Diminuir a fonteAumentar a fonte 09/11/2010
Aprendendo a orar
por Cezar Andrade Marques de Azevedo

www.cezar.azevedo.nom.br

“A Sete também nasceu um filho, a quem pôs o nome de Enos. Foi nesse tempo, que os homens começaram a invocar o nome do Senhor.” (Gn 4:26)

Basicamente orar é ter intimidade com Deus, oportunidade propícia para conhecê-lO com maior profundidade. Todavia, como geralmente entendemos a oração sob a perspectiva da queda, a oração é vista como um canal para nos comunicarmos com Deus em busca de auxílio. Entre buscar socorro e conhecer Deus há uma diferença extraordinária, distinção esta plenamente percebida por todo aquele que ora habitualmente, mesmo porque o próprio Senhor Jesus nos dera a conhecer esta verdade em Sua oração intercessória: “a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste” (Jo 17:3).

Para sair da condição de orar apenas em função de livramento é preciso compreender a escada da glória concebida por John McContey. Segundo este servo de Deus, com base na instrução do Senhor Jesus em Mt 7:7 – aquele que pede ... recebe, a escada da glória têm os seguintes degraus:

1. Pedir dá direito a receber, mas não necessariamente o que se pediu
2. Pedir dá direito a receber alguma coisa
3. Pedir dá direito a receber boas coisas: Mt 7:11
    a. Luz sobre o que é a vontade de Deus: Jr 33:3
    b. Submissão à vontade de Deus: II Co 12:8,9
    c. Paz, a ansiedade é suprimida: Fl 4:6,7
    d. O Espírito Santo transforma o caráter: Lc 11:13
4. Pedir dá direito a receber o que necessitamos: Mt 6;8
5. Pedir conforme a vontade de Deus dá direito a receber justamente o que se pede: I Jo 5:14,15

É interessante notar que o primeiro degrau já demonstra por si como Deus é bom. Ele poderia simplesmente se calar diante de nossas suplicas, contudo se volta às nossas orações buscando conhecer realmente qual a nossa necessidade. O apóstolo Paulo chega a dizer que o Espírito Santo, que habita em nós, chega a mudar os termos das nossas orações para que elas sejam adequadas à vontade de Deus:

“Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos.” (Rm 8:26,27)

Esta adequação nas petições que fazemos traz respostas da parte de Deus que nos pegam ou de surpresa, ou distraídos, ou mesmo, faz com que as respostas cheguem sem sequer percebermos que fomos atendidos. Aquele que permanece neste nível pode vir a desistir de orar, pensando que Deus cerrou seus ouvidos para ele pela dificuldade de compreender os santos caminhos do Senhor, vistos estes serem mais elevados que os nossos (Is 55:8). Para que não percamos a fé na oração e não desistamos de continuar falando com nosso Pai celestial, o apóstolo Paulo, logo após ter declarado que o Espírito Santo adéqua nossas petições à vontade de Deus, nos instiga a confiar em Deus com a seguinte declaração:

“E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rm 8:28)

O que Paulo declara está em conformidade com o que o próprio Deus dissera por meio do seu profeta: “Pois eu bem sei os planos que estou projetando para vós, diz o Senhor; planos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” (Jr 29:11). O próprio Senhor Jesus enfatizou esta verdade logo após ter nos incentivado a chegar diante de nosso Pai celestial para pedirmos segundo nossas necessidades, dizendo:

“Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?” (Mt 7:9-11)

Em um primeiro momento podemos pensar conosco mesmo:“não entendo, estou pedindo por pão e recebo tribulações?” Contudo o Senhor está ternamente nos dizendo:

“se você estivesse realmente pedindo pão quando pede pão receberia pão. Se você está recebendo algo diferente de pão então pare e pense: Deus daria pedra no lugar de pão? Como Deus é fiel para consigo mesmo, só pode dar pão ao pedido de pão. Agora se você não recebeu pão no seu pedido de pão é porque ao dizer: Pai celestial, dá-me pão! Pode ser que você esteja de fato pedindo pedra, porquanto a disposição do seu coração não está alinhada com o seu pedido, porquanto é possível honrar a mim tão somente com os lábios, mantendo o coração longe de mim (Mt 15:8).

O que de fato está acontecendo é que nós mudamos nossos valores e pedimos segundo o entendimento que temos de nossas necessidades, quando na verdade a oração está em oposição ao que verdadeiramente se passa conosco. Tiago explica esta contradição de nossas orações do seguinte modo:

“Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.” (Tg 4:2,3)

Observe que Tiago não está dizendo que Deus não respondeu as nossas orações, mas frisando que nossos pedidos não são atendidos em conformidade como são feitos porque o que nos move a Deus são nossos deleites, nossa satisfação pessoal, que nada mais atende senão nosso ego inflado. Neste caso a oração, se fosse pão, seria convertida em “orgulho”, tendo como resposta a resistência da parte de Deus, visto que o Espírito Santo que habita em nós está enciumado por encontrar outra disposição em nós que não a vontade de Deus. Veja como Tiago completa seu argumento:

“Ou pensais que em vão diz a escritura: O Espírito que ele fez habitar em nós anseia por nós até o ciúme? Todavia, dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos; dá, porém, graça aos humildes.” (Tg 4:5,6)

É por orar de forma descuidada, sem alinhamento para com a vontade de Deus, que muitos chegam a seguinte conclusão: “quanto mais oro, mais assombração me aparece”. A palavra de Deus colocaria esta frase de outro modo completamente diferente: “É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?” (Hb 12:7). Deus nos ama e não quer nos entregar ao nosso próprio desatino, fazendo coisas que não convém, que só nos trazem mais sofrimento e dor. Por esta razão Ele converte nossas orações insensatas em disciplina. Como quem geralmente está no jardim da infância da oração acaba se comportando como a criança que, diante da disciplina de seu pai natural, começa a esbravejar e chorar dizendo que seu pai não a ama porque a disciplina, quando a verdade é justamente ao contrário do que ela pensa.

Nós precisamos aprender a conhecer Deus e podemos perceber o quão bom Ele é porque algumas vezes nós recebemos exatamente o que pedimos, razão porque o segundo degrau é: “pedir dá direito a receber alguma coisa. Quem fica transitando entre o primeiro e segundo degrau nunca alcança maturidade. Sabe que algumas vezes Deus dá-lhe exatamente o que pediu, em outras parece que o Senhor simplesmente se cala, deixando-o entregue a tribulações e sofrimentos. Em instantes como este, não acate seus sentimentos, antes deposite sua fé em Deus e em Sua bendita palavra sabendo que, mesmo que você não compreenda porque passa pelo que sofre, Deus está no controle de todas as circunstâncias de sua vida. No fim perceberá que tudo concorreu para o seu bem, a despeito de faltar-lhe o entendimento em meio a tribulação. Por isso persista em orar, não desanime, Deus é bom.

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“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 6:23)

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