas.” (Jo 3:19,20)

O Senhor nos ensina que há homens que simplesmente não suportam a presença da luz, antes querem continuar vivendo no erro, dissolutamente, sem nenhum temor a Deus. Estes não só aborrecem a luz como procuram se esconder dela. Nestas condições por mais bem que venhamos a fazer, ele pode resultar em sofrermos injúrias, calunias, perseguições e coisas semelhantes a estas. Todo aquele que pratica o bem buscando ser retribuído na mesma moeda, chegará o momento que simplesmente vai implodir, respondendo à altura as agressões recebidas. Alias, hoje a defesa a honra é exaltada sob o mantra: “ninguém leva desaforo para casa”. Nesta ótica tudo é derivado do direito, pois ninguém pode tirar nossa razão. E para estabelecer nossa vontade, temos o direito de reagir a altura da provocação que recebemos – no fundo é a velha lei do Talião: olho por olho, dente por dente.

É para que não façamos confusão com o que se espera de nós enquanto cristão que Pedro reforça após dizer que fazendo o bem poderemos ser retribuído de igual forma, acrescentando o outro lado da questão, se fizermos o bem e, ainda assim, viermos a sofrer por amor ao bem que fizemos, então podemos nos considerar bem-aventurados, porquanto estamos sofrendo parte das dores que nosso Senhor sofreu por nós.

Esta é a razão do apóstolo Pedro se voltar rapidamente para o íntimo do nosso coração e declarar a necessidade de santificarmos a Cristo neste recôndito. Façamos um teste: quando fazemos o bem, o que pensamos em seguida: ou nos vem a mente: “Que bom! Fiz alguém feliz”, ou pensamos conosco: “Quem sabe agora serei reconhecido!”. Se cultivarmos a convicção que fazer o bem decorre de nosso relacionamento com Deus, então o Senhor está sendo santificado em nosso coração, neste caso não seremos traído pela nossa própria consciência. Assim, quer sofrendo ou conquistando pessoas, estaremos sempre prontos a dar testemunho de nossa fé. Resumindo, não podemos mudar de comportamento pela atitude do outro, antes quer chova ou faça sol, seremos o que somos, servos do Deus Altíssimo.

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